M5M_Déjà vu

...lá estamos de novo empolgados com as políticas monetárias da Terra do Sol Nascente...

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00:02 - Como esperar mais do mesmo?

Lembram, logo após o Brexit, da empolgação do mercado em torno de estímulos econômicos no Japão? Abenomics 2.0 e dinheiro de helicóptero? Pois lá estamos de novo empolgados com as políticas monetárias da Terra do Sol Nascente: déjà vu.

Quantitativamente falando, o Banco do Japão deixou tudo como estava. Mudou, porém, um aspecto qualitativo importante: o programa de recompra de títulos vigente por lá passou a ser mais flexível, mirando “calibrar” a curva de juros do país.

A reação do mercado foi, no mínimo engraçada: começam a pipocar relatórios apostando em estímulos adicionais no país nos próximos meses.

Oras, a mudança implementada é precisamente um sinal de que o que vinha sendo feito até aqui não estava funcionando bem. Como, então, esperar mais do mesmo?

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01:07 - Ganhando tempo

Uma das motivações apontadas pela autoridade monetária japonesa para a mudança anunciada é o impacto brutal que taxas de juros negativas têm sobre o sistema financeiro do país. Não diga!

Bolsas europeias sobem na esteira de Japão: a esperança é de que as autoridades de lá também despertem para o mesmo fato — é o que depreendemos da boa performance dos bancos do continente na sessão de hoje.

A iniciativa japonesa é vista como uma alternativa aos estímulos monetários tentados até então, cuja efetividade é altamente questionável e para os quais, sem dúvidas, resta pouco espaço.

Não que resolva o problema — seja no Japão, seja na Europa —, mas ganha-se mais tempo. E, por ora, isso parece bastar.

02:09 - Chamem Cal Lightman

A isso se Fed, hoje. Mais do que com a decisão em si, todos estão interessados no pronunciamento de Yellen.

Convencido de que juros não são para agora, mercados estão em busca de qualquer sinal, por menor que seja, de quando serão. Vamos apelar para a análise das micro-expressões de Janet? Chamem o Cal Lightman.

Cenário-base é o nosso de sempre: Dezembro. Qualquer coisa posterior a isso, se ocorrer, é justificativa para bolsa em alta, queda de juros curtos e desvalorização do dólar, com reflexos positivos por aqui.

03:11 - Uma verdade inconveniente

Tudo o que falamos até aqui evidencia uma verdade inconveniente: nas principais economias mundiais, as fichas têm sido depositadas quase exclusivamente em política monetária.

E os resultados, convenhamos, não são grande coisa. Em um mundo de baixo crescimento, países brigam entre si por espaço adicional, ajustando juros e, por consequência, câmbio.

Só que o cobertor é curto, a efetividade das medidas é amplamente questionável. Impossível não pensar na possibilidade de simplesmente dar errado. E, para esse caso, é preciso buscar proteção.

É nesse sentido que reforçamos o convite para a Live Event com nosso analista internacional, Jim Rickards, que acontecerá hoje às 20 horas.

04:15 - A meta é o centro da meta

Na espera por Yellen, dia é de paradoxal cautela por aqui. Exportadoras perdem valor com a apreciação do real. À exceção de Vale, que é beneficiada por fatores específicos (vide nota na parte PRO).

Repercutem localmente as declarações de Ilan Goldfajn, reiterando que considera meta de inflação de 4,5 por cento em 2017 factível. Animam, nesse sentido, sinais de deflação em alimentos.

Com a desaceleração brusca da inflação, abre-se espaço para redução expressiva de juros nominais ao longo do próximo ano — o que ainda não está de todo incorporado nos títulos prefixados (ou mesmo nos indexados à inflação, para quem desejar ser mais conservador).

Sugestões são, respectivamente, LTN (Tesouro Pré) para Janeiro de 2023 e NTN-B (Tesouro IPCA) para Agosto de 2024.

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