Passo a passo para investir no Tesouro

Cansou de deixar seu dinheiro na poupança, perdendo para a inflação? Veja como começar a se tornar um bom investidor

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Passo a passo para investir no Tesouro

Começar algo novo, em geral, exige esforço. É assim com o início de uma rotina de exercícios físicos, de estudos ou com a tentativa de dormir mais cedo… Qualquer dificuldade extra pode ser motivo para desistir. E não é diferente com a vida financeira.

Temos trabalhado para tentar eliminar eventuais “dificuldades extras” na vida de nossos leitores, para que deem início a bons hábitos financeiros e  se tornem bons investidores.

Nesse sentido, preparamos um roteiro de como começar a investir no Tesouro Direto. Para muitos, isso significa parar de deixar seu dinheiro na poupança, perdendo para a inflação.

Passo a Passo para investir no Tesouro Direto

#1 CPF

O primeiro passo é ter CPF e conta corrente em um banco.

#2 Escolha uma corretora

Em seguida, você precisa escolher uma instituição financeira para intermediar suas transações com o Tesouro Direto. Atualmente, há 70 bancos e corretoras habilitados, que são responsáveis por realizar o cadastro dos investidores com a BM&FBovespa e intermediar a transferência dos recursos financeiros e títulos.

Pode ser, inclusive, o banco no qual você tem conta corrente. No entanto, os grandes bancos costumam cobrar uma taxa de administração mais alta para o investimento no Tesouro Direto. Além disso, dificilmente os gerentes vão oferecer essa aplicação para os clientes, pois o produto não traz retornos interessantes para a instituição financeira.

Você pode consultar a lista completa de instituições cadastradas neste link. Você verá as taxas cobradas, que variam de zero a 2% ao ano. Observe que quatro instituições isentam o investidor de tarifas de administração.

Para facilitar, você pode escolher um agente de custódia que possui sistema integrado ao do Tesouro Direto (atualmente 34 são agentes integrados). Nesse caso, as compras e vendas dos títulos podem ser feitas diretamente no site da corretora (ou do banco, se  for o caso).

#3 Solicite seu cadastramento

Entre em contato com a corretora escolhida e solicite seu cadastramento. Isso pode ser feito pela internet. Você deverá fornecer a documentação necessária (normalmente o CPF basta) para que essa instituição abra uma conta em seu nome para operar com o Tesouro Direto.

Você terá, assim, uma conta de custódia na Bolsa, em seu nome. É nela que ficam guardados seus títulos públicos, registrados também sob sua titularidade, o que lhe permite mudar de corretora se desejar.

#4 Primeiro acesso

Utilize a senha provisória que será enviada pela BM&FBovespa para o primeiro acesso à área restrita do Tesouro Direto, na qual são realizadas operações de compra e venda de títulos públicos, além de consultas a saldos e extratos. Troque a senha provisória por uma nova que deverá conter entre 8 e 16 dígitos, composta por letras, números e caracteres especiais.

Você tem 3 opções para investir: diretamente pelo site do Tesouro Direto; por meio do site de sua instituição financeira, se ela for um agente integrado; ou autorizando a instituição a negociar os títulos em seu nome, se ela oferecer essa possibilidade.

Se você for operar por uma corretora independente ou diferente da do seu banco, vai precisar fazer uma TED (ou DOC) para transferir para a instituição financeira os recursos destinados à aplicação.

#5 Selecione os títulos

Feita a transferência, é preciso entrar no site da corretora, fazer seu login e buscar a opção de compra de Tesouro Direto. Selecione os papéis que deseja adquirir. Faça simulações no site do Tesouro Direto e acompanhe nossas newsletters e relatórios para ver quais títulos indicamos a cada momento.

Todo mês, quando você quiser aplicar mais, o procedimento é o mesmo: fazer a transferência para sua conta na corretora e comprar mais títulos pelo site.

O ideal é ter isenção de taxas para fazer a TED e DOC, mas os bancos não facilitam a vida dos pequenos investidores. Em geral, exigem que você deixe um valor mínimo aplicado no próprio banco (em um CDB, por exemplo) para ter isenção de tarifas e taxas para transferências. Alguns exigem R$ 50 mil, outros R$ 80 mil ou R$ 100 mil, por exemplo.

Não podemos negar, portanto, que o custo para fazer a transferência é uma desvantagem para o investimento via corretora de valores. Ainda assim, sugerimos essa opção para facilitar a cultura de investimentos com objetivos diferentes, ou seja, para que você tenha acesso a uma plataforma mais ampla de aplicações e comece a construir uma carteira mais diversificada.