M5M_Acabou a aquarela?

Depois do dia rosado de ontem, mercados voltaram a ponderar riscos políticos e buscar alocações mais seguras.

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M5M_Acabou a aquarela?

00:11 - Acabou a aquarela?

Depois do dia rosado de ontem, mercados voltaram a ponderar riscos políticos e buscar alocações mais seguras.

O reflexo, do lado de cá, é Ibovespa pouca coisa abaixo da marca d’água, com hegemonia de nomes locais na ponta positiva. Commodities predominantemente no vermelho.

Juros em queda moderada ao longo de toda a curva, refletindo surpresa positiva no IPCA, logo abaixo.

01:42 - Turn down for what?

Grande destaque local hoje é o IPCA de janeiro. Não só abaixo do esperado, como o menor para um mês de janeiro desde a criação do Real. Tá bom ou quer mais?

Vai aumentar a gritaria por aceleração da queda da Selic. Vão se multiplicar os valentes apostando que a inflação do ano ficará aquém dos 4,5 da meta. Mais gente falará grosso sobre a possibilidade de a meta de inflação ser reduzida.

Calma. Devagar com o andor.

(E pensar que até bem pouco tempo atrás Selic de um dígito em 2017 era call agressivo …)

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02:16 - Sinais de cansaço

Em dia fraco de indicadores econômicos, a propensão é sugerir que mercado americano reage com mau humor a resultados corporativos fracos. Números ruins do setor financeiro corroboram, em tese, a narrativa.

Na prática? Aquele súbito otimismo de ontem, vindo sei lá de onde, voltou a dar lugar a certo desconforto com a falta de detalhes concretos acerca dos próximos passos de Trump.

Fosse tão somente balanços ruins a motivação, não se justificaria busca por ativos de menor risco: treasuries, ouro et caterva: discurso seria de que é hora de olhar para a frente.

A mim parece que são sinais de cansaço o que vemos por lá, pura e simplesmente. Observemos.

03:24 - Pense bem

Le Pen eleva o tom, delineando planos para trazer o Franco de volta caso vença as eleições.

Inflação da região avança. Juros seguem artificialmente baixos e Banco Central Europeu já detém mais de 10 por cento de todo o estoque de títulos da região.

Em resposta, Draghi reafirma a necessidade de manutenção dos estímulos monetários na zona do euro. Acena até mesmo com a possibilidade de expandir o programa em prazo e/ou magnitude se necessário.

(Não me conformo. Chego a cogitar, às vezes, a existência aqui de uma agenda oculta para gestar a próxima crise)

FMI volta a elevar o tom com Grécia, e alerta que o país caminha para um novo default em junho.

Você já comprou os seus seguros hoje? T em certeza de que já fez tudo que podia pelo seu patrimônio?

Pense bem, pois um dia vamos nos encontrar. E eu gostaria muito de chamá-lo de meu filho.

04:18 - Fazendo o diabo

Reservas chinesas em moeda estrangeira seguem em franca queda, atingindo 3 trilhões de dólares — menor nível desde 2011.

É reflexo direto da queda-de-braço entre o Banco Popular da China e o mercado em torno do nível do renminbi. Situação forçou nova desvalorização da moeda, de 0,4 por cento — não se engane: para o regime chinês de câmbio fixo, isso é uma enormidade.

A briga ocorre concomitantemente com a intensificação de esforços para promover a “desinflação ordenada” de bolhas por lá. No mais recente capítulo, iniciaram a elevação de juros interbancários, que norteiam operações de crédito de curto prazo.

Não vai parar por aí. E acrescento: tudo ocorre em meio a ano de reordenamento de forças no seio do Partido Comunista. À sua maneira, Xi Jinping e equipe têm todos os incentivos do mundo para fazer o diabo para conservar o poder.

Soa familiar?

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