M5M_Isso não vai acabar bem

"Cachorro mordido por cobra, tem medo até de linguiça"

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00:06 - Só até quarta

Quando alguém aponta para uma estrela, há os que olham para o astro e há os que olham para o dedo.

Nos Estados Unidos, foco ainda em Fed, cuja decisão será oficialmente conhecida amanhã. Juros por lá em queda, incorporando o cenário líquido e certo de inação da autoridade monetária.

Na Europa, preocupações com a integridade do sistema financeiro voltam ao radar, personificadas em bancos italianos. O alemão Deutsche também chama a atenção, com títulos de dívida caindo às mínimas desde Fevereiro e ações abaixo dos níveis de 2008.

Francamente: onde está o maior risco? O mercado se concentra no que já sabe, do lado de cá do Atlântico, e ignora o cenário cada vez pior no Velho Continente.

Mas só até quarta: de quinta em diante, todos lembrarão que Europa vai mal.

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01:05 - Volatilidade voltou: que bom!

Na esteira das idas e vindas em torno das políticas monetárias dos países desenvolvidos, a volatilidade dos mercados de ações emergentes atingiu o maior nível desde Junho.

Os solavancos provocados pela entrada e saída de investidores de olho nos desdobramentos lá de fora criam distorções relevantes nos preços dos ativos, principalmente em meio a nomes de liquidez relativamente menor e/ou menos óbvios para os estrangeiros. Surgem daí oportunidades relevantes para quem é local e tem instrumentos para explorar esses trades.

Boa maneira de capturar esses movimentos — e, de quebra, reduzir a exposição aos movimentos direcionais dos mercados — é recorrer a operações de long & short. O Max e o Fernando estão com nove operações em aberto, demonstrando que oportunidades não faltam para a estratégia.

02:17 - BRML: Estava demorando

Se a agitação nos corredores dos shopping centers ainda não é a de outrora, o mesmo não se pode dizer do vai-e-vem nas sedes das empresas do setor. A melhora das expectativas econômicas do país levou investidores às compras, em busca de preços de liquidação.

Aí tivemos Multiplan (MULT3) reforçando presença em alguns de seus melhores ativos, Aliansce (ALSC3) buscando condições de encarteirar uma participação detida diretamente por seu controlador e JHSF (JHSF3) recebendo ofertas por alguns de seus empreendimentos.

Não nos surpreende ouvir especulações recentes de que a BR Malls (BRML3) estaria iniciando conversas com investidores interessados em sua operação. Afinal, é a maior entre as listadas – com 1,6 milhões de metros quadrados de ABL (Área Bruta Locavel), distribuídos em 45 shoppings, e com as ações sendo negociadas a metade da máxima histórica atingida em meados de 2012.

Se tudo isso já tinha chamado a atenção de Sergio Oba, nosso Serious Trader, em nada surpreende que também instigue investidores estratégicos do setor.

03:20 - De volta aos anos 90

A indústria automobilística voltou ao ritmo dos anos 90, diz reportagem do Valor.

Não é para menos: a demanda aditivada pela enxurrada de incentivos ao setor na última década levou operadores a entupir as garagens, tanto animados com os financiamentos a taxas indecentemente baixas quanto iludidos com relação às perspectivas de curto prazo do país.

À euforia, sucedeu-se a ressaca. Que não há de perdurar por muito mais tempo. A boa notícia é que a demanda se retraiu tanto que, ao menor sinal de melhora, o impacto na cadeia produtiva já deve ser significativo. Há muito custo fixo a diluir.

Olho, portanto, nas autopartistas com maior exposição a montadoras, no segmento de veículos pesados. Randon (RAPT4) encabeça a lista.

04:11 - Cachorro mordido por cobra...

…tem medo até de linguiça. A frase reflete bem a postura atual dos fundos de pensão com relação a investimentos em infraestrutura. Levantamento do Estadão evidencia que exposição dos fundos ao segmento é de menos de 3 por cento.

Boas oportunidades, não faltam. Concorrem, porém, com os altos retornos da renda fixa, limitando enormemente os incentivos dos gestores em correr riscos adicionais. Pesa ainda a falta de transparência nas estruturas dos fundos de participação — e a Operação Greenfield há de deixar traumas, ecoando também nos próximos anos.

Em infra, reforça-se a importância de se criar um ambiente regulatório favorável ao investimento estrangeiro. Diante da escassez de retornos mundo afora, basta que façamos a lição de casa por aqui para contar com recursos para o setor.

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