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A repercussão do lançamento de Os Melhores Fundos de Investimento não poderia nos deixar mais felizes: os bancos estão fulos da vida com a gente. Era exatamente o que queríamos.

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00:06 - Chola mais

A repercussão do lançamento do Melhores Fundos de Investimento não poderia nos deixar mais felizes: os bancos estão fulos da vida com a gente. Era exatamente o que queríamos.

No plano do discurso, os bancos brasileiros parecem ONGs comandadas pela Madre Teresa. É tanta gente feliz aproveitando a vida, tanto bebê de bochecha rosada… fico diabético só de assistir às campanhas publicitárias. Mas a realidade é amarga: a desfaçatez com que empurram para os clientes – principalmente pequenos investidores – produtos que são verdadeiras porcarias me dá calafrios.

É parte da vocação da Empiricus apontar quando o rei está nu. Vivemos de nossas recomendações, e só delas. No que depender de nós, ninguém será feito de bobo: a mamata da indústria de fundos simplesmente acabou. Achou ruim, banqueiro? Chola mais. Trabalhe para melhorar: comece a tratar seus clientes com um mínimo de respeito.

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01:15 - Passa no cartão, pai!

Certa vez vi uma criança fazendo birra em uma loja porque queria – aquele querer irredutível que só criança sente – um brinquedo particularmente caro. “O pai não tem dinheiro, filha”. A resposta da mini-tirana foi imediata: “então compra no cartão!”

Após encampar a Previdência, Henrique Meirelles estaria expandindo seus domínios para a Secretaria do Orçamento, hoje subordinada ao Ministério do Planejamento.

Adoro a ideia. A dinâmica que vigorou até aqui é simplesmente perversa: Planejamento manda a conta e Tesouro simplesmente tem que pagar. O resultado são os fiados conhecidos como “restos a pagar”, que praticamente viraram conta de capital de giro nos anos recentes (até recentemente, tínhamos crianças muito mimadas a agradar…). Com a mudança, aprovação de despesa volta a conversar com capacidade de desembolso. Nada mais justo, posto que dinheiro não dá em árvore.

02:10 - Cara ou coroa? Zero ou um?

Segundo Richard Clarida, da PIMCO, há “pelo menos 50 porcento de chances” de o Banco do Japão desapontar o mercado na sexta-feira, data para a qual são aguardados anúncios de estímulos.

Que maneira elegante de dizer “não sei”, não é mesmo? Olhando assim, até parece que os japoneses pretendem decidir o que fazer no palitinho.

Já dissemos e volto a dizer: o mercado apostou demais em um Abenomics 2.0. Até parece que o 1.0 fez grande coisa… O mercado quer porque quer acreditar verá uma linda alvorada na Terra do Sol Nascente. Reluta em aceitar o fato de que o dia continua nublado.

03:02 - A voz da experiência... de quem já errou

Alan Greenspan deu entrevista à Bloomberg fazendo um alerta que, penso eu, não deveria passar desapercebido. Com a queda de produtividade da economia e a inflação em ascensão, os Estados Unidos podem estar caminhando para um cenário de estagflação.

As críticas com relação à desatenção, nos últimos anos, a questões estruturais da economia americana vão se avolumando. Por outro lado, a leniência de Yellen com relação ao comportamento dos preços – só reforçada com a ata divulgada ontem – traz preocupações no front monetário.

Greenspan sabe muito bem quão doloroso é errar a mão nos juros. Yellen deveria prestar mais atenção no anti-exemplo.

04:09 - Petro, Eletro e responsabilidades de gente adulta

A idade ensina que é boa prática a prometer menos do que se pretende entregar.

Palavras de Pedro Parente, da Petrobras: venda da BR Distribuidora deve sair no 1T17. Espera receber as propostas lá por dezembro. Se trata de uma iniciativa que está em cima da mesa desde 2014 (!) e que, com a recente decisão de mudar o formato (para melhor, penso eu), voltou virtualmente à estaca zero. Ainda assim, Parente riscou o chão.

Em seu turno, Wilson Ferreira Júnior, da Eletrobrás, sinaliza que a venda das distribuidoras de energia da empresa deve ocorrer ente o segundo e o quarto trimestre do próximo ano, e que se trata de “um processo complexo”. Deixou aberta a porta para eventuais postergações.

Entregar, ambos querem – tenho certeza. A pergunta é: quem está gerenciando expectativas melhor?

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