Façam o que sempre fizeram

Você - como deputado à venda - confiaria plenamente em todos os seus 170 pares?

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Façam o que sempre fizeram

00:07 - Teoria dos jogos

A contagem virtual dos deputados continua; o mercado finge que ela serve de antevéspera.

Vamos fingir também, em nome de um exercício didático.

Lula precisa de 171 votos para barrar o impeachment na Câmara.

Imaginemos, portanto, o que se passa na cabeça desses 171 assediados pelo voto de cabresto.

Qual decisão respeita o melhor interesse desses parlamentares venais?

01:18 - Desequilíbrio de Nash

Se todos os 171 deputados realmente votarem a favor de Lula, Dilma continua e os votantes ganham cargos e emendas milionárias.

Já se um – apenas um – votar fora do penico, todos os demais 170 se colocam na pior situação possível.

Pois queimaram o filme junto às respectivas bases eleitorais e não levaram o presente que ambicionavam.

Você – como deputado à venda – confiaria plenamente em todos os seus 170 pares?

O risco de cooperar com Lula é gigantesco.

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02:29 - Daí para pior

Adicionando elementos à análise, as coisas só se complicam para o governo.

Por exemplo:

– Tornada pública, a compra de votos representa, por isso só, um elevado custo reputacional.

– Teori Zavascki está prestes a homologar o acordo com os delatores da Andrade Gutierrez.

– Cargos e emendas milionárias podem se mostrar fugazes mediante um outro processo de impeachment, talvez via TSE.

Conforme dito ontem, a vitória de Lula seria uma vitória pírrica – na qual o vencedor perde assim que vence.

03:24 - Demasiadamente humanos

O deputado médio não quer assumir um enorme risco de ganhar agora para perder logo à frente.

Felizmente, os 171 deputados sob assédio não precisam ser “agentes racionais” (ou seja, homo economicus) para fazer esses cálculos estratégicos.

Ótimo, pois eles obviamente não são racionais.

Eles precisam apenas fazer o que sempre fizeram durante a carreira política: intuir onde estão as melhores probabilidades de sobrevivência.

04:25- Pegando a segunda onda

Se os deputados fizerem o que sempre fizeram, a Bolsa brasileira poderá fazer o que mais deseja: ultrapassar os 55 mil pontos, talvez rumo aos 60 mil em 2016.

A recuperação do piso de 37 mil para os 50 mil já deixou muita gente animada – inclusive nossos leitores.

Mas outro tanto de gente não participou dessa primeira onda de valorização.

Sem problemas; vem aí uma segunda onda, que pegará principalmente ações fora do radar, contempladas pelo Empiricus Insider.

Haverá mais risco. E haverá também a verdadeira possibilidade de multiplicação do capital em curto intervalo de tempo.

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