M5M_Dia de ira

Vai sobrar alguém?

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00:13 - Melhor dispensar a feijoada

No aguardo por Yellen, Bolsas globais operam em alta moderada puxadas por empresas de commodities e energia, que reagem às recuperações de preço observadas na sessão para petróleo e minério de ferro.

No front local, em dia fraco de indicadores econômicos, atenções se voltam quase inteiramente ao front político. Bolsa de São Paulo opera em leve alta, com exportadoras liderando. Juros têm elevação moderada ao longo de toda a curva. Dólar é volátil — neste momento, opera em queda.

Conselho? Troque a tradicional feijoada de quarta-feira por algo mais leve, pois a tarde promete.

01:15 - Se Yellen falar grosso…

O relógio trabalha contra mim hoje: é provável que estas linhas encontrem você muito próximo ou mesmo após a divulgação da decisão do FOMC. Meu comentário nasce velho como Benjamin Button, mas ainda assim tentarei trazer algo relevante.

O consenso lá fora é de juros subindo 0,25, para 1 por cento. Mais importante que a decisão é a coletiva de Janet logo após. O risco é Yellen falar mais grosso do que o mercado imagina (e haja imaginação, hein?) e restar consagrada a tese de que podem haver quatro altas de juros pela frente.

O dia é de grande desafio para o valuation da Bolsa lá fora. Será suficiente o otimismo em torno de Trump para comportar os níveis atuais com maiores custos de capital? Continuo tendo minhas dúvidas.

Atenção também para a possibilidade de valorização do dólar (que opera em queda neste momento) na hipótese de sinalização ser mais agressiva do que a imaginada pela turma.

02:08 - Dia de ira

Dia de ira
Neste dia
Os séculos se desfarão em cinzas
Assim testificam Davi e Sibila
Quanto temor haverá então
Quando o Juiz vier
Para julgar com rigor todas as coisas

O Requiem de Mozart é uma de minhas obsessões pessoais. A poucas alegorias poderia recorrer hoje para retratar as repercussões no Planalto Central da apresentação da Lista de Janot na noite de ontem.

Vai sobrar alguém?

Implicações econômicas recaem sobre reformas e juros. A possibilidade de a Reforma da Previdência ser forçosamente empurrada mais para a frente e de, em meio a uma potencial barafunda política, Ilan & Cia optarem por postura mais parcimoniosa no próximo Copom fizeram preço no mercado de juros no final da tarde de ontem.

Francamente? De fato, um pouco de cautela pode ir bem mesmo.

03:50 - Prove de tudo e veja o que é bom

“Ricardo, que série você acha que eu deveria assinar?”

Essa pergunta me apavora, por uma simples razão: munido das informações necessárias à escolha, ninguém é capaz de determinar o que é melhor para você senão você próprio.

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04:25 - I want to believe

A sinalização de reversão de parte dos cortes de produção, por parte da Arábia Saudita, foi combustível para piora (adicional) no humor com relação aos preços futuros do barril. Contribúem ainda a percepção de que outros países (alguém falou Rússia?) seguem reduzindo vazão menos do que o prometido.

Do outro lado do mundo, níveis recordes de estoques de minério de ferro nos portos chineses, e montanhas de aço acumulando-se nos pátios das siderúrgicas alimentaram ceticismo com relação ao preço do minério de ferro.

Até que vem alguém e diz o contrário, e todos os propensos a acreditar se lançam às compras.

No caso do petróleo, bandeira veio na forma de anúncios de queda de estoques. Para minério, burocratas chineses avisando que previsões de desaceleração por lá vão cessar.

(Isso significa que o humor com China melhorará ou que eles coibirão a publicação de opiniões ruins?)

Cada um acredita no que quer.

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