Sem medo do leão

Em tempos de declaração do Imposto de Renda, preparamos um guia simples para você não ter dúvidas na hora de reportar suas aplicações financeiras ao Fisco. Confira!

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Sem medo do leão

Todo ano é a mesma história. Você foge, finge que ainda não é hora de encontrá-lo, tem um miniataque de pânico ao pensar que não vai dar conta e, muitas vezes, arrasta-se até o último minuto do prazo final.

Sim, está na hora de falarmos sobre ele: o tão temido Imposto de Renda.

Se existe uma unanimidade neste país, acredito que ela resida no sentimento negativo que a maioria dos brasileiros — com exceção de contadores e advogados — nutre em relação ao encontro com o Leão nos meses de março e abril.

Falta de referências, desencontro de informações, má vontade de seu banco ou de sua corretora. O fato é que, nesta época, não são poucas as instituições que se colocam como invisíveis para não ter que responder a dúvidas tributárias até o dia 30 de abril, data limite para a entrega da declaração do IR ao Fisco.

Por isso, hoje quero ir direto ao ponto.

Eu e a Juliana Megid (dona da Groselha, gata-leoa que ilustra esta newsletter) lançamos o e-book “Sem Medo do Leão”, o primeiro guia tributário completo da Empiricus , com orientações simples e objetivas para facilitar a declaração de suas aplicações financeiras no Imposto de Renda.

A seguir, você confere um quadro com o resumo das principais informações sobre o IR deste ano e as explicações sobre três temas tratados no guia.

Para conferir o livro completo e garantir um mês de assinatura grátis da série Você Investidor, pela qual sou responsável, acesse aqui.

Acesse aqui o site da Receita Federal para conferir mais dados sobre o Imposto de Renda e aqui para informações adicionais.

TESOURO DIRETO

Se você foi um dos 164 mil investidores que ingressaram no Tesouro Direto em 2017, atenção.

Ainda que o IR seja retido na fonte, sem que você precise se preocupar com o recolhimento dos tributos, é fundamental informar à Receita o valor investido ao fim de 2017 e/ou os rendimentos, em caso de venda antecipada, de pagamento de juros ou vencimento de títulos. E lembre-se de separar as informações por agente de custódia (banco ou corretora).

FUNDOS IMOBILIÁRIOS

Já se você foi atraído pelo benefício fiscal dos fundos imobiliários negociados na Bolsa, cujos rendimentos são livres de Imposto de Renda, não se esqueça de que a venda das cotas é tributada em 20 por cento.

Para apurar o lucro líquido obtido com a venda de cotas de FIIs, você pode descontar todos os custos operacionais (como as taxas de custódia, de corretagem e emolumentos) e também abater o chamado “dedo-duro”, que nada mais é do que uma parte do Imposto de Renda que é retida na fonte, a uma alíquota de 0,005 por cento, no momento da operação de venda.

E mesmo que não tenha feito nenhuma venda em 2017, não se esqueça de declarar o total investido em FIIs na ficha “Bens e Direitos”. Na descrição, coloque informações importantes do seu fundo, como o nome completo e o CNPJ, o nome da administradora e a quantidade de cotas detidas.

MOEDAS DIGITAIS

Em 2017, só deu elas. Em um ano de disparada do bitcoin, cujo preço aumentou nada menos que 17 vezes, foram muitos os brasileiros que ingressaram no mercado sem nunca terem investido em nenhum outro ativo. Mas eu temo que sejam poucos aqueles atentos à questão tributária.

Embora as moedas virtuais não sejam regulamentadas, elas são consideradas um tipo de ativo financeiro pela legislação brasileira e, portanto, devem ser declaradas em seu Imposto de Renda. Mais do que isso: toda venda (com lucro) maior do que 35 mil reais em um determinado mês sofre tributação a uma alíquota de 15 por cento sobre os rendimentos.

Mas, diferentemente de outras aplicações financeiras, no caso das criptomoedas, cabe ao investidor a responsabilidade de registrar suas movimentações. Isso porque as exchanges ainda não são obrigadas a enviar aos clientes um informe de rendimentos, por serem entidades não regulamentadas.

Por isso, o recomendado é ter registradas todas as transações realizadas, anotando os preços e as quantidades de cada ativo. Além disso, é fundamental guardar todo tipo de documentação que demonstre que você realizou determinada compra ou venda de moeda digital.

E se, ao longo de 2017, você obteve algum ganho de capital resultante da venda desses ativos, deverá declará-lo como rendimento, após o recolhimento de imposto feito a cada venda.

Quer saber mais sobre a declaração de criptomoedas, FIIs, Tesouro Direto, ações, produtos bancários e outros? Então acesse o e-book “Sem Medo do Leão” agora!

E não perca a próxima publicação do Você Investidor, com um capítulo extra com perguntas e respostas sobre Imposto de Renda.

MELHOR DA SEMANA

O Nubank ganhou um novo concorrente, com a entrada do Neon no segmento de cartões de crédito sem custo, por meio da bandeira Visa. Com um conta digital gratuita que ainda precisa melhorar para ficar de fato atrativa, o banco se coloca como alternativa no meio de pagamento, garantindo mais opções para nós, clientes. Agora é torcer para o Neon aumentar a oferta de serviços e incluir produtos de investimento, se distanciando cada vez mais do modelo dos grandes bancos e se aproximando de casos de sucesso, como o do banco Inter.

PIOR DA SEMANA

Não bastasse demorar quase um mês para publicar o famoso “Perguntão”, um manual com perguntas e respostas para (supostamente) esclarecer dúvidas em relação à declaração do Imposto de Renda, a Receita praticamente ignorou as dúvidas referentes às moedas digitais. Da mesma forma como em 2017, apenas duas questões foram dedicadas aos ativos, deixando uma série de lacunas no ar. Um verdadeiro papelão…