M5M_Macumba no final do arco-íris

O pote de ouro está na ponta longa da curva de juros brasileira.

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M5M_Macumba no final do arco-íris

00:02 - De volta ao Whatsapp

Agenda relativamente tranquila hoje: o país parou para colocar em dia as conversas interrompidas ontem.

O hiato de comunicação parece, também, ter interferido nas conversas de Temer com a equipe econômica. As expectativas de novas medidas ainda nesta semana parecem ter ficado para trás: fala-se agora em anúncios num prazo de 20 a 30 dias.

Não é de todo mau: ainda há o impeachment para tratar, e a pressa é amiga da imperfeição.

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01:09 - Um recado importante

Por favor: se você não é um investidor ambicioso, vá direto para o próximo minuto.

O mercado oferece oportunidades para diversos perfis. Mesmo estratégias conservadoras podem oferecer retornos bastante atraentes e sem muita dor de cabeça para quem as emprega.

Mas, com a disposição em tomar mais riscos – de forma bem planejada e controlando muito bem a exposição, faço questão de frisar – o retorno de longo prazo de um portfólio pode melhorar substancialmente.

Para quem já está na fase de buscar esse tipo de oportunidade, temos o Empiricus Insider. O jogo lá é pesado: se as chances de ganho nos parecem assimetricamente favoráveis, vale tudo.

Mas insisto: tarja preta.

02:11 - Batmacumba ê ê

Chama-se pareidolia o viés cognitivo que faz com que nós, humanos, enxerguemos padrões em objetos. Exemplo? A semelhança entre uma tomada de três pinos, padrão americano, e um rosto (ou a máscara do serial killer do Pânico, como preferir). Muito menos interessante é o outro exemplo que me vem à cabeça – esse, intencional: Caetano e Gil escreveram Batmacumba em formato de morcego.

A decisão do Copom será conhecida hoje. Se não teremos alteração na Selic (assim acreditamos), nem de longe isso significará falta de novidades: o BC divulgou ao mercado nota enfatizando que o comunicado (que sai hoje às 18h) e a ata da reunião terão formatos distintos daqueles empregados até então. Aquela mania estranha de comparar cada ata com a anterior – palavra por palavra, vírgula por vírgula – e tentar extrair disso alguma conclusão não fará sentido.

Gosto de coisas novas. Minha estratégia será imprimir a ata e colocá-la a pelo menos cinco metros de distância. Meu palpite é que, em meio à disposição das palavras, enxergarei Ilan Goldfajn com um olhar confiante, reiterando que voltamos a ter meta de inflação e que a Selic cairá quando o mercado se convencer que teremos 4,5% de IPCA já em 2017 – o que, a julgar pela evolução das expectativas, deve acontecer logo logo.

03:07 - O pote de ouro no final do arco-íris

Trabalhei por um ano na gestão de investimentos de um fundo de previdência privada. A despeito de termos feito coisas muito interessantes à época, o fato é que enquanto as NTN-Bs (o famigerado “Tesouro IPCA”) oferecessem juro real acima de 6% a.a., bater a meta atuarial era tarefa relativamente simples.

Ontem debutaram as NTN-Bs com vencimento em 2055 – o vencimento mais longo agora disponível. A taxa ficou em 5,84% no leilão. A vida vai ficar mais difícil, e isso é muito bom.

O pote de ouro está na ponta longa da curva de juros brasileira. Há oportunidades, e gostamos dos prefixados. Meninos, eu vi: a depender da magnitude, os ganhos em renda fixa em momentos de fechamento de curva podem alcançar magnitude de renda variável. Assunto para o Empiricus Renda Fixa.

04:12 - O preço do kebab

Muitas vezes (uma frequência maior do que gostaria de admitir) não sei o que comer. Minha capacidade de ler e reler menus até me decidir é capaz de levar as demais pessoas na mesa à loucura. Ontem estava sozinho em casa e comecei a explorar as opções de delivery. Minha atenção recaiu sobre o cardápio de uma kebaberia. Tudo caro. Caríssimo. A julgar pela popularidade do lugar, entretanto, a maioria das pessoas não está ligando muito para o preço.

O noticiário de Turquia vai de mal a pior. Direta e indiretamente – entre prisões, demissões e outras medidas -, a reação de Erdogan à insurreição de sexta já atinge a ordem de 50 mil pessoas. O Judiciário está fragilizado, licenças de emissoras de TV foram revogadas, mais de mil reitores de universidades estão sendo pressionados a deixar seus cargos, e o tom na reivindicação de que os EUA extraditem o opositor visto como Erdogan como responsável pelo golpe malsucedido só se eleva.

Mercados totalmente indiferentes a isso. Ninguém liga para o preço do kebab. Da mesma forma que ninguém ligou para o fato de o Estado Islâmico ter assumido a autoria dos dois atentados (França e Alemanha) que eram, inicialmente, atribuídos a lobos solitários.

Acabei não pedindo o kebab. Além do preço, fiquei com medo da indigestão.

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