Pronto para o pior

Se considero indispensável ter seguros de carro e de casa, mesmo sem ter ninguém próximo que tenha tido algum problema sério em seu imóvel, por exemplo, por que criar tanta resistência ao olhar para as apólices que protegem minha própria vida?

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Pronto para o pior

Eu tinha 8 anos, meu irmão, 14. Uma longa jornada escolar pela frente, planos para que eu aprendesse línguas, praticasse esportes, viajasse o mundo, tivesse condições bacanas para começar a vida adulta.

Meu pai era saudável, do tipo atlético, nunca ficava doente, comia super bem e se preocupava com sua saúde… uma única brecha: o cigarro.

Ele, que tinha tudo para ser o vilão, contudo, teve papel coadjuvante na sua precoce morte aos 41 anos. Sim, vivi na pele um “cisne negro” na infância, que certamente foi decisivo para a maneira pela qual passei a enxergar a vida.

Aos 8 anos, eu não tinha a menor ideia de que o maior medo de uma criança efetivamente poderia se concretizar. Ok, tinha uma grande amiga que havia vivido uma situação análoga, mas admito que nunca me passou pela cabeça que poderia enfrentar a mesma dor.

Eu não sabia, minha mãe não sabia, meu irmão não sabia, nem mesmo meu pai sabia. Mas não saber não significou não agir.

Uma decisão tomada pelo meu pai fez toda a diferença no momento mais difícil da minha família. Sabe-se lá por que, meu pai contratou não um nem dois, mas sim três seguros de vida.

Certamente sem imaginar que morreria tão cedo, meu pai optou pelo caminho correto: proteger-se do imponderável.

O perfil de pai de família e profissional liberal certamente contribuiu para sua decisão, mas a verdade é que sua personalidade historicamente precavida deve ter ditado o tom para uma atitude tão incomum.

Mesmo sempre reconhecendo o quão sábio foi meu pai e absolutamente ciente de seu cuidado conosco, admito que nunca havia pensado em contratar um seguro de vida para mim.

Não tenho filhos nem dependentes, não sou autônoma e tenho um seguro de vida pela empresa, logo, por que deveria adotar tamanha precaução?

O problema é que negligenciei um dos três riscos básicos cobertos por qualquer seguro de vida: invalidez.

Deus me livre, mas e se um dia eu sofrer um acidente que me impeça de trabalhar para sempre? Vou viver de quê?

Gostaria que fosse diferente, mas meu atual patrimônio e a eventual indenização do meu seguro de vida não dariam nem para o cheiro…

Confesso que não tenho medo de morrer, mas tenho pânico de sobreviver em más condições, perder minha independência física e financeira.

Se considero indispensável ter seguros de carro e de casa, mesmo sem ter ninguém próximo que tenha tido algum problema sério em seu imóvel, por exemplo, por que criar tanta resistência ao olhar para as apólices que protegem minha própria vida?

Minha visão sobre seguros, que já era positiva, mudou de vez após pesquisar o tema mais a fundo e conversar com gente de peso no mercado para a publicação mais recente do Você Investidor, que acaba de sair do forno.

Foi a partir dela que ficou claro para mim mesma quais são as principais vantagens de um seguro de vida, os custos envolvidos, as principais seguradoras do mercado e as situações que casam com a necessidade de uma apólice. Você sabia que os seguros de vida não entram em inventários e podem ser uma alternativa para garantir liquidez a herdeiros em caso de morte?

Se eu fosse você, não pagaria para ver o que acontece se não tiver um seguro de vida.

E, para pensar nos investimentos, categoria na qual os seguros NÃO se enquadram, sugiro não perder o prazo para aderir ao Viva com Renda, que já está em seu segundo lote.

Ao participar do projeto, você passa a ter acesso a todo o conteúdo da Empiricus com foco em aplicações financeiras que geram uma renda periódica e que podem naturalmente dar um belo complemento às suas receitas do dia a dia. Com a renda fixa rendendo tão pouco, as sugestões se tornam, mais do que nunca, imperdíveis.

MELHOR DA SEMANA

A notícia não é bem desta semana, mas tem tudo a ver com o tema central desta news. O ramo de seguro anda bastante aquecido e a prova disso está em alguns anúncios recentes, como o interesse da XP Investimentos em montar uma seguradora do zero. Há pouco tempo, a Icatu Seguros ainda estabeleceu uma aliança estratégica com a Órama, com foco na venda de seguros de vida e previdência de forma 100% digital. E, conforme noticiado pelo “Estadão”, a SulAmérica colocou à venda suas operações de seguro de vida, previdência privada e capitalização.

Torcemos para que novas iniciativas só agreguem valor para a vida dos segurados. Vamos acompanhar de perto!

PIOR DA SEMANA

A semana passada terminou com um grande baque para as fintechs. Se na última newsletter chamei atenção para o IPO do Banco Inter, desta vez, sou portadora de notícias não tão boas. O banco esteve nos holofotes depois que um site informou que dados de 300 mil clientes teriam sido obtidos e disponibilizados por hackers na internet. Embora tenha admitido ter sido vítima de tentativa de extorsão, o Inter bateu o pé e contestou a informação de que teria havido vazamento de informações dos clientes.

Mais grave do que a confusão que envolve o Inter foi a liquidação judicial do Banco Neon, decretada também na sexta-feira pelo Banco Central. Ainda que as contas digitais do banco estejam segregadas na parte de pagamentos, as operações também foram afetadas, deixando os serviços fora do ar e impossibilitando diversas transações, como saques e transferências para outros bancos. A notícia veio em péssima hora, especialmente porque o Neon Pagamentos tinha acabado de receber um aporte financeiro de 72 milhões de reais de alguns fundos.

Hoje o Neon anunciou uma parceria com o Banco Votorantim e informou que, em breve, os serviços estarão normalizados (confira mais informações aqui http://www.neonpagamentos.com.br/atualizacoes/status/).

Mas a dor de cabeça de quem tinha aplicado em CDBs do banco alvo da liquidação ainda deve perdurar mais um pouco…

As notícias são ruins para o setor e devem ter efeito também sobre o processo de IPO do banco digital Agibank. Torcemos por tempos melhores à frente.