M5M_Algumas palavras sobre nosso marketing

Quando eu saia do escritório ontem, fui subitamente interrompido na rua: "vocês não deveriam ser tão agressivos no marketing…”

Compartilhe:
Enviar link para o meu e-mail
M5M_Algumas palavras sobre nosso marketing

Algumas palavras sobre nosso marketing

Quando eu saia do escritório ontem, fui subitamente interrompido na rua: “vocês não deveriam ser tão agressivos no marketing.”

Achei curioso, pois, se você parar para pensar, foi uma abordagem agressiva.

Será que uma pessoa de fora de um negócio possui informações suficientes para inferir o que seus gestores devem (e o verbo é esse mesmo, no imperativo) fazer? Será que nós, aqui dentro há sete anos, trabalhando 24×7, nunca fizemos uma autocrítica sobre o tema? Será que jamais ponderamos as coisas, na ponta do lápis?

Veja: não estou reclamando. O adjetivo que usei foi curioso. Não fico bravo, nem nada parecido. Respeito cada uma das críticas e as tomo como construtivas. Com certeza, há muitas falhas no processo e uma avenida infinita para melhorarmos. Pode ter certeza que não economizamos tempo, esforço nem dinheiro para sermos superiores a cada dia. Continuaremos obstinados pela evolução. Sangue, suor e lágrimas, eu lhe prometo.

Como talvez a questão possa não pertencer apenas àquele interlocutor, hoje pedi licença ao brilhante Ricardo para escrever em seu lugar no Mercado em 5 Minutos, nossa newsletter diária, para falar do nosso marketing. Venho em missão de paz. Bandeira branca. Trato de nossas fragilidades com a mesma transparência que falo de nossos acertos em Bolsa.

Está gostando desse artigo?Insira seu e-mail e comece já a receber nossos conteúdos gratuitos

Então, vamos lá. Começo: se você monta um negócio, você precisa acreditar naquilo. Um empreendedor com vergonha de vender o seu produto deveria rever seus conceitos. Trata-se de um fracasso moral e, muito provavelmente, empresarial também. Não há como vender aquilo em que não se acredita visceralmente.

Eu acredito nos produtos na Empiricus, na forma completamente independente de recomendar investimento, sem conflitos de interesse (note que ninguém, absolutamente ninguém faz isso hoje no Brasil além de nós), e no seu nível de acerto, cujo histórico fala por si – apresento alguns números, sem cherry picking, ou seja, sem mostrar só acertos. A realidade como ela é. Nua e fria. A crueldade dos dados, apenas ela.

A Carteira Empiricus, que seria nosso relatório mais completo e cujo objetivo é apresentar ao leitor qual portfólio ele deve seguir em cada um dos mercados, oferece uma rentabilidade de 165 por cento do CDI desde sua criação. Subimos 60 por cento desde março de 2014, contra 35 por cento do benchmark. Se fôssemos olhar somente a parte de ações, que é historicamente nossa maior especialidade, os ganhos montam a 82 por cento nesse intervalo. Nesse ano, beiram 40 por cento. Se foi sorte, competência ou uma combinação entre as coisas, sinceramente não sei. Só sei que foi assim. As pessoas puderam ganhar dinheiro seguindo as recomendações. Sensação de dever cumprido, ao menos até aqui, claro.

Somente porque acredito no valor de meus produtos para os clientes é que posso vendê-los sem nenhum constrangimento. Não é somente uma opinião pessoal. Os dados também estão do nosso lado quando o assunto é satisfação com as assinaturas adquiridas. Temos hoje o menor nível de cancelamento de nossos produtos dentro de um universo de 20 países. Além disso, gozamos da maior taxa de renovação. A leitura dos dados sugere que as pessoas gostam do que compram da gente – e isso me deixa verdadeiramente feliz. A preferência revelada mostra que os clientes não cancelam nossos produtos, mesmo podendo fazê-lo sem custo, renovam suas assinaturas com frequência e, normalmente, compram novos produtos após efetivar a primeira adesão.

Mas deixe-me ir um pouco mais fundo no argumento. Desçamos mais alguns degraus.

A Empiricus tem um propósito claro e que eu, particularmente, acho bastante nobre: ser independente para tornar seus leitores financeiramente livres.

Mas não queremos 10, 50 ou 500 leitores. Sempre achei inócuo falar de economia para economistas. Esses caras não precisam me ouvir. É tautológico. Mas, infelizmente, é o que todo mundo faz. Na teoria, todo mundo se preocupa com “o investidor”. Mas, me diga, pragmaticamente: quem faz algo no Brasil pelo investidor pessoa física, em especial aquele com pouco treinamento em finanças, justamente quem mais precisa de apoio?

Se eu focasse minha interlocução em meus pares (e eu já fiz isso quando dei aula no mestrado de uma das melhores faculdades do Brasil), meu alcance seria muito reduzido.

Falamos com milhões de pessoas, todos os dias. Com aquelas que mais precisam. A dona de casa, o dentista, o médico, o advogado, o juiz. Pessoas que foram alijadas até aqui da boa informação financeira e hoje, em muitos casos, não sabem sequer que precisam cuidar do dinheiro.

E vamos ser sinceros: tratamos de um assunto que, na verdade mesmo, ninguém gosta. Economia é percebido como chato e complexo por todo mundo que não é do meio. É tipo falar de Nietzsche no Fantástico.

