A piada que não deu certo

00:06 - Imagina a cena...

O cara fica preso um ano, aí quando é libertado a família faz uma churrascada para comemorar.

De repente, um dos sobrinhos pergunta onde o tio esteve nos últimos 12 meses…
Antônio Roque Citadini é um escritor (!), jurista (!) e dirigente de futebol. O folclórico cartola corintiano é responsável por algumas das frases mais inteligentes que conheço.

As aspas acima, quando proferidas, fizeram menção à ascensão do Palmeiras da série B. De uma sobriedade absurda, também resumem esta segunda-feira com precisão.

Principal indicador econômico do dia, o IBC-BR veio um pouco melhor do que as estimativas, marcando -0,02% em julho, contra mediana das estimativa em -0,35%.

Parafraseando Citadini: Essa festa vai durar até quando, hein?

01:10 - Glossário

Para quem não conhece ou não se lembra, o IBC-Br é aquele indicador que, quando vem positivo, é considerado pelo governo a prévia do PIB.

Diante disso, pergunto: esse IBC-Br de hoje é ou não é prévia do PIB?

01:30 - Derrota acachapante

O dólar bate R$ 3,99 no momento que escrevo.

Com uma paciência notável, Janet Yellen não subiu a taxa de juros americana no final da semana passada e hoje eu, Roberto Altenhofen, tomarei duas cervejas na conta do Rodolfo por esse acontecimento.

Com vergonha da derrota acachapante, Rodolfo bateu em retirada e foi comemorar suas férias… em dólares. E nós ficamos aqui, tendo de nos aguentar por 20 dias.

Mas agora entendo o lado do Rodolfo naquela aposta: esperto, ele fez um hedge…

Com viagem marcada para fora do Brasil, Rodolfo estava com os seus dólares contados. Caso Yellen subisse os juros, embora parcialmente antecipado pelos mercados, o impacto óbvio da medida seria estimular ainda mais a fuga de capitais do Brasil – e a alta do dólar.

Se Rodolfo sofresse com a taxa de câmbio da viagem, ao menos teria uma contraparte (hedge), comemorando duas geladas gratuitas no bar do Zé Gordo.

Como bom torcedor da Ponte Preta, Rodolfo está sempre procurando um hedge em suas apostas.

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02:30 - O regime de câmbio brasileiro

Fear of floating refers to situations where a country prefers a smoother exchange rate to a floating exchange rate regime.

 

A definição do Wikipedia é bem clara ao contrapor regime de câmbio flutuante do chamado “fear of floating”.

Não considero esse último um regime cambial em si, mas não deixa de ser um contraponto…

Poxa, se o câmbio brasileiro é flutuante, porque o Banco Central está intervindo no mercado cambial a torto e a direita?

Pelo “medo da flutuação”, ou, para evitar volatilidade exacerbada.

Note, porém, que mesmo sem aumento de juros nos EUA e com leilão de R$ 3 bilhões do Banco Central nesta segunda, não há quem coloque um limite na moeda americana.

Quando o dólar estava a R$ 2,50 e falamos que ia a R$ 4 pareceu uma tremenda insanidade.

Agora com o dólar a R$ 4,00, insanidade é pagar R$ 25 em uma Coca-Cola ou R$ 80 mil em um Ford Fiesta no Uruguai.

E querem que acreditemos que a crise é externa.

03:28 - Quer ser sócio?

A intervenção no câmbio também seria medo também da inflação, com o dólar a R$ 4?

Não acredito. Neste ponto, precisando resolver o buraco nas contas públicas, o governo não deixa de ser sócio da inflação em uma economia indexada.

04:26 - O seu hedge

Se você não pode mais andar de Fiesta no Uruguai e tampouco trazer o carrinho da bebê de Miami, que ao menos siga os ensinamentos do nosso anfitrião Rodolfo, e faça o seu hedge.

Bom, se algumas ações dolarizadas como Minerva, Suzano e Embraer já começam a parecer insanidade nas cotações atuais, o jeito é garimpar oportunidades abaixo do radar.

Fosse ser sócio de alguém ou fazer um hedge de dólar, iria de Valid e Ferbasa.

Aguarde cenas dos próximos capítulos.

Estamos com uma carteira de ações com desempenho bastante interessante no ano. Ela integra nossa série de Ações para Ficar Milionário, com um mudança importante para amanhã. É exatamente no pós pânico que há diferenciação, com as boas escolhas sendo premiadas. O momento é este.

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