M5M_Feliz 2017?

É recém o segundo dia útil do ano, mas já dá a ideia de que mercados voltaram com tudo.

M5M_Feliz 2017?

00:22 - Calma, gente

É recém o segundo dia útil do ano, mas já dá a ideia de que mercados já voltaram com tudo.

Temos forte alta por aqui, com volume “de dia normal”, repercutindo clima de otimismo global. Nos juros, taxas voltam a subir um pouquinho — nada de extraordinário quando considerado tudo que andou nesses dias de poucos negócios.

Nos Estados Unidos, são positivos os dados da indústria de manufatura. Bom indicador de atividade na China repercute nas cotações de commodities metálicas, beneficiando mineradoras e, por conseguinte, ações do front europeu. Por fim, petróleo avança após corte de produção pelo Kuwait.

Feliz 2017?

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01:45 - Quem dá menos?

Ainda repercutem os dados do primeiro Focus do ano, conhecidos ontem. Enquanto geralzão (todos os participantes) empurraram a premissa de Selic no final do ano mais 25 pontos para baixo, chegando a 10,25, o pessoal da série A já trabalha com 10.

Plausível? Completamente. Basta que coisas sigam no rumo atual.

E as suas LTNs, como vão?

02:35 - Ar até no banheiro

Quem me acompanha lá no Twitter e estava de bobeira em pleno 31 de dezembro acompanhou este desabafo:

Pronto! Encontrei um pró em comprar imóvel. Restam os contras, que continuam ganhando de lavada — pelo menos para mim.

Mas há quem pense diferente, pelos mais diversos motivos — não raro, aliás, transcendendo fatores financeiros. Respeito e compreendo, mas insisto que os demais fatores decisórios não são um salvo conduto para incorrer em escolhas desastrosas para o seu bolso.

Vem em boa hora, portanto, o Decisões Inteligentes em Imóveis, lançamento do Márcio Fenelon. Se você segue decidido a embarcar no sonho da casa própria ou almeja ter em imóveis uma parcela do seu patrimônio, pelo menos reflita sobre as recomendações dele para tomar uma decisão melhor.

03:47 - Cada um no seu papel

Leio sobre perspectivas para 2017: “Para bancos, IPOs devem aumentar”.

Jura que vocês acham isso?

Para além da discussão da qualidade da previsão (é possível sim), lembro que é o papel deles dizer isso.

O meu, por sua vez, é lembrá-lo que, em 2016, eles venderam Alliar a 20 reais (está abaixo de 15) e tentaram vender Tenda a 14,50 (no dia seguinte — dia, não semana nem mês —, Gafisa se desfez de uma fatia por 8 e uns quebrados). E os frutos de Energisa e Sanepar só não são igualmente amargos porque as ações foram vendidas perto dos pisos dos respectivos intervalos de preço.

Em suma: é papel da turma sempre dizer que o futuro é grandioso, e fazer de tudo para convencê-lo a pagar uma fortuna pela promessa do lindo amanhã.

Olho aberto sempre. E conte conosco para tentar separar o joio do trigo.

04:13 - O imposto que você não vê

Tão certo quanto o especial de fim de ano do Roberto Carlos é que, logo depois da virada do ano, sempre surge um estudo apontando a defasagem da tabela do imposto de renda. A deste ano mostra que, desde 1996, o descompasso em relação à inflação oficial é de 83 por cento.

É um dos canais pelos quais inflação se traduz em aumento da carga tributária: ano após ano, mais dinheiro compra menos coisas, mas o tamanho da mordida do leão aumenta.

E pensar que há quem defenda “um pouco de inflação” como “combustível para o crescimento”. É mole?

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