O perfil do investidor imobiliário

Veja que tipo de pessoa se dá bem nos investimentos com imóveis

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O perfil do investidor imobiliário

Caro leitor,

Nosso cérebro é pré-histórico. É totalmente adaptado à vida ao ar livre. Vivemos por milhões de anos ao sabor do vento antes de começarmos a construir abrigos.

Não é estranho notar que relaxamos quando estamos diante da natureza. Pode ser uma vista do mar, de uma floresta ou de um parque florido. Por menor ou mais falsa que seja essa natureza. Estudos comprovam que a presença da natureza em hospitais, mesmo que em fotos, contribui para uma recuperação mais rápida do enfermo.

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Então aqui vai um pequeno segredo. Quando for vender aquela casa, faça um esforço de espalhar flores e plantas. As pessoas irão se sentir melhor, sem saber o porquê, e você terá mais chances de vender o imóvel mais rapidamente.

Essa é uma das muitas dicas e técnicas que listamos no sexto e último artigo da série Vender Melhor e Mais Rápido, em que abordamos o esforço de comunicação e a preparação do imóvel. Está disponível para todos os assinantes do Valor Imobiliário.

 

A Oportunidade da Década na Renda Fixa

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Qual é o perfil do investidor em imóveis?

Para ajudá-lo a pensar sobre investir em imóveis ou ações, fizemos nas semanas anteriores dois artigos comparando os pontos fortes e fracos do investimento imobiliário. Em resumo, as vantagens de investir em imóveis identificadas foram:

1 – Mais fácil de analisar e quantificar;
2 – Maior controle;
3 – Mais segurança;
4 – Menor volatilidade percebida;
5 – Resultados menos voláteis.

Já as desvantagens listadas foram:

1 – Menos retorno;
2 – Menor liquidez;
3 – Maiores custos de transação;
4 – Maior capital requerido;
5 – Diversificação mais difícil;
6 – Mais trabalho.

Com base nessas características, existe um perfil de investidor que melhor se encaixa com os investimentos imobiliários.

Tolerância à volatilidade

A primeira característica é de um investidor que não lida bem com a volatilidade de preços. É essencialmente uma questão de perfil psicológico. É aquele que fica acordado à noite quando o mercado cai mais de 3 por cento e não conseguiria atravessar uma crise forte, em que há uma sucessão de quedas de 10 por cento ao dia, sem se apavorar.

O pior caso é o daquele que acha que aguenta as quedas, porém, só entende que não é forte o suficiente quando é tarde demais. É garantido que fará os piores negócios possíveis, vendendo na crise e comprando os mesmos ativos mais caros quando houver uma recuperação.

Convencimento

Investir é colocar seu futuro nas mãos das classes de ativos escolhidas. Ou você está totalmente convencido que aquele investimento é 100 por cento adequado ou não serve. Não pode ser 50 por cento, nem mesmo 90 por cento. Precisa ser 100 por cento de convencimento.

Essa figura esotérica, que é o mercado, tem a estranha mania de testar seu convencimento. Pode esperar. Ele faz isso provocando distorções absurdas nos preços que farão você achar que errou, que está tudo realmente perdido, e sairá vendendo como um louco.

Se você não tem 100 por cento de convencimento em ações – ou em qualquer outro ativo –, é melhor não investir nem 5 por cento dos seus ativos.

Enquanto ter 100 por cento de convencimento em ações é muito complicado, já que a análise é mais complexa e cheia de nuances, em imóveis, é fácil analisar e quantificar. É pacífico aceitar que a humanidade sempre precisará de alojamento, tornando o convencimento muito mais fácil.

A probabilidade de realizar vendas desesperadas por quedas de preço é muito menor do que quem tem uma carteira de ações.

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Alta frequência de negociação

Toda vez que se negocia um ativo existem custos de transação. É o valor da corretagem, dos custos acessórios e impostos. Se você negocia demais a sua carteira, ao longo dos anos vai perceber que esses custos comeram parte do seu retorno.

Se você tende a negociar demais, investir em um ativo com alto custo de transação, como o imóvel, irá impedir de você ficar comprando e vendendo com alta frequência. Por mais irônico que possa parecer.

Controle

Se você quer tomar todas as decisões sobre o negócio e se aflige com a perspectiva de alguém poder realizar um desvio de recursos, aproveitando-se da distância, então você é daqueles que vão preferir o investimento em imóveis, que proporciona controle total dos destinos do investimento.

Capital

Para investir em imóveis é necessário um capital mínimo, que começa em dezenas de milhares de reais. Até você obter esse capital, não há que se falar em investimento imobiliário.

E mesmo entre os que têm um bom capital investido, tenha em mente que ter somente imóveis na carteira não é saudável, e é importante destinar pelo menos uma parte dos recursos para renda fixa.

Imóveis são mais recomendáveis àqueles que já formaram um patrimônio de algumas centenas de milhares de reais.

Interação com pessoas

O investimento em imóveis é mais aconselhável para os que gostam da interação com outras pessoas e de negociar. O perfil da pessoa que gosta de ficar sentada numa cadeira, atrás de um computador o dia inteiro, não combina com o investimento em imóveis.

Compatibilidade com obras

Não é necessário ser um pedreiro ou engenheiro, mas deve existir o mínimo de compatibilidade com obras. O perfil ideal é daquele que adora escolher acabamento, comprar materiais e acompanhar o trabalho. Considero suficiente o perfil que não sente ojeriza com a perspectiva de tocar uma obra.

Retorno

Um investidor em imóveis de perfil passivo ficará satisfeito com retornos que são menores do que aqueles das ações. Em troca, receberá mais segurança.

As opções para melhores retornos em negócios imobiliários só estão disponíveis para quem realiza gestão ativa, que exige uma dedicação maior de tempo e, portanto, não é comparável a um investimento em ações.

Uma carteira balanceada

Muito embora o seu perfil tenha um encaixe perfeito com imóveis, pode ser que os retornos não sejam compatíveis com seus objetivos ou os aportes possíveis.

Precisamos prestar atenção à diversificação de ativos, com a inclusão de pelo menos uma reserva de emergência em renda fixa.

Então, quanto de imóveis é ideal para a sua carteira?

Semana que vem falaremos mais sobre o assunto da formação de uma carteira balanceada que inclua imóveis.

Abraço!

Leituras Sugeridas:

:. Parte 2: Imóveis ou ações, qual é melhor?

:. Imóveis ou ações, qual é melhor?

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