Ficamos para trás?

00:06 - Últimos serão primeiros

As Bolsas gringas não podem reclamar de outubro.

Nikkei e Shanghai subiram em torno de +10%, índice alemão ganhou +12% e o americano S&P 500 deve fechar o mês com uns +8,5% no bolso.

Ibovespa? +1%, e oremos para segurar até o fim do dia.

Bolsa brasileira ficou para trás, embora esteja cravando a primeira alta mensal do semestre.

Isso é necessariamente ruim? Depende, uai.

Se seu horizonte de investimento começou e terminou em outubro, é ruim.

Já se você é ligado num buy & hold, carregando ações por pelo menos dois anos, é ótimo, pois a Bolsa brasileira só está se tornando ainda mais atrativa.

O que está emperrando nossa marcha por aqui? Política e politicagens.

01:15 - Proposta Temer

Politicagem é sempre um saco, mas política pode ser saudável.

Quem dá uma olhada no texto da chamada “Proposta Temer” imagina que ela foi escrita por algum economista de Chicago.

É lá que se formou Levy, não é mesmo?

Essa proposta apoia: desindexação do salário mínimo, fim das vinculações institucionais do orçamento e “orçamento base zero”, tal como praticado na Ambev.

Teríamos ainda abertura comercial e busca de acordos regionais com Estados Unidos, União Europeia e Ásia, com ou sem a companhia do Mercosul.

Parece que Temer conversou sobre a proposta com Levy pelo telefone.

Levy teria respondido “que coisa ótima!”.

Agora só falta transferir do papel para a prática.

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02:23 - Nem acolá, nem aqui

Enquanto Temer tenta pelo Executivo, alguns deputados tentam via Legislativo.

Surge um projeto de lei que visa coibir que outros países possam contrair crédito à vontade junto ao BNDES.

Obviamente, isso tem a ver com as investigações sobre a parceria entre Odebrecht e Lula para colocar projetos de infra na Venezuela, Cuba e Angola, via empréstimos subsidiados pelo banco de fomento.

Só teria uma adição a tal projeto.

Precisamos também coibir que o próprio Brasil possa contrair crédito à vontade junto ao BNDES.

Alguns tipos de ajuda atrapalham muito.

03:22 - Um bom conselho

Fomos hoje à reunião presencial de BRF com analistas.

Em tese, você pode imaginar que isso nos credencia a compreender exatamente por que o papel caía mais de -10% pela manhã.

Não é o caso.

O 3T15 não foi uma maravilha, mas dificilmente justifica tamanho derretimento de BRFS3.

Talvez a empresa estivesse “priced for perfection”, num valuation que não admitia erro algum (o que é ruim, pois erros sempre acontecem).

Ou talvez seja simplesmente um desvio de percepção entre o mercado e a companhia.

Alguns analistas rebaixaram a ação para underperform, entendendo que está caro.

Enquanto isso, o Conselho aprova um programa de recompra de até 15 milhões de ações, entendendo que está barato.

Não acho uma coisa nem outra.

Mas se eu tivesse que escolher entre um dos dois times, ficaria neste caso com o Conselho.

04:26 - Dúvidas ambiciosas

Hoje publicamos a edição de novembro do Empiricus Insider.

São 24 páginas de relatório tentando desenhar a cara da Bolsa brasileira sob uma perspectiva de longo prazo.

Quais setores devem ganhar participação nos próximos anos? Quais devem perder?

Como associar ROE, reinvestimento dos lucros e múltiplo preço/lucro para enxergar o potencial de valorização de uma ação?

O fluxo de caixa da empresa chega mesmo até o acionista?

Nossa equipe de research trabalha unida para responder a esse tipo de pergunta, que agrega interesses intelectuais e financeiros.

Se você é APAIXONADO por Bolsa, tem experiência investindo e busca um conteúdo financeiro especializado, este é o seu relatório.

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