Cinco aplicações para salvar o seu ano

00:07 - Dito? Feito.

O M5M da véspera, com participação especial do ex-ministro Guido Mantega, falava sobre a possibilidade de reajuste no preço dos combustíveis.

Dito? Feito.

Sem conseguir captar mais dívida para pagar sua enorme dívida de meio trilhão, Petrobras anunciou aumento de 6% no preço da gasolina e de 4% no diesel.

Os desdobramentos são um tanto óbvios… É obviamente positivo para a empresa, que ganha margens, mas não deixa de ser um paliativo.

Com a disparada do dólar, além de tomar uma trolha de R$ 100 bilhões na remarcação do valor de sua dívida, Petrobras também passou a operar novamente perto do prejuízo em sua política de preços para a gasolina.

Como a estatal não é autossuficiente no fornecimento de combustíveis para o mercado interno por incapacidade de refino, ela tem que importar gasolina e derivados para atender à demanda interna…

…. e para não causar um alvoroço nos índices inflacionários, ela vinha comprando lá fora mais caro do que vendia aqui dentro. Ela faz, assim, um belo serviço filantrópico, beneficiando a política inflacionária do governo (a inflação fará o ajuste fiscal que o corte de gastos foi incapaz de entregar), em detrimento aos acionistas minoritários e aos fluxos de caixa da própria empresa.

É, por óbvio, uma estratégia insustentável.

Com o reajuste de ontem, Petro fica acima da linha d’água no que diz respeito aos resultados de sua política de importação de combustíveis.

Ao menos momentaneamente. Ou enquanto o petróleo e o dólar ficarem quietinhos em seu devido seu lugar.

01:18 - Você ainda acredita nessa?

Poxa, mas se o impacto da notícia não é tãaao positivo assim, como explicar a disparada das ações da Petro?

Como sabido, nessa conta já entram expectativas e uma dose de overreaction (reação exagerada).

a) Expectativas – assim como o vazamento da informação provocou forte alta das ações ontem, a disparada adicional de hoje carrega expectativas de ainda outros reajustes nos combustíveis até o final do ano, como plantado por fontes da empresa na imprensa.

b) Cenário – a situação era tão periclitante que qualquer alívio encontra consequências amplificadas, sobretudo num mercado bem posicionado na ponta short (vendida)

c) Overreaction – o aumento de preços alimenta no mercado a esperança de que – agora vai! – a estatal passe a praticar preços de mercado, e isso significa que ela está mais livre da interferência do governo

… poxa, e o mercado ainda acredita nessa?

 

Está gostando desse artigo?Insira seu e-mail e comece já a receber nossos conteúdos gratuitos

02:19 - Atualizando a enquete

Quem chega primeiro em 5?

a) dólar
b) ação da Petrobras
c) popularidade da Dilma
d) volume do Cantareira
e) litro da gasolina

03:22 - Desejo de inflação

Ora, se a situação crítica exigiu de Petrobras uma medida drástica e impopular para estancar ao menos parte de seu dreno de caixa, qual o resultado sobre a inflação?

Por si só, o reajuste da véspera incorpora pouco mais de 20 pontos percentuais sobre o IPCA.

E quanto a potenciais reajustes adicionais?

Alguém se lembra desse gráfico, apresentado em M5M passado?

 

 

O mercado (relatório Focus) ainda acredita em uma inflação de administrados comportada em 2016, e essa é a principal base de sustentação das projeções de indicadores inflacionários convergindo para a casa de 6% no ano que vem.

Além do impacto dos reajustes de preços de combustíveis, reforçamos que o governo ainda precisa tampar um buraco de aproximadamente R$ 65 bilhões na conta de energia, que precisa ser financiado pelo consumidor final (devido às indenizações das concessões das geradoras, ativos de transmissão existentes em 2000, ajuda às hidrelétricas, entre outros), o que pode gerar um impacto adicional da ordem de 1 ponto percentual sobre o IPCA no ano seguinte.

Ahhh, mas o governo vai permitir isso, com o risco de estourar o teto da meta de inflação não apenas em 2015, mas também em 2016?

Esse risco não é de todo mal para ele…

Neste ponto, precisando resolver o buraco nas contas públicas, o governo não deixa de ser sócio da inflação em uma economia indexada.

04:26 - Aos 45 do segundo tempo (para salvar o seu ano)

A notícia boa desta quarta-feira é que estamos encerrando o terceiro trimestre de 2015. Esse, por sua vez, trágico para a economia e principalmente para os mercados.

Mas sejamos práticos: restando três meses para terminar 2015, o que você ainda pode fazer para salvar o ano?

– Títulos públicos pré-fixados com rendimento de 17% ao ano

- Ações de Itaú extremamente descontadas, negociando a 1,3x valor patrimonial

Ações de Kroton, maior grupo educacional listado do mundo, a 1x valor patrimonial

Estes três meses podem ser uma das grandes oportunidades de formar patrimônio a longo prazo, para quem tem estômago.

E não se restringe às três opções acima…

Links Recomendados

Você é o grande responsável pelo nosso sucesso

Conteúdo exclusivo para quem é PRO

.: Outras duas alternativas para salvar o seu ano (Exclusivo para o PRO)
.: Ladeira abaixo (Exclusivo para o PRO)
.: Ganhando por tabela com o reajuste (Exclusivo para o PRO)

Por R$ 12,90 ao mês você tem acesso a todo o conteúdo.

Adquira o conteúdo completo

Conteúdo relacionado