M5M_Marchai contra o fogo inimigo

Seguimos, neste novo ano, na grande jornada patriótica de nossa geração.

M5M_Marchai contra o fogo inimigo

00:12 - Marchai, marchai já!

“Camaradas!

Seguimos, neste novo ano, na grande jornada patriótica de nossa geração. O Partido, guiado pela sabedoria dos seus melhores membros, identificou claramente o caminho que devemos seguir — todos em um coração — rumo a um futuro de prosperidade moderada para nosso povo.

Não pouparemos esforços na manutenção de nosso crescimento econômico e da estabilidade de nossa moeda. Ignorem aqueles que põem em dúvida a solidez dos fundamentos de nosso grande país: diante dos perigos que nos ameaçam, a cada um compete o dever de lutar lado-a-lado com nosso Grande Líder. De nossos corpos e sangue será construída a Nova Muralha, e juntos alcançaremos a vitória.”

No mundo real, renminbi está no menor patamar em oito anos e meio. Reservas internacionais chinesas seguem em queda, novos controles de capital são anunciados e Pequim considera lançar mão dos recursos das empresas estatais para ajudar a segurar o câmbio.

“Não se preocupem. O governo vai dar um jeito; o governo sempre dá um jeito.”

Veremos.

01:20 - Dia de ajuste

Quando comecei a escrever, mercado americano ainda era empurrado para o campo positivo, na esteira de commodities metálicas, petróleo e perspectivas econômicas favoráveis. Mas faltou força para empurrar, enfim, o Dow Jones para além da marca dos 20 mil pontos e, agora, negócios por lá voltaram ao zero-a-zero. No front europeu, dia é ameno.

Em termos agregados, mercados emergentes avançam ao mais alto nível em três semanas: é propício o humor global para a tomada de riscos adicionais. Especificamente aqui, Ibovespa devolve parte da performance exuberante do dia de ontem — e nada mais.

Na mesma toada de ajuste, juros voltam a subir. Investidores já estão com a cabeça no próximo Copom, dias 10 e 11. Segue minoritária a aposta de movimento mais ousado que 50 pontos de corte à Selic.

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02:01 - Nem choro, nem vela

Você há de lembrar que lamentei não termos chegado ao final de 2016 com a situação fiscal dos Estados em crise equacionada. Nesse quesito, infelizmente seguimos no ano velho.

Veio do STF a decisão de levantar bloqueio imposto por Brasília às contas fluminenses. Na prática, governadores tentam, no Judiciário, arrancar na marra as condições de socorro federal que costuraram na Câmara, para as quais o veto presidencial já foi anunciado.

Segue problema sem solução definitiva, e assim continuará até a retomada da atividade legislativa. Do lado da Fazenda, Meirelles é enfático: não tem choro nem vela.

Isso ainda vai incomodar.

03:04 - O quanto importa a grande tacada?

Todos queremos dar a próxima grande tacada; todos queremos encontrar aquela empresa — aquela! — que vai multiplicar por dez em 2017, sobre a qual falaremos pelo resto de nossas vidas.

Dia desses, refletia por aqui: é óbvio que cometas volta e meia rasgam o céu — e nós seguiremos tentando pegar carona nelas a la Pequeno Príncipe, pois é inerente à nossa natureza… m as é preciso reconhecer que, no decurso do tempo, não faz mau negócio quem simplesmente compra empresas boas e triviais (para não dizer chatas).

Negócios testados e aprovados, de fácil compreensão, que rentabilizam o capital investido adequadamente e sem excessivos sobressaltos. Enfim: o arroz com feijão que todos sabem — mas, no afã de triplicar o patrimônio hoje, muitas vezes deixam de lado.

Seguimos buscando oportunidades assimétricas — convexas, diria o Felipe. Mas não percamos de vista que (boa) parte de nossos investimentos em ações deve se concentrar nas Melhores Ações da Bolsa.

04:18 - Bunds na parede

Muito embora tenha aberto na segunda, foi ontem a retomada de facto dos negócios do mercado alemão.

Na esteira de dados de inflação, que sugeriram que preços estão acelerando na terra dos Teutos, chamou a atenção o volume de títulos soberanos de 10 anos — os famigerados Bunds: o maior deste a última reunião do Banco Central Europeu.

O banqueiro central alemão, Jens Weidmann, é crítico contumaz da política monetária frouxa do Banco Central Europeu. Talvez tenha motivos para, agora, vociferar ainda mais. E, convenhamos, a opinião alemã pesa um pouquinho nos rumos da zona do euro.

Pior para os países vizinhos que seguem dependentes de dinheiro grátis, não é mesmo?

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