Na reserva

Se você tem ações da Petrobras, de largada ficou mais pobre. A petroleira, que reinava soberana como a empresa mais valiosa da Bolsa, deixou a posição. Uma parte do mercado, entretanto, defendeu que a queda foi exagerada.

Compartilhe:
Na reserva

“Vocês estão operando mal: comprando gasolina na alta e vendendo Petrobras na baixa”. – Alexandre Mastrocinque, do Empiricus Insider, no grupo de WhatsApp da equipe, que bombou nesta semana.

O número da semana

10%. Percentual de redução no preço do diesel nas refinarias anunciado pela Petrobras na quarta-feira (23) e responsável por derrubar os preços da ação da estatal.

O que tá rolando?

A notícia. Tudo começou com uma greve de caminhoneiros autônomos. A motivação: aumentos sucessivos no preço do diesel. Houve desabastecimento em todo o país, inclusive de combustíveis, mas o que pesou mesmo no bolso do investidor foi a decisão da Petrobras de reduzir o preço do diesel em 10% e congelá-lo por 15 dias.

E daí? O ajuste forçado no preço foi interpretado por boa parte do mercado como ingerência política na Petrobras, interrompendo bruscamente a lua de mel com a governança de Pedro Parente, presidente da estatal.

Fico mais pobre ou mais rico? Se você tem ações da Petrobras, de largada ficou mais pobre. A petroleira, que reinava soberana como a empresa mais valiosa da Bolsa, deixou a posição. Uma parte do mercado, entretanto, defendeu que a queda foi exagerada. E houve quem entrasse comprando.

A visão da casa. O estrategista-chefe da Empiricus, Felipe Miranda, propõe que você se coloque no lugar do Pedro Parente: se você fosse presidente da Petrobras, ela fosse uma empresa privada e a continuidade da greve dos caminhoneiros implicasse maiores perdas para sua empresa do que a redução do preço do diesel, o que você faria? Não vou dar spoiler, mas a decisão do Felipe sobre a ação está no Palavra do Estrategista.

What’s going on?

News. O Federal Reserve (Fed, o banco central americano) sinalizou em sua ata, na interpretação do mercado, que lidaria bem com uma inflação acima da meta. Ou seja, que não precisaria se apressar para elevar os juros. Foi um alívio para quem esperava uma mensagem mais dura da autoridade monetária.

Are you kidding? Eu me lembro de que há uma semana comentei que o mercado de juros estava estressado com a possibilidade de um passo mais rápido do banco central americano. Sim, a vida do investidor é assim: a mera especulação sobre o que acontecerá com os juros lá na frente, seja lá qual for a verdade, vai fazer muita gente ganhar dinheiro e muita gente perder.

And? A ata do Fed trouxe alívio para o real. Depois de se valorizar ante a nossa moeda por vários dias consecutivos, flertando com 3,80 reais, o dólar recuou. Se você estava preocupado com a inflação provocada pelos importados mais caros ou mesmo com ajustes para cima nas expectativas para os juros locais (que machucam seus títulos prefixados e indexados à inflação), então pode respirar aliviado por enquanto – mas não se empolgue muito ainda.

A boa da vez

Quer lucro rápido na Bolsa? O Sérgio Oba te conta como.

Prefere desafiar o tempo na renda fixa? O Rodolfo e o Ruy dizem ter encontrado uma forma de ter retorno de 74 anos da renda fixa em apenas 77 dias. Veja como aqui. 

Pensa em parar de trabalhar um dia? Existe uma ameaça grave à sua aposentadoria, que pode torná-la inviável já em 2019. Se não está ciente disso ainda, melhor entender logo aqui.

Amanhã é sábado

Obituário. Faleceu nesta semana o renomado escritor americano Philip Roth. É dele uma frase que expressa bem a ansiedade de quem se comunica: “Escrever transforma a gente em uma pessoa que está sempre errada”. Estou errada em achar que um apanhado das notícias da semana que afetaram seu bolso interessa a você? Então escreva para oinvestidorindependente@empiricus.com.br.