M5M_O retorno do Melocoton

Mascote tinha à venda uma versão de pelúcia que, ao ser apertado, fazia o pedido quase irrecusável: "me dá um abraço?”

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M5M_O retorno do Melocoton

0:00 - De volta para o futuro

O Rodolfo, lá de 2031, provocou uma ruptura na estrutura do espaço-tempo para avisar que amanhã é o dia da primeira aula do De volta para o Futuro. Tendo em vista que ainda não descobrimos como voltar ao passado, melhor não perder as oportunidades que o presente oferece e começarão a ser discutidas por lá.

00:10 - Ilan: me dá um abraço?

Quem viveu a infância nos anos 90 (ou, ao contrário, teve que comprar brinquedos para os filhos naqueles tempos) há de lembrar do Melocoton: mascote rosa-choque de um programa de TV infantil, tinha à venda uma versão de pelúcia que, ao ser apertado, fazia o pedido quase irrecusável: “me dá um abraço?” Assim me sinto diante do comunicado do Copom divulgado ontem.

Selic inalterada, como esperado. A mudança na linha de comunicação, entretanto, é tão reconfortante quanto um banho quente após um dia frio. Temos um Comitê que diz a que veio, sem rodeios. Os tempos das parábolas do Mestre dos Magos parecem ter ficado para trás. A principal mensagem é: i) no cenário de referência do Comitê, a inflação de 2017 já está em 4,5% (na meta, e abaixo da projeção de mercado) e ii) os membros do Copom acreditam que as expectativas de mercado assim convergirão, motivadas pelos ajustes em curso no país.

Goldfajn nos estende a mão e faz um convite. “É o seguinte: vou trazer a inflação de 2017 para o centro da meta. Vocês vêm comigo?” Sim, Ilan! as expectativas vão se ajustar.

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01:03 - Começa o treinamento dos futuros Jedis

A mensagem do Copom só veio reforçar o que já vem martelando em nossas cabeças: os juros de longo prazo vão seguir caindo e há oportunidades de ganhar dinheiro com isso. No Palavra do Estrategista de hoje, o Felipe está apresentando em detalhes nosso racional sobre o tema e apontando exatamente qual a melhor escolha para aproveitar esse movimento. Conselho? Corre lá.

Não bastasse isso, temos artigo novo do Paulo Tenani no Palavra. O Yoda do Felipe Miranda debutou nesse espaço com uma verdadeira aula sobre o benefício da diversificação de moedas em um portfólio de investimentos. É o tipo de inteligência que, até pouco tempo atrás, somente as famílias mais ricas do país teriam acesso.

Nosso negócio é esse: levar inteligência financeira de primeira para todo mundo.

02:11 - Conversando a gente se entende

Merkel e May, as Meninas Super Poderosas da Europa, se encontraram ontem. Contrastando com toda a bravata que sucedeu o resultado do referendo do Brexit (em Bruxelas, onde ninguém foi eleito para chegar), o tom foi de cordialidade e firmeza: a chanceler alemã usou de tom conciliador e defendeu que o Reino Unido tenha o tempo e espaço necessários para acertar as condições de sua saída da UE.

A depender de Merkel (que, sejamos sinceros, é quem efetivamente importa…) não haverá barraco no condomínio e roupas voando pela janela. A mudança levará tempo: May continuará tendo uma chave do apartamento (não custa ligar antes de aparecer, de qualquer forma) e buscará seus pertences aos poucos. Não devemos nos surpreender nem mesmo se, dia desses, resolverem aproveitar que ela passou por lá para pedirem uma pizza juntas.

Quando adultos resolvem agir como adultos, tudo fica mais fácil. Sem gritaria, sem dramas, sempre se chega a acordos melhores. Quem apostou no apocalipse se dará mal.

03:05 - Tiro no próprio pé

Leo Strauss cunhou, em 1951, a “reductio ad hitlerum”, falácia argumentativa que consiste em comparar o interlocutor com o vilão mais odiado de todos os tempos. É prática muito comum nas discussões contemporâneas, seja em sua forma original ou trocando o rótulo de nazista por fascista: vocês sabem bem do que estou falando.

Eu não queria mais falar de Turquia, mas não dá: Erdogan decretou estado de emergência por três meses. Com isso, concentra poderes ainda mais para tratorar os opositores – sejam eles reais ou imaginários. Está liberado para suprimir direitos constitucionais e liberdades individuais, bem como criar leis ao largo do parlamento. Não bastasse, o turco atirou contra o próprio pé: em resposta a críticas à concentração de poderes que vem orquestrando, defendeu sua visão de pulso firme se valendo, como exemplo positivo de liderança, de nada menos do que Hitler. Deve ser o primeiro caso de ad hitlerum auto-infligido da História.

Desnecessário dizer que assessores correram, logo em seguida, para dizer que as declarações foram interpretadas fora de contexto né? Por fim, reiterou que as medidas que está adotando respeitam rigorosamente a constituição do país. Que bom: as ações do Terceiro Reich também não violavam as regras do jogo alemão da época, então nada pode dar errado.

Enquanto isso, vozes da equipe econômica reiteram aos mercados que tudo está bem por lá. Alguém sinceramente acredita?

04:07 - Até um chute na bunda impulsiona para a frente

Sem novidades na reunião do Banco Central Europeu. Membros do Conselho mantiveram taxas de juros e recompra de ativos inalteradas. Parte do mercado acreditava que poderia haver sinalização de expansão do programa de recompra. Por ora, deram com os burros n’água.

Os cabeças do BCE parecem, ainda que tardiamente, ter aprendido alguma coisa com os britânicos: preferiram esperar a poeira do Brexit baixar para só então agir – se for o caso.

Talvez haja motivos para se ter esperança de que a partida do Reino Unido será positiva também para a política da UE – ou o que sobrar dela.

Por outro lado… as teses do pessoal que estava todo animadinho com uma enxurrada de estímulos após o resultado do referendo parecem estar se enfraquecendo. E, vale lembrar, foram elas as responsáveis pela euforia do mercado nas últimas semanas.

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