M5M_Hoje é dia de maldade

Boa tarde grupo - cadê o grupo? Hoje é sexta-feira; hoje é dia de maldade.

M5M_Hoje é dia de maldade

00:02 - Dia de anunciar PIB metade do esperado

Boa tarde grupo – cadê o grupo? Hoje é sexta-feira; hoje é dia de maldade. Dia de matar o mercado de susto com indicadores e resultados corporativos de deixar de cabelo em pé. Dia de tentar defender o valor da cota do fundo para tentar ficar bonito no fechamento do mês. Hoje é dia de loucura. Mas amanhã e depois a gente descansa, e segunda-feira começa tudo de novo. Será que agosto será mês de desgosto?

O consenso de mercado esperava que o PIB americano se expandisse 2,5 porcento no segundo trimestre, anualizado. Saiu a primeira estimativa: 1,2 – sim, um vírgula dois. Tremei.

Acho que não era bem isso que os investidores tinham em mente quando Yellen disse que esperava um crescimento moderado. Ruim é eufemismo… Aguardamos, desde já, as desculpas que o Fed inventará. Dólar em queda. Juros? Só ano que vem.

A propósito: um dado tão ruim é um prato cheio para os Republicanos na corrida pela Casa Branca.

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01:15 - Dia de jogar balde de água fria em quem esperava milagre

Como gosta de dizer um colega de mercado com o qual trabalhei anos atrás, “de onde menos se espera é que não vem nada mesmo”.

Decisão do Banco do Japão foi o tédio que já esperávamos. Juros inalterados, compras de ativos expandidas em linha com o esperado, crédito em dólar ampliado como previsto. Nada mais. Nada.

Nós avisamos, reiteradamente: passado o Brexit, o mercado quis porque quis acreditar que governos fariam chover dinheiro mundo afora. Enquanto isso, problemas reais (Turquia, atentados no coração da Europa) foram simplesmente jogados de lado. Vamos voltar à realidade agora?

02:04 - Dia de pedir uma forcinha ao cliente para fechar a meta

Era um curso preparatório para uma certificação da Anbima, uns cinco ou seis anos atrás. Eles: camisas de alfaiataria e sapatos italianos; elas: tailleur e salto agulha. Todos estritamente dentro do padrão da indústria – não me surpreenderia descobrir que vieram ao mundo dentro de caixinhas da Mattel.

No intervalo, um protótipo de macho-alfa começa a se gabar dos produtos de investimento que conseguia empurrar para os clientes: CDBs com rendimento ridículo, fundos com performance vergonhosa e taxas de administração escorchantes. Nos olhos dos demais, um misto de constrangimento e admiração. Todos sabem que aquilo é simplesmente imoral, mas a justificativa está na ponta da língua: “Tenho metas a cumprir. Estou apenas fazendo meu trabalho. Se eu não fizer, outro alguém fará.”

Se o seu gerente de banco ligar hoje, lembre-se: é o último dia útil do mês – a última chance dele de fechar a meta de vendas de algum produto-lixo que empacou. Olho na carteira – e no Melhores Fundos de Investimento, que está aí para ajudar você a não cair em roubada por conta de gerente amigo-da-onça.

03:07 - Depois de tanta maldade, precisaremos de um Engov

E passaremos na Raia Drogasil (RADL3) mais próxima, que entregou belo resultado no 2T16. Crescimento de receita de 26 porcento, (14,5 porcento mesmas lojas – caramba!) com expansão de margens operacionais e salto de 40 porcento no lucro. Palmas!

Além de tudo, revisão para cima do guidance de abertura de lojas de 2016 (mais forte) e 2017 (sintonia fina). Mesmo com tanto crescimento, mercado é tão fragmentado que o share da empresa não chega a 12 porcento no país. No nordeste, menos de 4 porcento.

Não por acaso, a empresa é queridinha do mercado há bastante tempo. Entretanto, à medida que a atividade econômica melhora e isso se reflete em outros segmentos (inclusive do varejo), pagar pouco mais de 40x lucros para 2016 nos parece demais.

04:06 - …e pode ser boa ideia fazer um check-up.

É bom saber que o Fleury (FLRY3) estará lá. Resultados do 2T16 vieram bons e o mercado recompensa. Ações sobem hoje e já acumulam alta de quase 100 porcento no ano.

Saudamos o crescimento do EBITDA (24 porcento) suplantando o da Receita (10 porcento). Tudo se traduz em salto de 40 porcento no lucro. Fruto de esforços em prol de eficiência, colheita da decisão de voltar a focar no segmento premium após anos de esforço em expansão para baixo na pirâmide. Está dando certo e estamos adorando.

O efeito colateral é que o crescimento esperado na estratégia é inerentemente menor, e a dependência da pesada estrutura de hotelaria para garantir aos clientes a experiência que a marca vende se traduz em menor retorno para o capital do acionista. Não nos parece, nesse contexto, fazer sentido pagar 36 vezes lucros para virar sócio. Continuaremos, por ora, somente clientes.

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