M5M_O País mais divertido do mundo

A montanha-russa brasileira já parou de funcionar e está sendo desmontada. Queremos, a partir de setembro, um novo parque de diversões, sem montanha-russa.

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00:06 - Comprakí

Credor obtém direito de apreender montanha-russa do Hopi Hari – um parque temático no interior de São Paulo que um dia se prestou a concorrer (simbolicamente) com Walt Disney.

Não deve ser fácil colocar uma montanha-russa no porta-malas e sair por aí, tentando liquidar o ativo.

Mas, enfim, vida de credor de inadimplente nunca é fácil.

Sabemos disso enquanto credores de um país em déficit primário de R$ 170 bi, tomando calote através da inflação.

A montanha-russa brasileira já parou de funcionar e está sendo desmontada. Agora precisamos colocar as peças no porta-malas e despachar.

Queremos, a partir de setembro, um novo parque de diversões, sem montanha-russa.

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01:03 - Saímos do coma

Na roda gigante do IPCA, as expectativas para 2018 praticamente convergiram para a meta, de 4,5% (sim, eu sei: a julgar pelos últimos anos, é até difícil de lembrar que havia uma meta de inflação…). A briga agora é por 2017: Goldfajn insiste que convergirá. Há motivos para acreditarmos também.

O consumo doméstico de aço, que já havia crescido em maio (contra maio/2015), voltou a crescer. Em termos absolutos, a base ainda é muito baixa. Mas paramos de cair. Atividade econômica está reagindo.

E temos estímulos à frente: governo discute algumas iniciativas hoje, e devemos ter anúncios em muitíssimo breve. Na pauta, dentre outras coisas, a ampliação da oferta de crédito para microempreendedores (infinitamente melhor do que bolsa-empresário), a liberação de aquisição de terras por estrangeiros (dólar em queda) e a securitização (isto é, venda) de créditos a receber por parte da Receita Federal: reforço no caixa do governo para ajudar no cumprimento da meta fiscal.

Para um governo que, até dias atrás, estava posto em xeque pelos formadores de opinião de sempre, acho que está muito bom. Uma salva de palmas.

02:12 - Saúde mental

Em meio a esse clima wet & wild, começa hoje o Copom. Imagine a diferença de atmosfera na sala de reunião. Fico feliz pelos quadros técnicos do BC. Tenho certeza de que há gente muito mais feliz lá hoje do que, digamos, seis meses atrás. O país agradece; os psiquiatras e farmacêuticos de Brasília lamentam.

Visão do mercado ainda é de manutenção da Selic. Indicadores (e, como já dito, expectativas) estão melhorando, mas provavelmente o comitê ainda preferirá esperar uma redução do IPCA corrente. Sinalização é importante.

De qualquer forma, vale ficar de olho não só na decisão, mas no comportamento dos juros em decorrência desta. Aliás, é um ótimo momento para dar uma olhada no Empiricus Renda Fixa para aproveitar oportunidades com a tendência de queda de juros.

03:17 - Pegando pela mão

Cresci em uma família na qual diversão era o Beto Carrero e ser investidor era ter dinheiro na poupança. Minha relação com o dinheiro sempre foi radicalmente diferente daquela dos meus pais. Assim é até hoje.

Naquelas tempos, investimento era tema árido (a Empiricus nem sonhava em nascer!). Aprendi muita coisa sozinho e na marra.

Não posso deixar de ter inveja de quem está começando hoje: a Olivia está lançando o Criando Riqueza: Um Guia Prático de Investimentos e Finanças Pessoais para Leigos. Ela se propõe a praticamente pegar o investidor iniciante pela mão e apresentar as noções fundamentais das quais todo mundo precisa.

E ainda por cima oferece cópias gratuitas. Como não amar?

Vou recomendar para a família inteira; sinceramente, acho que você deveria fazer o mesmo. As conversas no churrasco de domingo vão melhorar – e muito.

04:08 - Solteira sim, sozinha nunca

Maria termina com o namorado de anos, que havia conhecido no Playcenter. Após um breve período de luto regado a Haagen-Dazs, Adele e Bridget Jones, muda o cabelo, se matricula na academia, faz uma tatuagem e mergulha de cabeça na curtição da vida de solteira. Cinquenta selfies por dia no Instagram. Não raro, depois de um tempo a ficha cai e Maria percebe que está forçando um pouco a barra. Não que retorne à depressão pós-rompimento, mas as coisas se acomodam.

É a imagem que me vem à mente quando penso na reação dos mercados após o Brexit. Ao perceberem que o juízo final não havia chegado e, ainda mais, que estímulos econômicos poderiam começar a pipocar, investidores se animaram. A recuperação foi rápida, muito rápida.

Talvez rápida demais. Talvez ignorando riscos: o fato de o atentado em Nice ter passado batido e de, via de regra, Turquia estar sendo (ainda?) tratada como uma questão secundária e isolada, me incomoda.

O discurso oficial é que mercados mundiais fazem hoje uma pausa na tendência de alta, sob o pretexto de resultados corporativos abaixo do esperado, para uma breve realização de lucros. Me arrisco a olhar mais longe: talvez o pessoal esteja começando a, novamente, avaliar os riscos de maneira mais razoável.

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