Imóveis: como lucrar e não perder com a falta de água

Uma crise além das chuvas 

Água

No fim de minha adolescência tive a sorte de viajar ao exterior para estudar inglês. Fui para Londres, que naquela época parecia um lugar triste e em crise. Tinha greve do transporte toda quarta-feira e os restaurantes eram de chorar de ruins e caros.

Aliás, passei 30 dias comendo batata e ervilha na casa da família que me acolheu. Pura ironia a Inglaterra ser o berço de chefs celebridades da TV, porque tempos atrás comer em Londres era um pequeno desastre.

Umas das coisas engraçadas que aconteceram nesta minha primeira viagem internacional foi a intensa e recorrente briga com a dona da casa por causa do banheiro. Deixa eu explicar. Sabe aqueles chuveiros que você fica de pé e recebe água na cabeça? Aquele normal? Na maioria das casas londrinas não tinha (eu conferi com outros alunos da escola).

No lugar havia uma banheira e um chuveirinho daqueles pequenos. O mais engraçado era que a cordinha que segurava o chuveirinho era curta. Então ficava aquela cena bizarra de você movimentar o corpo em direção ao chuveirinho.

O resultado era que eu demorava horas (na visão da dona) ou minutos (na minha visão) para tomar o danado do banho. E todo dia ela ficava batendo na porta para eu acabar logo com isso. Talvez o maior desespero fosse com o alto consumo de água e a conta que viria no fim do mês.

Eu, como bom adolescente rebelde, não estava nem aí e confesso que ficava até um pouco mais por causa das batidas na porta.

Anos depois, vejo como fui estúpido com a Sra. Gillespie do bairro Boston Manor (como lembro esse nome é um mistério). E como fui estúpido desperdiçando água. Aliás continuei desperdiçando água em banhos demorados por muito tempo.

Mas isto acabou. Agora tomo banho de cinco minutos, sendo que, durante três minutos, a água está fechada porque estou me ensaboando. Meu carro não vê uma lavagem faz uns seis meses. Está em petição de miséria.

Tudo porque a situação da água na região Sudeste do Brasil não está para brincadeira. De verdade. Quem me conhece sabe que não sou um cara alarmista. De cada 10 alarmes que as pessoas colocam, eu desconsidero quase sempre os 10.

Este assunto da água não estava me preocupando, porém, desta vez, depois que passei um mês inteiro estudando a situação, estou convencido de que a situação é delicada. Não se deixe enganar pelas chuvas dos últimos dias. A crise é bem maior do que isto.

Espero estar errado, mas a crise vai pegar de jeito e é bom se preparar de forma adequada.

E, sinceramente, a imprensa não está nos ajudando a entender a situação. Já vi várias simulações dos reservatórios e todas erram em uma ou outra premissa. Ainda não ouvi, de ninguém, o quanto de chuva nos deixaria tranquilo, por exemplo. E o quanto de rodízio é preciso para ultrapassar esse período de seca sem morrer de sede. Aliás, também não ouvi nada de previsão de quando as chuvas voltam.

A imprensa vive de notícias rápidas e não poderia fazer algo desse nível em detalhes. Então minha proposta foi aprender para ensiná-lo a fazer os cálculos. E ficar mais tranquilo.

Sendo sincero, os cálculos são simples, mas às vezes o governo da sua região pode não ter a transparência necessária para obter as informações requeridas. Mas fiz os cálculos para a pior situação de São Paulo e está disponível neste relatório.

Como nosso foco aqui são negócios imobiliários, eu listei 4 situações que você pode perder dinheiro se não tomar as medidas preventivas e 3 oportunidades para investimento em imóveis para lucrar com essa seca.

Seja você investidor ou morador, eu recomendo que economize água e leia este relatório.

Grande abraço.

Marcio Fenelon

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