Confesso um descontrole

A semana é nova, mas os erros são os mesmos na condução da política econômica. Estamos de olho na polêmica reunião do COPOM.

Confesso um descontrole

00:07 - Não tem feriado na China

Com ou sem o feriado de Martin Luther King hoje nos EUA, seríamos obrigados a dar foco internacional à China.

O Banco Central do país resolveu adotar compulsório sobre depósitos offshore de bancos estrangeiros denominados em yuan.

Mais uma medida de quem tenta controlar o câmbio, ao mesmo tempo em que confessa um descontrole.

Ainda assim, mercados seguram a bronca antes dos chineses divulgarem amanhã o PIB do 4T15, já sabidamente abaixo do necessário para crescer +7% em 2015.

Achamos, porém, que PIB não é tão interessante neste caso; o diabo está nos dados em tempo real que não podem ser lapidados.

01:15 - A próxima vítima

Enquanto o BC chinês abre o bolso, nosso BC tenta costurá-lo com linha de pesca.

A reunião do Copom desta semana parece credenciada a entrar para a história.

Jornais a descrevem como “um dos encontros mais polêmicos desde que o Bacen optou por adotar o regime de metas”.

Quem é mais culpado por tamanha polêmica? Farra fiscal ou o próprio Tombini?

Na dúvida, a cabeça de Tombini está posta a prêmio.

Se os pecados perduram, o sacrifício de um único cordeiro não basta para aplacar a fome dos deuses.

Levy já se foi, os deuses continuam famintos.

Está gostando desse artigo?Insira seu e-mail e comece já a receber nossos conteúdos gratuitos

02:25 - Plano C

De sobremesa, Nelson Barbosa disse que o Governo está trabalhando para cumprir a meta fiscal de 0,5% do PIB em 2016.

Vai tudo muito bem planejado, falta só um detalhezinho…

Aprovação da CPMF até maio, para que ela possa gerar receita a partir de setembro.

Barbosa deveria notar que CPMF é improvável, e não há gordura para esperar até maio.

Se a CPMF não passar no Congresso (cenário base), acabou o tempo para um plano B.

03:22 - Repaternalismo

Até o momento, qual é a grande notícia no museu de novidades do Governo Dilma?

Instituir, por decreto, um “novo” programa de estímulo aos fornecedores do setor de petróleo, privilegiando conteúdo local.

Será dada uma bonificação a consórcios ou companhias que contratem fornecedores locais.

Já sabemos os resultados dessa política: ineficiência competitiva, quebra de suppliers, atrasos na Petrobras e enorme risco de corrupção.

Mesmo assim, Dilma se nega a ouvir o mercado.

Faz lembrar do dito de Friedman:

“A humildade é virtude dos que acreditam em liberdade; já a arrogância é o vício dos paternalistas”.

04:29 - Tentativa e acerto

Se os erros são repetidos, os acertos podem ser também.

Felipe Miranda sabia que seria assim desde que tomou uma decisão importante: a de retomar o maior projeto de sua vida.

De certa forma, reconheço que ele não tem opção. Outras pessoas precisam ter acesso imediato a tamanho legado.

Clique aqui para receber todas as informações sobre o projeto do Felipe, podendo participar, inclusive, de sua elaboração.

Links Recomendados

Saiba como disparar um raio multiplicador e potencializar em 120 vezes seu lucro com imóveis

Conteúdo exclusivo para quem é PRO

.: Risco-Petro sobre os FIIs
.: Selic simbólica, inflação concreta
.: Bears geram volatilidade

Por R$ 12,90 ao mês você tem acesso a todo o conteúdo.

Adquira o conteúdo completo

Conteúdo relacionado