As maiores oportunidades da história da Bolsa

Precificando ações ou camisetas?

As maiores oportunidades da história da Bolsa

Toda decisão é uma renúncia.

Procurando pela maior oportunidade da história dos investimentos, podemos deixar passar oportunidades incríveis que estão à nossa disposição.

Investir também demanda desapego.

Para tomar uma decisão, você não precisa de todas as informações disponíveis. Você só precisa de informações suficientes.

Por definição, nunca sabemos de tudo. Mas tomamos decisões a todo minuto utilizando apenas um punhado de informações.

Não saber, ou não ter em quem confiar como fonte de informação, é paralisante.

Mas confiar nas pessoas erradas pode ser bastante prejudicial ao seu rico dinheirinho.

O risco é o preço que pagamos

Na semana passada, comentamos sobre o que é um bom negócio.

É simples — uma empresa com rentabilidade elevada e lucros altos e crescentes.

Usando Itaúsa (ITSA4) como benchmark, fica muito mais fácil procurarmos por outros bons negócios — na Bolsa ou fora dela.

Sabendo o que são bons negócios, só precisamos definir o quanto devemos pagar por eles.

Afinal, se pagamos muito caro por QUALQUER investimento, estamos nos expondo a grandes riscos de que qualquer coisinha dê errado.

Buffett chama isso de margem de segurança. Quanto mais barato pagamos por um ativo, maior é a nossa margem de segurança.

Daí concluímos que, quanto mais barato pagamos por um bom negócio, menor é o risco que corremos.

Esqueça o que os jornais dizem — quanto mais as ações de uma boa empresa caem, menor é o risco.

Hein?

Precificando ações ou camisetas?

Em sua essência, é a mesma coisa.

Existem milhões de maneiras de precificar algo. Cada uma mais complexa que a outra.

Em minha humilde opinião, quanto mais fácil, melhor.

Caso contrário, nos perdemos na imensa complexidade de nossos próprios raciocínios — e acabamos apenas perseguindo a manada.

E é exatamente isso que acontece com os investidores, fundos, corretoras e bancos que não conseguem bater seus benchmarks.

Para mim, o modo mais fácil de precificar algo é comparando às alternativas.

Se pago 30 reais em uma camiseta da Hering, pagar 20 reais em uma camiseta genérica (importada da China ou da Malásia), me parece caro.

Eu conheço a camiseta da Hering. Já usei muitas, de várias cores. Usava por anos, até que os buracos e manchas não me permitiam mais sair na rua sem um puxão de orelha da minha mãe.

“Meniiiinu, parece que você foi para a guerra!

E o risco de investir em uma camiseta desconhecida é enorme. E se o tecido for de má qualidade? E se a costura incomodar? E se eu não gostar do caimento? E se ela desbotar rápido?

Compare e comprove

Convido você a fazer o mesmo com seus investimentos.

Compare todos eles entre si — renda fixa com Bolsa, ação contra ação, imóveis contra fundos, negócio familiar contra Itaú.

Se você for desses mais antenados, mais despojados, talvez até bitcoin contra dólar ou ouro?

Mas comece a comparação sem olhar os ganhos passados.

Analise o tecido (lucros, juros, aluguéis, rentabilidade), a costura (solidez, segurança, estabilidade), o caimento (natureza, forma)…

Olhe o preço e o custo-benefício. Na Bolsa, o preço, o custo-benefício, é quanto pagamos pelos lucros — o famoso múltiplo preço dividido pelo lucro (P/L).

Quanto menor o preço que pagamos, maior o nosso retorno potencial.

E Itaúsa negocia com um dos menores P/Ls de toda a Bolsa, ao redor de 9 vezes — quanto menor o P/L, mais barata a ação.

Comprando na baixa e vendendo na alta

Parece óbvio, mas não é.

Você deve investir quando o preço dos ativos cai, quando o P/L cai, quando o risco cai, e não o contrário.

Mas você só consegue reunir forças para comprar ações em queda quando os jornais exalam os perigos, quando todos estão vendendo, quando há sangue nas ruas — e quando você adquire uma confiança enorme no que está comprando.

Não é fácil.

Quando vejo uma camiseta da Hering em promoção, não tenho dúvida — faço um estoque para o verão.

Faço a mesma coisa com as ações da Itaúsa.

Mas só consigo confiança suficiente para tomar a decisão porque conheço as duas coisas. Conheço a camiseta da Hering e conheço o banco Itaú, há décadas um dos mais lucrativos do país.

O importante em uma camiseta, assim como investir em uma ação, é que você esteja confortável com ela. Você precisa ter confiança no negócio independentemente do que as ações façam no curto prazo.

A despeito do que os jornais dizem.

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E hoje, com um presidente manco, uma economia ainda saindo do buraco e o mundo em ebulição, os riscos são enormes (como sempre).

E é exatamente nesses momentos que o risco e o preço são menores.

Ótima hora para comprar ações de ótimas empresas a preços de liquidação — aproveite para encher seu estoque.

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