Mercado em 5 meses

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00:07 - A história como farsa

A disparada das ações chinesas por motivo esdrúxulo nos lembra dos riscos de credit crunch.

Nesta quarta, o People’s Bank of China divulgou em seu site um discurso do diretor Zhou Xiaochuan citando a ativação de um link direto entre as Bolsas de Shenzhen e Hong Kong.

Em resposta, o Shenzhen Composite subiu +3,3% durante o pregão.

O problema é que o discurso era de cinco meses atrás, e foi republicado por equívoco técnico.

Ninguém lembrava de já ter ouvido as palavras de Zhou.

E ainda não há nada de concreto sobre o tal link.

01:13 - Estagiário estagirita

Com o mesmo discurso de cinco meses atrás, Levy segue indignado com a pronta ojeriza à CPMF.

Tem dito: “As pessoas na rua talvez nem saibam como funciona o imposto; como podem desgostar mesmo sem conhecer?”.

A cabeça de homo economicus do Levy interpreta que a aceitação de um tributo obedece estritamente a critérios racionais.

Não é o caso.

Ninguém tolera mais impostos, mesmo que sejam impostos desenvolvidos em laboratório pela Nasa, seguindo os padrões mais avançados de eficiência, e cobertos com calda de chocolate suíço.

O homem, enquanto animal político, utiliza a palavra como instrumento para julgar entre o certo e o errado.

Temo não haver tempo hábil, a esta altura do campeonato, para Levy ter lições com Aristóteles.

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02:22 - Discípulos de Tales

Respeitamos as lições aristotélicas, mas preferimos Tales de Mileto.

Lição #1 de Tales: você não precisa (nem conseguirá) antever o futuro para ganhar dinheiro.

Essa é uma abordagem menos arrogante e muito mais efetiva.

Abrimos mão do conhecimento sobre o futuro para focar na assimetria entre perdas & ganhos dada por opcionalidades vantajosas.

Com metodologia aprimorada, nossa Carteira de Opções acertou em cheio seus primeiros dois trades do mês.

Call de Itaú embolsada com lucro de +47,27%.

Call de BM&F Bovespa embolsada com lucro de +52,78%.

Aproveitamos também para abrir hoje o terceiro trade de novembro, mirando novo ganho de dois dígitos.

03:20 - Pague mais, receba menos

Antevendo o futuro, um dos principais fundos de pensão da Petrobras está rodando com déficit da ordem de R$ 10 bilhões.

O resultado das aplicações feitas pela Petros ajuda a explicar esse rombo.

Além do investimento infeliz na própria Petrobras, a gestão apostou em empresas como a Sete Brasil, que tem vendido o almoço para comprar a janta.

O déficit terá de ser quitado em duas vias.

Os contribuintes pagarão mais e os pensionistas receberão menos.

Por essas e outras, eu não troco por nada o direito de montar meu próprio planode aposentadoria.

Nele, Sete Brasil passa longe da porta.

Já BVMF e Cetip têm sido muito bem-vindas.

04:28 - Matematicamente rebaixado

Valor estampa a manchete de que BR Properties espera nova alta de escritórios daqui a três anos.

É sábio apostar as fichas em 2018, pois o 3T15 foi difícil.

Segundo publicado no jornal, “a geração de caixa medida pelo ebitda da empresa caiu 161%, para R$ 301,75 milhões”.

Quiz do Enem para os leitores do M5M:

Depois de cair 161%, quanto o ebitda terá que subir para voltar ao patamar original?

Três anos assim seriam trinta, e então trezentos.

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