M5M_É o Judiciário, estúpido!

Muito se reclama do legislativo, mas, talvez, o verdadeiro problema esteja no judiciário – por que é tão difícil cumprir a lei e fazer justiça?

M5M_É o Judiciário, estúpido!

00:07 - Dia morno

Nos EUA, mercados corrigem das máximas e com a apreensão pela reunião do Fed. Resultados da Apple desapontaram e geraram um leve contágio sobre o Nasdaq e o petróleo segue caindo e complicando o setor de energia. Bolsas europeias encerraram de lado.

No Brasil, a Bolsa cai, principalmente com commodities – os dados da produção industrial e preocupações sobre o andamento da Lava Jato certamente não ajudam. Real valoriza um pouco e os juros vão para baixo, demonstrando maior confiança no andamento da Previdência.

01:13 - Que fará Yellen?

Principais atenções do mercado se concentram em reunião do Fed – expectativa é pela manutenção das taxas de juros, ainda mais com o PIB mais fraco divulgado na última sexta e criação de novos empregos (177 mil vagas) bem abaixo da última divulgação (263 mil).

Está mais do que na hora do Fed normalizar os juros.

Mercado brincou demais já com juros zero e a economia americana vai muito bem, obrigado. Daqui a pouco o ciclo vira, economia começa a patinar e vamos fazer o que?

Juros negativos?

Eu acho que vale uma conversa com o titio Abe que certamente não recomenda entrar nessa seara.

Balanços nos EUA continuam vindo bem, apesar da venda decepcionante de iPhones – ações da Apple sofreram no aftermarket (talvez zoar a entrada dos fones de ouvido não tenha sido uma boa ideia) –, mas, falando sério, difícil falar mal de uma empresa que tem posição de caixa (256 bilhões de dólares) suficiente para comprar boa parte da Bolsa brasileira à vista.

Domingão tem eleições na França e, como continuamos sem prever o imprevisível, vai dar Macron “com certeza”.

02:08 - Show do Milhão

Aconteça o que acontecer na reunião do Fed ou no domingo francês, tudo fica mais fácil com 1 milhão no bolso, não?

Depois do sucesso do Projeto 1MR® , muita gente ligou aqui reclamando que tinha ficado fora, afinal, eram apenas 250 vagas. Decidimos, então, abrir mais 100 vagas para quem correr e for esperto.

É “o caminho mais rápido para você se tornar milionário” e agora estamos completando as últimas vagas.

Repito: é melhor do que barra de ouro.

É bom que você clique aqui e confira!

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03:12 - Todas as fichas nas reformas

Por aqui, dados da produção industrial decepcionaram de novo – tá bem difícil dessa indústria pegar no tranco. Na comparação anual, subimos bem menos do que esperava o mercado (1 por cento contra 2 por cento do consenso).

Já que não controla a indústria, Planalto vai fazendo o que pode para garantir a aprovação das reformas: o famoso loteamento de cargos – Renan já perdeu algumas boquinhas.

Hoje é esperado que a comissão da Previdência vote a favor do relatório com folga (cerca de 2/3 dos votos favoráveis).

A Câmara deve promover debate sobre autorização de capital cem por cento estrangeiro para aéreas. Em paralelo, saem notícias da falência da Alitália – mais uma aérea que volta a quebrar: a Etihad injetou capital e salvou a cia italiana há cerca de três anos.

Que será que o Buffet viu no setor?

04:43 - Cega, surda e muda!

Não poderia deixar de comentar a soltura de Dirceu – tentarei ser breve, mas a ficha corrida do sujeito seria digna de um Mercado em 30 Minutos .

Dirceu foi condenado em 2012 por corrupção ativa (Mensalão) e por formação de quadrilha.

Em 2014, pelos embargos infringentes, foi novamente julgado e absolvido do crime de formação de quadrilha e, meses depois, liberado para cumprir pena em casa – ahhh o STF.

Em agosto de 2015, foi preso novamente, sob novas acusações de corrupção (Lava Jato), crimes estes cometidos DURANTE o julgamento do Mensalão.

Em 2016 e 2017, foi condenado em primeira instância por diversos crimes no âmbito da Lava Jato, com pena total somando mais de 30 anos de prisão.

Ontem, o STF resolveu pela liberação de Dirceu, que estava cumprindo prisão preventiva justamente pela reincidência de seus crimes.

Dirceu não é inocente: ele já foi julgado e condenado pelo STF – apenas cumpria prisão domiciliar.

Comemorar sua liberação é comemorar o mesmo tipo de dispositivos legais que permitem que, há décadas, políticos cometam crimes impunemente no Brasil.

Collor foi absolvido (no STF, vejam só) por uma tecnicalidade e Renan já chegou a renunciar à presidência do Senado em 2007 para escapar da perda do mandato (e do foro privilegiado) na Comissão de Ética do Senado. Ambos são, ainda hoje, Senadores da República.

Isso sem contar a interminável lista de políticos que aguardam, sem pressa, julgamentos e inquéritos que se acumulam nas mesas dos ministros da Suprema Corte.

Como esperar que políticos temam qualquer tipo de punição se mesmo os que foram julgados e condenados cumprem uma pequena fração de suas penas atrás das grades?

Muito se reclama do legislativo, mas, talvez, o verdadeiro problema esteja no judiciário – por que é tão difícil cumprir a lei e fazer justiça?

Ter dinheiro não é a coisa mais importante da vida, e ficar rico não precisa ser seu objetivo número 1.

No entanto, quando se está começando uma carreira ou ainda quando se está na meia idade pensando em se aposentar, criar riqueza deve estar na sua lista de prioridades. Por quê? Porque a sua situação financeira vai ter impacto em todos os outros aspectos da sua vida.

Mas o que é riqueza?

Riqueza é algo valioso que pode ser guardado até o momento que você decide desfrutá-lo. Riqueza financeira, portanto, é o dinheiro que você pode gastar no futuro. Gosto de chamar isso de riqueza líquida investida.

Na minha definição de riqueza líquida investida, não incluo a casa, o carro ou qualquer posse que eu não pretendo me desfazer. A explicação é simples: se você vai precisar do carro ou da casa, não dá para contar com esse bem como riqueza.

Portanto, para ser rico(a), não bastar ter uma renda alta.

Uma renda alta pode prover um estilo de vida caro, mas, se gastá-la rapidamente, você vai descobrir que não é rico(a) no momento que parar de trabalhar ou quando surgir uma emergência financeira.

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Ao sucesso,
Mark

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