M5M_Acabou a morfina

Morfina é uma delícia: não só controla as dores, como dá um barato ótimo. O problema é que não se pode lançar mão dela para sempre… 

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M5M_Acabou a morfina

00:02 - Crise de abstinência

Morfina é uma delícia: não só controla as dores, como dá um barato ótimo. O problema é que não se pode lançar mão dela para sempre…

Com a expectativa de menos estímulos monetários circulando nas veias, mercado sofre por antecipação com as dores de um mundo com crescimento econômico claudicante. Projeções revisadas de persistente sobreoferta de petróleo e um mergulho acentuado dos preços de minério de ferro são a senha para a queda generalizada de ativos de risco mundo afora.

Eis que, mesmo depois de tanto tempo sob analgésicos, descobrimos que todas as dores continuam lá. Não surpreende. Sejamos sinceros: o que foi feito de estrutural, nos últimos anos, para recolocar as economias nos trilhos?

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01:20 - Tem conserto?

A resposta é “quase nada”. Com um agravante: a falta de aceno de novos estímulos, mesmo diante da anemia econômica, soa como confissão de que a receita de sempre simplesmente não funciona mais.

Depositaram em políticas monetárias muito maior responsabilidade do que deveriam, e sem contrapartidas. Quebraram o brinquedo, e agora simplesmente não sabem como consertá-lo.

E o fato de não o saberem justifica cautela adicional. Clientes escrevem, volta e meia, perguntando como se proteger de um eventual colapso lá fora. É o que Jim Rickards se propõe a responder em seu novo livro, que enviaremos para você gratuitamente.

02:05 - Ouvimos os ecos daqui

Ecoam aqui as dores lá de fora, novamente encobrindo o noticiário local. Não que houvesse grande trunfo a celebrar em terras brasileiras, de qualquer forma… Dia vermelho, com raras exceções entre empresas beneficiárias da desvalorização do real.

O grande fato local é que Cunha se foi. Tarde, diga-se de passagem. Ficam no ar suspeitas de que pode cair atirando… particularmente, adoraria se o fizesse.

Em paralelo, segue articulação Governo-Parlamento em torno de reformas e medidas pela contenção dos gastos públicos. Um lembrete para a importância de não nos permitirmos, por conta da já habitual sucessão crises no poder, deixar de lado o principal.

03:18 - De pai para filho

BNDES e FI-FGTS poderão financiar até 70 por cento das obras do programa de concessões preparado pelo governo. Confesso que, em relação ao discurso que ouvíamos recentemente sobre abrir espaço ao financiamento privado, a sinalização me desaponta. E mais: experiências recentes me condicionaram a ter um pé atrás com qualquer coisa na qual queiram colocar dinheiro do FI-FGTS…

O lado bom — relativizando generosamente… — é que, com o aceno de grande parte do financiamento já previamente equacionado, é possível que grupos locais sejam mais competitivos na disputa pelas concessões do que eu imaginava no cenário anterior.

Confirmadas as regras do jogo, é possível que CCR (CCRO3) e Ecorodovias (ECOR3) tenham oportunidades de ampliar seus domínios.

04:07 - Com emoção

Dias tensos no Comitê Democrata, por conta dos problemas de saúde de Hillary Clinton. O incidente do final de semana somou-se a rumores que já pairavam sobre a candidata, e há quem coloque em dúvida a versão oficial, de que se trata de uma pneumonia.

Vale acompanhar, mas com dose extra de cautela. Democratas seguem com vantagem, embora Trump tenha ganhado espaço ao longo das últimas semanas.

Votação antecipada começa esta semana, aliás. Será com emoção a reta final por lá.

 

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