M5M_O que realmente importa

É muito divertido acompanhar o dia-a-dia do mercado; essa sucessão de bolas da vez que caracteriza o sobe e desce das bolsas. Mas é isso efetivamente que fará diferença para seu patrimônio?

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M5M_O que realmente importa

00:07 - Para o quê todos olham?

O investidor médio não pensa em outra coisa hoje além da reta final da corrida presidencial americana. Bolsas mundo afora reagem à percepção de aumento das chances de vitória de Hillary após a divulgação das últimas pesquisas, que apontam leve vantagem para a candidata democrata. A isso se soma o (re)arquivamento das investigações do FBI, cujo efeito sobre as intenções de voto acredita-se não ter sido capturado pelos levantamentos.

Enquanto escrevo, pesquisas apontam 2 pontos percentuais de vantagem para Hillary e pouco mais de 63 por cento de probabilidade de vitória.

Embora a balança pese a favor da correligionária de Obama, melhor não ir com sede demais ao pote.

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01:03 - O que todos perguntam?

O que é razoável esperar? Eis um cenário-base de curto prazo:

Já falamos algumas vezes do valuation historicamente alto da bolsa americana. Embora haja espaço para revisão de estimativas para cima, na esteira da temporada de resultados que se desenrola, o upside adicional por lá parece limitado.

Descontando o efeito da alta de juros pelo Fed em dezembro, se der Hillary os yields da renda fixa devem cair por lá, com investidores mais propensos a tomar risco. Destinos devem incluir mercados emergentes, dentre os quais Brasil. Com o fluxo, real tende a valorizar.

Com Trump, a tendência seria de queda para a bolsa e aversão a risco elevando yields, levando ouro na esteira… Daí a tão reiterada importância de seguros no seu portfólio.

02:28 - Mas espere um pouco...

Não nos deixemos contagiar demais pelas emoções do momento que guiam o mercado.

Superados os efeitos imediatos, olhemos para a história: o que a performance imediatamente posterior às eleições americanas diz a respeito dos retornos futuros do S&P500?

A julgar pelo visto ao longo das últimas três décadas, quase nada.

Com histórico tão ruim na previsão do futuro, por que dar tanta importância ao consenso da classe falante?

03:16 - O que realmente importa?

É muito divertido acompanhar o dia-a-dia do mercado; essa sucessão de bolas da vez que caracteriza o sobe e desce das bolsas. Mas é isso efetivamente que fará diferença para seu patrimônio?

Francamente, penso que não. Olhemos mais além.

É de olhar além que vive a Empiricus. Muito especialmente, de olhar para a frente enquanto o restante olha para o próprio umbigo.

Se nos preocupássemos simplesmente em transmitir o que está na boca do mercado hoje, não teríamos antecipado O Fim do Brasil lá em 2014. Com o câmbio a 1,90, todo o restante do mercado via o dólar chegar a 4 reais como absurdo — e chegou. A Petrobras era vaca sagrada quando alertamos para os problemas que, mais tarde, viriam a pulular os noticiários econômico e policial.

E foi também enquanto todos olhavam para o próprio umbigo, em meio a um cenário de terra arrasada, que viramos a mão e antecipamos o atual ciclo de alta da bolsa brasileira.

Pergunto novamente: foi olhando para a bola da vez de cada dia que antecipamos cada um desses eventos? Não: foi olhando além.

É o que nos propomos a fazer novamente agora. Terra à vista: há um Novo Brasil logo à frente, e você precisa se posicionar agora. Confira o material que preparamos e prepare-se a contento.

04:13 - Enquanto isso, aqui

Chegaremos lá, mas não descuidemos do caminho.

Destaque para o mercado projetando IPCA abaixo de 5 por cento para 2017 pela primeira vez: mediana está em 4,94. BC insiste em perseguir o centro da meta de 4,50. Briga segue boa.

Para 2018, mediana de projeções de 6,88 segue distante com mais gordura para queimar. Mantido o rumo atual, tem tudo para ceder. Seguimos de olho na queda dos juros longos.

No front político, seguem articulações por Teto e Previdência. Delação de Odebrecht corre por fora como fator de risco, mas não hoje.

Minuto Extra - Enquanto isso, acolá

O governo chinês afastou o ministro das finanças do país, Lou Jiwei. Ele era tido como um dos mais competentes quadros do partido na área econômica, e é creditada a ele grande influência nos esforços empreendidos pelo atual presidente, Xi Jinping, no rebalanceamento do crescimento econômico do país na direção do consumo.

Esforços esses que parecem um tanto deixados de lado ultimamente, com o país voltando a lançar mão de pacotes de investimento em infraestrutura para sustentar o crescimento econômico…

A substituição de Lou Jiwei vem em meio a uma minirreforma ministerial anunciada pelo governo chinês, meses antes antes do congresso do partido. Menos de um mês atrás, o Partido conferiu ao presidente Xi Jinping o título de “núcleo” — o mesmo atribuído a líderes como Mao Zedong e Deng Xiaoping.

A menos de um ano do congresso do Partido Comunista Chinês, talvez caiba perguntar se Xi não estaria criando condições artificialmente favoráveis no país para se fortalecer politicamente.

Motivo adicional para manter um pouco de ceticismo com China.

A propósito, tem mais China no M5M PRO.

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