Direto de Lisboa, entusiasmo em descobrir opções lucrativas

Mercado imobiliário português apresenta boas oportunidades para compradores brasileiros

Direto de Lisboa, entusiasmo em descobrir opções lucrativas

Caro leitor,

Viajar é o máximo. Poucos questionam essa afirmação, mas eu não me sinto assim quando viajo.

Tenho a sensação de que fui transportado para outra dimensão em que tudo é pequeno. Já reparou no tamanho dos copos que nos servem no avião? E o espaço nas poltronas?

Também não gosto de estar numa moradia temporária e ter de ir a restaurantes três vezes ao dia. Perco a paciência depois de uns dias.

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Reconheço que sou um chato, mas nada como a perspectiva de bons negócios para me acalmar.

Mesmo com esses perrengues, escrevo diretamente de Lisboa com o maior entusiasmo possível pelas incríveis oportunidades que encontrei.

Nas condições atuais de yield e de custo de financiamento, se você vendesse seu imóvel residencial brasileiro e comprasse em Portugal, você teria um fluxo de caixa cerca de quatro vezes maior!

Sem contar que seria denominado em moeda forte – o euro – e com potencial de valorização.

Tudo o que interessa sobre imóveis

Seja ou não proprietário de um imóvel, com uma coisa você há de concordar. É o bem mais caro que uma pessoa comum irá negociar na vida. Para saber o momento de vender, comprar, financiar e tudo sobre mercado imobiliário, fique atento às recomendações.

VALOR IMOBILIÁRIO

Igual, mas diferente

Estratégias de adição de valor, renda recorrente, valorização e reserva de valor valem para qualquer lugar em que você pretenda fazer negócios imobiliários. O que muda são as táticas mais indicadas para acessar cada mercado.

Portugal tem necessidades de táticas que são essencialmente diferentes daquelas que usamos no Brasil. Não adianta tentar jogar no 4-4-2 no mundo inteiro. É preciso fazer a adaptação para cada campeonato.

Um dos aspectos é que Portugal tem catalisadores de demanda que não existem no Brasil. Enquanto dependemos 99,9 por cento da demanda gerada por brasileiros, Portugal se beneficia fortemente de clientes estrangeiros.

Turismo internacional

Porto e Lisboa mais que duplicaram o número de visitantes nos últimos 10 anos. Foram 16 milhões de visitantes em Portugal em 2015, em comparação aos minguados 7 milhões de um Brasil com extensão territorial muito maior.

O sucesso de Portugal é o resultado de uma combinação de disponibilidade de voos low cost (30/40 €), comida e hotéis ótimos e baratos, praias, calor e cerveja no verão, história, friozinho, vinho e bacalhau no inverno.

Especialmente a segurança se destaca em comparação aos países concorrentes, que estão sofrendo por causa do terrorismo, incluindo locais como Paris e no Mediterrâneo.

Esse turismo implica um enorme reflexo no negócio de aluguel de curto prazo. Apenas o AirBnB – um dos participantes desse mercado – gera 1 milhão de hóspedes em Portugal, com fluxo de caixa que faria a cabeça de qualquer brasileiro pirar.

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Aposentados fugindo do Imposto de Renda

Em anos recentes, Portugal estabeleceu um programa de incentivo para que aposentados transferissem sua moradia criando um segundo catalisador importante.

Com o nome de residência não habitual para reformados, o programa oferece isenção de impostos sobre rendimentos de aposentados obtidos fora de Portugal por um período de 10 anos.

O programa atinge em cheio aposentados europeus que, de outra forma, teriam uma alíquota de até 75 por cento – como os franceses. Com este movimento, o aposentado se livra do imposto, vende sua propriedade mais cara no país de origem e pode comprar um imóvel muito maior e melhor e, ainda por cima, o custo de vida é espetacularmente menor.

Existe um enorme incentivo que acaba atraindo principalmente franceses, mas também ingleses, brasileiros e pessoas de outras nacionalidades para comprar imóveis.

Carteirada nas fronteiras

Para completar a trinca de catalisadores, Portugal estabeleceu o golden visa. Compre um imóvel de um certo valor, geralmente de 500 mil euros, e você ganha um passaporte europeu.

O atrativo é de um ativo em moeda forte – o euro – e a possibilidade de andar por aí sem ser perturbado.

Chineses são a grande maioria dos compradores desses imóveis, com participação de 85 por cento, seguidos de muito longe por brasileiros, russos, sul-africanos e libaneses.

E, muito sinceramente, eles não ligam muito para os valores. Como afirmamos em outras newsletters, tudo o que eles querem é retirar o dinheiro da China e ter uma reserva de valor.

E o financiamento está voltando

Por último, fico alegre de saber que a dinâmica de demanda de portugueses também está mudando.

O roteiro foi muito parecido com outros países desenvolvidos. Portugal teve seu período de exuberância irracional. Os bancos emprestavam até 120 por cento do valor do imóvel com critérios de concessão muito generosos.

A inadimplência explodiu, os bancos pararam de emprestar e o mercado murchou. Fora das regiões turísticas, os preços ainda estão cerca de 30 por cento menores do que no pico pré-crise.

A boa notícia é que os bancos voltaram a emprestar, atingindo os maiores montantes dos últimos 5 anos – ainda 75 por cento menor do que os recordes da época mais agitada – e financiando “apenas” 70 por cento a 85 por cento do imóvel.

O movimento é de transição dos consumidores que percebem que o aluguel não vale mais a pena e começam a realizar transações de compra, principalmente fora das áreas turísticas, que têm dinâmica de preços mais salgados para o bolso nacional.

Nosso dever

Com esse cenário e dinheiro no bolso que é quatro vezes maior comparado com um imóvel residencial para aluguel no Brasil, e com perspectivas de valorização, nos sentimos no dever de pensar em opções para guiar nossos leitores para fazer os melhores negócios possíveis em Portugal.

Neste momento, estamos estudando o mercado em profundidade para preparar o melhor conteúdo possível.

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Estamos fazendo uma pesquisa para saber se os nossos leitores brasileiros têm interesse no mercado de imóveis em Portugal. Se for o seu caso, acesse aqui.

Abraço

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