E se a incorporadora quebrar?

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 Quais os fatores que contribuem para a quebra?

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Extra! Extra! Relatório bônus: “E se a incorporadora quebrar?”

Caro Leitor,

O combinado aqui na série de Imóveis é gerarmos um relatório completo por mês. E mais quatro cartas (ou newsletters, se você preferir) mensais. O que aconteceu neste mês de fevereiro é que apareceram em nossa pauta dois assuntos tão importantes que mereceram dois relatórios completos.

O primeiro tema foi a crise hídrica: “Imóveis: como lucrar e não perder com a falta de água”. O outro assunto da edição de hoje tomou proporções tão grandes que mereceu um relatório bônus (exclusivo para os assinantes da série de Imóveis).

A realidade é que recebemos aqui, literalmente, centenas de perguntas enviadas por nossos leitores que já formam um grande grupo. Na maioria das vezes o otimismo impera. As pessoas querem saber como podem ganhar mais com imóveis. Este desejo é justo. Sendo um pouco poético, todo mundo tem direito à felicidade (apesar de eu achar que felicidade não tem nada a ver com isso).

E as pessoas, simplesmente, não querem receber notícias  sobre perdas, potenciais ou realizadas. 99,9% das correspondências não lidam com este tema.

A gente pode buscar explicação para este fenômeno na psicologia. Às vezes alguns cenários são tão dolorosos que a gente simplesmente prefere ignorá-los. Ter uma perda ou mesmo pensar na possibilidade de uma perda é um processo tão dolorido que as pessoas fazem tudo para evitar este sentimento. Isto está provado cientificamente.

O que a gente não pergunta é tão importante quanto ao que a gente pergunta 

E, por isso, não me espanta que, apesar de toda esta “paradeira” que estamos vivenciando no setor de incorporação imobiliária, a gente não ter sequer uma indagação de compradores atuais e futuros sobre o que aconteceria com seu imóvel se a incorporadora quebrasse.

Do ponto de vista de um comprador de imóvel na planta este é o maior risco que se está correndo. Para quem é mais jovem, talvez não se recorde ou não saiba que em 1999 a maior incorporadora do país à época, a Encol, teve a falência decretada. Foram 42.000 clientes e 700 obras em andamento deixados na mão.

Então, sim, este é um cenário possível. A Encol foi um caso à parte porque envolveu fraude, como ficou provado pelo síndico da massa falida. Mas uma incorporadora pode perfeitamente perder a mão e se enrolar toda com a complexidade que é conceber, aprovar, vender e entregar centenas de projetos imobiliários.

Como uma incorporadora quebra?

É bom saber quais são os fatores que levam uma incorporadora a quebrar. A incorporação é um negócio muito estranho. Você pode ter um empreendimento lucrativo que a partir de hoje só vai te consumir caixa e um empreendimento com prejuízos que vai te dar muito caixa a partir de agora. É tudo uma questão do momento que se olha o empreendimento. E a empresa como um todo é um conjunto enorme de empreendimentos.

Há pelo menos dois principais fatores que poderiam levar uma incorporadora a uma situação complicada – e estão explicados no relatório.

Quais modelos jurídicos são seguros?

Pode ser que tenhamos que lidar com uma quebra. E é bom saber que as incorporadoras hoje em dia operam em ambiente jurídico diferente daquele da Encol. O sistema como um todo melhorou. Entretanto, há um sistema que a incorporadora pode escolher que dará maior segurança jurídica e tem um outro sistema que parece tão seguro quanto o primeiro, mas que na realidade te protegerá menos. A dica aqui é ficar atento, pois o sistema mais usado não é o mais seguro juridicamente.

Mesmo com a melhor segurança jurídica, posso ter problemas?

A resposta é um sonoro SIM. Pode ser que você tenha um pepino na mão. Existem casos em que valerá mais a pena perder o dinheiro investido até o momento. E haverá casos em que os compradores precisarão se juntar e coletar dinheiro a mais. Entenda o que está envolvido nestes casos e aprenda a fazer a conta para poder decidir qual rumo tomar.

Grande abraço,

Marcio Fenelon.

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