M5M_Não Dá Mais Pra Ser Brasil

Bons tempos quando os políticos eram honestos, os preços razoáveis, as crianças respeitavam os mais velhos e o futuro era previsível, já diria o Baz Luhrmann.

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M5M_Não Dá Mais Pra Ser Brasil

“A economia brasileira tem hoje um rumo, de fato, e nele permanecerá enquanto o governo e sua equipe econômica mantiverem a rota fixada no ano passado e sustentada com enorme esforço até hoje.” – Estadão

“Isso não impede de usar os instrumentos, como as reservas internacionais, que estão em US$ 375 bilhões, equivalente a 20 por cento do PIB” – Ilan Goldfajn

“Who watches the Watchmen?” – Felipe Miranda e Alan Moore

Trilha do dia
Pearl Jam – Ten

Agora você pode ouvir a trilha do M5M no Spotify – confira aqui!

00:05 - Nos Tempos da Mãe Dináh

O Brasil acabou.

Ou está em vias de.

Se não aprovarem a reforma da Previdência nos próximos três dias, uma maldição vai assolar as terras brasileiras: produtos vão faltar nas prateleiras, a Netflix vai sair do país, vamos perder a vaga na Copa, o Wagner Moura será o novo ministro da Fazenda e 2 por cento da população brasileira vai desaparecer misteriosamente pra nunca mais voltar.

Se espremer as páginas da “mídia especializada” hoje, sai uma mistura de lágrimas e sangue.

Os ativos brasileiros estão muito caros e “não está muito claro o que vai acontecer no futuro”.

Sinto saudades de quando a Mãe Dináh não errava uma.

Todo mundo sabia o futuro de cor e salteado, ninguém nunca perdia dinheiro na Bolsa e as casas de análise mais conceituadas do mundo não tinham que fazer matérias tentando explicar porque erraram o comportamento das commodities.

Bons tempos quando os políticos eram honestos, os preços razoáveis, as crianças respeitavam os mais velhos e o futuro era previsível, já diria o Baz Luhrmann.

Mas, como é fim de semestre, é um dia bom pra pensar no que passou e no que passará.

A inflação passou, a reforma trabalhista tem cara de que vai passar e a da Previdência… bem, essa talvez não passe. Meirelles tá confiante na idade mínima, só falta combinar com os russos (ou seriam “soviéticos”, Temer?).

01:25 - Que Venha o Novo

Desemprego finalmente deu um sossego e, pela primeira vez em muito tempo, deu uma caidinha – agora são “só” 13,3 por cento de desempregados. É coisa pouca, mas é um começo – qualquer objeto em movimento precisa parar antes de inverter o movimento.

Marcos Lisboa falou em algum evento no ano passado: “O que se vê é uma batalha entre o Brasil Novo e o Brasil Velho”.

O Brasil Velho gosta do corporativismo, da meia-entrada, do Estado enorme. Gosta do preço tabelado.

No Brasil Novo, se discute a privatização, o fim da farra das contas públicas e novos limites para a previdência.

O futuro continua incerto, como sempre foi e sempre será – a psico-história é só uma obra de ficção (brilhante) de Isaac Asimov. Não sei qual Brasil vai surgir em 2019. Seja qual for, ele vai sair das urnas. Há que se decidir entre a Venezuela e Coreia do Sul.

Não há mais espaço para seguir sendo Brasil.

Como realização pessoal, consegui fazer o Felipe citar “Watchmen” no Daily de ontem e isso dá mais orgulho do que quando fui vice-campeão de sinuca no 1º campeonato de jogos de boteco da FEA-RP.

Patrick errou uma 15 fácil e entregou o título no final…

Bem, o passado não se muda, só se esquece.

02:20 - Com o Dinheiro dos Outros

De acordo com Milton Friedman, existem quatro formas de gastar dinheiro.

Gastar o seu dinheiro com você mesmo: menor custo e máxima qualidade
Gastar o seu dinheiro com os outros: menor custo e mínima qualidade
Gastar o dinheiro dos outros com você: maior custo e máxima qualidade
Gastar o dinheiro dos outros com os outros: maior custo e mínima qualidade

Os políticos gastam sempre o dinheiro dos outros.

Quando é com eles mesmos temos salários nababescos, aviões luxuosos, comida e bebida da boa.

Quando gastam com os outros, os resultados são péssimos serviços de saúde, transporte e educação. Custa caro pra caramba para os cofres públicos (ao contrário do que pensa a turma vermelha, não precisa de mais verba) e traz pouquíssimos benefícios para a população.

“A sociedade não pode pagar por vagabundo, em particular, no serviço público.”

A já clássica frase de Wilson Ferreira, CEO da Eletrobrás, é o resumo de por que esse Novo Brasil tem que surgir.

Vale para funcionários da Eletrobrás, da Petrobras e vale pra qualquer servidor público – não dá para a sociedade continuar pagando pelos vagabundos que não fazem nada.

É claro que tem o cara que trabalha, que se dedica e merece o salário que ganha e, se você for esse, não perca seu tempo me escrevendo e me xingando, não vista a carapuça. Não falo sobre você, mas sim sobre o seu colega que nada faz e muito custa.

Em meio a isso, Temer cede a pressões do presidente da CCJ da Câmara e promete trocar o presidente de Furnas pra conseguir um pouco de apoio nas batalhas que virão.

Marco Aurélio Mello, o mesmo que afastou Renan da Presidência do Senado há poucos meses, disse que “mandato é coisa séria” e devolveu a cadeira de Aécio no Senado.

De acordo com a Marília (já encomendou o livro dela?), hoje é o Dia do Asteroide.

Dá pra rezar e pedir aos céus um bem grande pra gente começar tudo de novo?

PS: Tá rolando manifestação da CUT greve geral. Mas quem se importa?

03:50 - Se o Asteroide Não Cair

Ainda estamos dando aquela força pra você e pra equipe de vendas – até o fim do dia, tá rolando a promoção 3×1 para produtos essenciais aqui da casa.

Se o asteroide não cair, você já vai garantindo seu futuro financeiro – do jeito que vai a política, é melhor você mesmo cuidar do seu futuro e começar a fazer seu pé-de-meia.

Confira aqui!

04:00 - Numerologia

 

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