M5M_Muito Barulho por Nada

Enquanto a oposição fazia barulho, o ajuste fiscal andou mais um pouco.

M5M_Muito Barulho por Nada

“Valeria a pena ter o apoio do PT, e de Lula, em troca de algum benefício ao ex-presidente?” – Nelson Jobim

Trilha do dia
The Vaccines – What Did You Expect from the Vaccines?
Se não conhece, ouça pelo menos “All in White” – espetacular.

Agora você pode ouvir a trilha do M5M no Spotify – confira aqui!

00:05 - Ruído Vermelho

Um gestor com quem trabalhei tinha uma certa obsessão em tentar separar o ruído do que era, de fato, informação. Para ele, um bom analista precisa saber filtrar esse tipo de coisa, senão acaba operando de acordo com as manchetes dos jornais.

As imagens de tiro, porrada e bomba em Brasília e a convocação das Forças Armadas para conter os ânimos dos “manifestantes” são ótimas pra vender jornal e te deixar vidrado na tela da Globo News.

Mas, enquanto você estava ali, seguindo cada janela quebrada e podia praticamente sentir o cheiro de pneus queimados, a base aliada aprovou um monte de medidas do interesse do governo e, ainda, conseguiu barrar o desmonte da MP do Refis, que vai caducar para que seja aprovada uma nova proposta.

Enquanto a oposição fazia barulho (ruído?!), o ajuste andou mais um pouco e as peças em Brasília se movimentaram em direção a uma solução minimamente responsável.

Além disso, com os exageros dos protestos, o cidadão médio que quer a renúncia/afastamento de Temer se distancia cada vez mais dos movimentos que pedem Diretas e algum alívio para Lula (como podemos ver na frase de Nelson Jobim, no começo do e-mail).

Pouca gente quer marchar ao lado da Foice e do Martelo e/ou da bandeira de Cuba.

Pois, por mais que não possa parecer, ontem não foi um dia assim tão ruim do ponto de vista dos seus investimentos e dos mercados.

Por aqui, Bolsa cai um pouco, dólar sobe ligeiramente e os mercados de juros continuam no processo de fechamento das curvas.

01:10 - Walking Dead

Mas, por mais que alguma solução esteja encaminhada, a complacência do mercado me parece um tanto exagerada – estamos falando de Brasília, afinal de contas.

Ontem, assistindo “Guerra Mundial Z” (por favor, não me julgue), uma passagem me chamou a atenção.

O chefe do Mossad (agência de inteligência israelense) explica que quando nove conselheiros votam unanimemente e descartam a probabilidade de uma catástrofe ocorrer, um décimo membro é chamado para se preparar como se tal catástrofe fosse acontecer com certeza.

É uma boa forma de pensar e planejar seus investimentos.

Se todo mundo está olhando para essa crise como algo contornável, imaginando que Brasília encontrará uma boa solução para sua própria crise, por que não se preparar para o caos?

E se vierem as diretas?

Quem seriam os candidatos? Como o mercado reagiria se Bolsonaro, Ciro e/ou Lula despontassem nas pesquisas?

Mesmo que estejamos confiantes em uma “boa” solução, mercado me parece muito complacente com o cenário – desde quinta passada a Bolsa caiu cerca de 6 por cento e o dólar subiu menos de 5 por cento.

Tudo muito comportado pra quem tem um presidente zumbi, com o perdão do trocadilho.

02:30 - Além das Crises

Toda essa questão da sucessão do “cadáver insepulto” é bem relevante, mas é uma questão mais de curto prazo.

Bons ativos resistem ao teste do tempo e, depois de choques, continuam performando e entregando bons resultados, mesmo que sua cotação em Bolsa flutue de acordo com os humores dos mercados.

Quem sabe disso como ninguém é o Rodolfo, que, no seu Programa de Riqueza Permanente, está de olho no longo prazo, naquilo que vai ficar conosco até o fim dos tempos e, em nossas aposentadorias, será o fonte de renda e segurança.

Pra te ajudar, ele fez um workshop com os principais fundamentos de suas ideias e de sua filosofia de investimentos, sempre pensando no futuro e em ativos de qualidade.

Dê uma conferida aqui!

04:00 - Sobe no Boato...

Lá fora, a principal notícia foi a (já esperada) extensão do acordo da OPEP em manter o corte de produção por mais nove meses. Nos últimos dias, o preço do barril vinha subindo com a expectativa e, agora que o fato se confirma, claro que os preços caem forte… ahhh os mercados.

A ata do Fed sinalizou uma alta dos juros americanos na próxima reunião (junho) e mais uma até o fim do ano (setembro ou dezembro) e praticamente descartou uma terceira alta ainda este ano – sem pressa, tia Yellen vai normalizando a questão monetária nos EUA.

Pouco impacto da proposta de orçamento do Trump que já chega ao Sendo praticamente morto (como, aliás, é o caso da maioria dos orçamentos presidenciais nos EUA).

Mercados mundiais, que iam bem durante a manhã, azedaram no início da tarde e o que era verde vai, aos poucos, se tornando vermelho aqui nas telas – petróleo acelerou a queda e já opera abaixo dos 50 dólares/barril.

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