Feliz 2005

00:08 - Desemprego

Mediante a (utópica) aprovação do pacote fiscal, os servidores públicos terão que engolir a postergação do tão esperado aumento de salário, de janeiro para agosto de 2016.

É de se protestar, mas até que a situação deles não está tão ruim quando comparada com a dos empregados mortais.

Segundo cálculos atualizados do Credit Suisse, fecharemos 2016 com uma taxa de desemprego assustadora, de 11,5%.

Considero a estimativa perfeitamente factível.

Se o Ibovespa em USD negocia a preços de 2005, por que nosso desemprego não pode também regredir em uma década?

 

01:08 - Inflação

Outra “surpresinha” ainda não precificada pelo mercado: estouro da inflação em 2016.

Depois de um IPCA acima de 9% neste ano, vamos ter que encarar algo entre 6,5% e 7,5% no ano que vem, bem acima do que o apontado atualmente pelo Focus.

Ou seja, deparamo-nos com mais um desrespeito à meta (4,5%, lembra dela?), e ao teto da meta (6,5%).

É o jeito covarde de o Governo amenizar sua dívida, cobrando um imposto inflacionário da população.

Como consolo, mantenha-se fiel a suas NTN-Bs e a outros papéis indexados.

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02:22 - Taxa de Juros

Alexandre Tombini, em discurso pela manhã: “manter a Selic é necessário para trazer a inflação à meta no fim de 2016”.

Manter a Selic? Ops, me parece uma incoerência lógica.

Algo me diz que o presidente do BC se confundiu com a ordem das palavras.

Talvez ele quisesse dizer: “Trazer à meta de inflação no fim de 2016 é necessário para manter a Selic”.

Ou ainda: “Inflação é necessário trazer para manter a Selic no meta à fim de 2016”.

Assim soaria mais como um discurso presidencial.

03:30 - Taxa de câmbio

O dólar até que tentou descansar tranquilo ao fechamento de ontem, mas hoje já acordou extasiado, batendo R$ 3,87 na máxima.

Ontem dei sorte e peguei o elevador com duas publicitárias do andar de cima. Elas comentavam, olhando a TV do elevador: olha que legal, a gente sai pra almoçar com um câmbio e volta com outro!

Publicitários têm fama de almoços longos, mas ainda assim não se justifica.

Num desses almoços prolongados, vejo grande probabilidade de o dólar romper a barreira dos R$ 4,00 (se tudo seguir como está) e uma pequena probabilidade de voltar para os R$ 3,60 (efetiva troca de Governo).

Ou seja, ainda faz sentido carregar verdinhas na carteira.

04:19 - Impostura

Acho que a Fazenda e o Planejamento têm alguma coisa contra o Delfim.

A proposta de aumento da Cide não foi sequer contemplada no pacote de austeridade de ontem.

Provavelmente ficou para o plano B, no caso de o Congresso não aprovar coisa alguma.

Entre eternas idas e vindas tributárias, você pode deduzir que não existe saída para esta crise.

Eu mesmo confesso: não vejo saída.

Mas, conforme explica meu amigo Felipe Miranda, a ausência de evidência não implica evidência de ausência.

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