Se eu não usar uma linguagem chamativa e de fácil compreensão, será que eu conseguirei atingir muita gente?

Será que essa agressividade não é necessária para atrair um público que, diferentemente, jamais se interessaria pela coisa?

Será que esse tipo de comunicação não é essencial para capturar uma audiência que tem uma oferta absurda de informações em suas redes sociais e outros veículos na internet? Como chamar a atenção para algo realmente importante competindo com tantos passatempos mais frívolos?

Eu tenho convicção de que essas pessoas estarão mais bem assistidas e em melhor situação financeira a partir do momento em que estiverem conosco. Sem arrogância alguma aqui.

Você deve imaginar que um hipertenso estará em melhores condições de saúde quando passar a ser acompanhado por um cardiologista. Vale a mesma regra para suas finanças. Um especialista tende a ajudar.

Para evitar que as pessoas fumem, usam-se fotos horrorosas, caricatas e exageradas nos maços de cigarro para afastar potenciais consumidores. A situação é desfavorável e precisamos atingir as pessoas pela emoção. Caso contrário, não vai.

Eu imagino que você questionou a convicção do “não vai”. Se você acha que suas decisões de compra são racionais, eu tenho uma má notícia para você. Você dificilmente compra uma camisa pelo número de fios que ela tem ou pelo tecido egípcio. Você o faz simplesmente porque se olha no espelho, se sente bonito e tem a esperança de conquistar aquela mulher (ou aquele homem) linda(o).

Sim, é a emoção que comanda a decisão de compra.

E se resta em você alguma dúvida sobre o assunto, eu vou lhe dizer. Quando o tom do nosso discurso não era tão forte, atingíamos alguns poucos milhares de pessoas. Hoje, falamos com mais de um milhão. Então, pragmaticamente, sim funciona.

Não estou dizendo, obviamente, que multiplicamos por 75x nos últimos três anos apenas com o marketing. Sem a qualidade do produto e sem ter feito nossos clientes mais ricos e/ou livres financeiramente, nada disso teria acontecido. Somos ultra diligentes e conservadores nas recomendações de investimento a nossos clientes. Ninguém tem 150 mil clientes só com marketing. Mas é inegável que ele cumpre seu papel. E como em qualquer outra empresa de consumo, sim, esse papel é importante.

O pragmatismo deveria encerrar a discussão. Mas eu ainda tenho um último ponto. Falo da “polêmica”. Esse termo também é usualmente associado à Empiricus e misturado com a agressividade do marketing.

Eu pergunto: o que é a polêmica? Não consultes dicionário. Vamos resolver entre nós, sem meter um terceiro na história, como em Dom Casmurro (a frase anterior é do livro, por isso a citação).

Uma tese polêmica é aquela percebida como estranha ou absurda pelo consenso. Ora, ora… mas não é isso que faz – ou deveria fazer – um bom analista? Apresentar ideias de investimento fora do consenso, justamente aquelas despercebidas pelos demais e com as maiores distorções entre preço e valor? Todo bom analista há de ser um contrarian, um camarada que pensa com a própria cabeça e desafia o consenso com intensidade e vigor. Caso contrário, se você segue os investimentos da média, você terá retornos da média. Parece óbvio. E eu não estou aqui para lhe entregar retornos medianos. Um analista incapaz de apresentar uma polêmica vale zero.

Você merece mais. Eu me comprometo a entregar. Se eu não acreditasse, não estaria aqui. Não há nada mais ofensivo do que não entregar o prometido. E é só por isso que eu posso lhe dizer: continuaremos polêmicos, agressivos e trabalhadores. Somente assim poderemos atingir cada vez mais gente. Não há porque perseguir retornos medianos. O histórico comprova que, sim, nós podemos.

Vou lhe confessar: não foi a primeira vez em que me abordaram para questionar nosso marketing. Houve outras. Mas esse número de ocorrências não representa nem um vigésimo daqueles que vieram dizer como a Empiricus tinha mudado sua vida financeira para melhor, e de maneira definitiva.

Converse com alguns de nossos assinantes. Ouça o que eles têm a dizer. Participe de alguns de nossos eventos ao vivo e veja qual a relação que os clientes mantêm conosco.

Você, que questiona a agressividade de nossas campanhas comerciais sem nunca ter lido um de nossos relatórios, hoje tem a chance de nos conhecer mais de perto. Verifique aqui qual dos nossos produtos mais se encaixa no seu perfil e nos dê a chance de contribuir com sua vida financeira. Alguns dos produtos são super baratos. Comece por eles. Na pior das hipóteses, terá valido a pena o teste. Você tem muito a ganhar e pouco a perder. É um jogo justo, honesto e transparente. Seja bem-vindo.

Links Recomendados

.: Como calcular o valor de um seguro de vida
.: Seja o próximo a ganhar +431 por cento em 21 dias com o Ponto de Fusão

Conteúdo exclusivo para quem é PRO

.: Autopeças: Lição aprendida? (PRO)
.: CVCB: O bom filho à casa torna (PRO)
.: Imóveis: O círculo vicioso dos distratos (PRO)

Por R$ 12,90 ao mês você tem acesso a todo o conteúdo.

Adquira o conteúdo completo

Conteúdo recomendado