O principal negócio do McDonald’s não é hambúrguer

Era 1954 quando Ray Kroc descobriu que um único restaurante localizado em San Bernardino, Califórnia, usava 8...

O principal negócio do McDonald’s não é hambúrguer

Era 1954 quando Ray Kroc descobriu que um único restaurante localizado em San Bernardino, Califórnia, usava 8 de suas máquinas de milk-shakes ao mesmo tempo. Intrigado com esse fato inusitado, ele resolveu fazer uma visita ao cliente.

O que ele encontrou foi uma metodologia de produção industrial aplicada a restaurantes. Os irmãos Maurice (Mac) e Richard (Rick) tinham desenvolvido um sistema de self-service de sucesso para servir hambúrgueres, fritas e milk-shakes. Hoje, essa é a norma da indústria de fast-food.

Ray Kroc saiu da Califórnia com um contrato para expandir a rede com franchising em quase todos os estados americanos. O resto é história. Atualmente há mais de 36 mil McDonald’s espalhados pelo mundo.

O que pouca gente sabe é que no começo Ray Kroc tinha muita dificuldade de encontrar franqueados que tivessem bolso para bancar a compra de terreno e construção das lojas. Isso dificultava a expansão tornando todo o processo muito lento.

Até que um de seus funcionários teve uma ideia genial para apressar as coisas. Este funcionário sabia que existiam investidores dispostos a comprar terrenos e construir imóveis para aluguel, mas também sabia que esses investidores provavelmente não gostariam de ficar fazendo hambúrgueres.

A ideia foi usar o capital desses investidores para bancar a expansão da rede. Eles descobriram que existiam investidores com dinheiro de sobra para o negócio imobiliário.

O franqueado não precisava mais ter tanto capital, pois pagava o aluguel com o fluxo de caixa da venda de hambúrgueres.

O McDonald’s cobrava um ágio sobre o preço de aluguel combinado com o investidor imobiliário. Os relatos são que este ágio chegava a incríveis 40% – ou 5% das receitas do restaurante -, o que fosse maior.

Dessa forma o McDonald’s tinha o melhor negócio imobiliário do mundo, pois recebia aluguéis sem investir em imóveis. Genial. Tão bom que o modelo de negócios continua até hoje, mas com modificações.

O McDonald’s hoje tem recursos para comprar os imóveis. O balanço de 2014 indicava que a cadeia de restaurantes tinha US$ 39 bilhões investidos em propriedades gerando aluguéis e outras receitas que representam 70% do resultado operacional da companhia.

Em outras palavras, desde muito cedo Ray Kroc e sua equipe descobriram a mina de ouro que é um bom negócio imobiliário. Desde então, o McDonald’s administra o negócio para maximizar este resultado e criar valor os seus acionistas.

Quem diria que o negócio principal do McDonald’s não são os hambúrgueres?

Será que o pior escritório do Reino Unido é um bom negócio?

O Ig Nobel é um prêmio anual concedido pela Universidade de Harvard para as contribuições mais bizarras para a ciência. Neste ano por exemplo, uma das pesquisas premiadas foi a de um cientista que estuda formas de “descozinhar” um ovo. Ainda estou tentando entender a utilidade do estudo.

Mas não é só na ciência que se dá este tipo de honraria duvidosa. A revista Building Design promove anualmente a eleição do pior edifício construído no Reino Unido. O prêmio é conhecido como Carbuncle Cup (Prêmio Furúnculo).

O grande vencedor de 2015 foi o 20 Fenchurch Street, mais conhecido como Walkie Talkie para os íntimos. A foto abaixo não deixa dúvida que os londrinos definitivamente tem um humor certeiro para dar apelido aos prédios mais esquisitos.

Imagino que a aparência gordinha e curvada no prédio tenha ajudado bastante na premiação, mas na verdade a história é mais complexa. Os relatos são de que o formato do prédio criou dois fenômenos raros para quem anda na região.

Um primeiro é um túnel de vento que tem derrubado as placas de rua e pedestres desavisados. O segundo é a concentração de raios solares em determinados pontos da rua por conta da curvatura e tipo de vidros utilizados no prédio criarem um efeito lupa, queimando carros e o que mais estiver na frente do prédio.

Enquanto essas notícias são engraçadas (ou dramáticas, dependendo do ponto de vista), queremos mesmo é saber se um prédio com tantos problemas consegue dar um bom retorno para seus proprietários.

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