Parte II – Decidindo a participação ideal de imóveis numa carteira

Aprenda como lidar com os riscos do investimento imobiliário

Parte II – Decidindo a participação ideal de imóveis numa carteira

Caro leitor,

Decidir qual é a participação de cada ativo em uma carteira de investimentos é, certamente, a principal decisão para quem gostaria de ver seu suado dinheiro multiplicar.

Semana retrasada comentei sobre os três itens para tomar a melhor decisão possível: reserva de emergência, definição de objetivos e potencial de retornos.

Hoje é o momento de discutirmos sobre a tolerância ao risco.

“Realmente acredito que temos uma bazuca em mãos”

Veja como a oportunidade identificada por Felipe Miranda pode mais do que triplicar o seu capital investido…

ACESSO IMEDIATO À OPORTUNIDADE

Um risco para chamar de seu

Dentro do mundo dos investimentos, risco é a possibilidade de um investimento ter um retorno diferente do esperado. Em um investimento de renda fixa, por exemplo, os retornos têm menor oscilação e, portanto, embutem um risco mais baixo. Por outro lado, as ações apresentam uma enorme oscilação advinda de um mercado maníaco-depressivo que controla preços com o apertar de um botão, embutindo risco muito maior.

Os imóveis para aluguel funcionam como uma renda “semifixa”. Embora não possam ser considerados renda fixa por uma questão de preço de aluguel e vacância, são os ativos com características mais próximas, com alta previsibilidade de retorno e, portanto, menor risco.

Já as atividades de incorporação, ou qualquer outra atividade de adição de valor a imóveis, têm um perfil de risco maior que o imóvel para aluguel, porém, ainda bem menor do que ações.

É muito difícil perder dinheiro com uma incorporação ou outras atividades de adição de valor quando se segue algumas poucas regras básicas – entre elas, nível de endividamento e tamanho da operação –, coisas que a maioria das empresas de capital aberto do setor ignoraram.

Risco e retorno usam sempre o mesmo elevador e partem sempre juntos. Quanto mais risco, mais retorno, e vice-versa.

O risco pode ser equilibrado com ativos que se movem em direções opostas e seguros para ganhar dinheiro em situações de estresse, porém, quem deseja uma carteira com mais retorno precisa assumir mais riscos.

Então, vamos todos colocar o botão do risco no máximo e sair para tomar caipirinha na praia por conta, certo?

Não, muita calma nessa hora! Nem todo mundo aguenta grandes riscos, como nem todo mundo aguenta tomar mais de três caipirinhas sem perder a noção de localização e tempo – na segunda dose, eu já estou achando que estou na Lua!

É só para quem pode

Para avaliar se alguém aguenta o tranco do risco em sua carteira, em primeiro lugar, é necessário avaliar se ele pode.

Se esse investidor não tiver uma reserva de emergência, já é o primeiro grande não. Qualquer problema que obrigue a um resgate em um momento errado, é dinheiro que se perde e não retorna nunca mais.

Outra questão é o nível de dependência dos retornos para o dia a dia. Se os juros, os dividendos e as valorizações pagam o aluguel, a escola dos filhos, a conta do supermercado e outras despesas e não sobra mais nada, é importante maneirar no risco.

Por outro lado, quando o investidor tiver outras fontes de renda ou os juros, os dividendos e as valorizações cobrirem todas as despesas, e ainda sobrar bastante, o risco será um bom amigo.

Ainda há a questão da idade, a qual considero mais controversa. Em teoria, quanto mais jovem, mais agressivo há de se ser para obter retornos maiores e deixar o tempo cuidar das oscilações, na suposição de que os ativos sobem e descem violentamente no curto prazo, porém, no longo prazo, têm uma tendência de crescimento. Quanto mais velho, mais conservador o investidor deveria ser, porque não há mais tanto tempo para resolver as quedas.

Quer entender melhor quais são as diferenças entre cada título público vendido no Tesouro Direto e qual é o mais indicado para investidores mais conservadores? Confira, então, o relatório Você Investidor de outubro, que traz ainda uma análise sobre seguros de vida e recomendações de investimento para pessoas jurídicas. Está imperdível!

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Uma boa cabeça

Mesmo podendo, o risco não é aconselhável para determinado tipo de perfil psicológico.

Se o investidor é daquele que não dorme direito quando a carteira perde 2% do valor em um dia ou que não aguentaria ver quedas sucessivas por um período prolongado – o que efetivamente acontece numa crise –, há de se ir devagar com o risco.

O irônico dessa questão é que só se conhece a capacidade de aguentar as oscilações vivendo o dia a dia. Os formulários de avaliação de risco são uma piada de mau gosto que não avaliam nada, porque quem responde – o investidor – não tem conhecimento sobre si próprio.

Investir montantes relevantes num período de crise intensa é batismo de fogo necessário para se tomar decisões corretas sobre a capacidade de suportar oscilações no patrimônio.

O nível de entendimento e convencimento sobre os investimentos realizados tem influência decisiva. Um investidor festivo, que sai comprando qualquer coisa depois de analisar por duas horas, vai tomar uma martelada na cabeça quando as oscilações mais fortes ocorrerem. É uma mão frouxa que larga o ativo quando começa a ficar quente. A perda é inevitável.

Uma das grandes vantagens do imóvel é que o convencimento do investidor é sempre muito alto, porque o ativo é fácil de entender e sempre será necessário. Não há razão para pânico. Ele vai estar sempre lá.

Chega de blá-blá-blá

Depois de tanta conversa, seria legal se tivesse um exemplo prático, não é?

Semana que vem. Sem falta!

Abraço!

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