Quem é o dono desta alta?

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00:08 - Quem é o dono desta alta?

Ontem dediquei boa parte do M5M para explicar porque, na minha opinião, a trajetória positiva da Bolsa brasileira nos últimos dias está muito mais ligada a eventos externos do que às reais contribuições da nova configuração de governo (Lula/PMDB).

Interessante que as cinco altas acumuladas pelo Ibovespa coincidem com cinco altas seguidas do índice S&P, principal referência das ações norte-americanas.

Interessante também que o movimento positivo lá fora começou justamente com dados ruins do mercado de trabalho dos EUA (fundamento) e sua potencial consequência no atraso da retirada dos estímulos pelo Federal Reserve (fluxo).

Se caímos pelos fundamentos, vamos nos levantar com fluxo?

01:13 - A enxurrada que está inundando os emergentes

Ainda sobre o debate acima, destaco aqui trabalho recente do FMI que aponta justamente como a enxurrada de dinheiro proveniente de um mundo de juros zerados atingiu os emergentes, explodindo o nível de endividamento das empresas desses países:

De acordo com o relatório do FMI, empresas utilizaram este fluxo de recursos relativamente “grátis” para assumir mais dívidas, em termos mais generosos. A dívida corporativa nos mercados emergentes aumentou cinco vezes em uma década até 2014, e agora está em US$ 18 trilhões, ou mais de 70% do PIB desses países.

Se teremos de lidar com um problema de US$ 12 trilhões no balanço dos Bancos Centrais globais pelos programas de injeção de estímulos, temos também um problema na explosão da dívida corporativa dos emergentes.

A diferença entre eles?

O segundo problema, corporativo, está pulverizado. Não representa, necessariamente, risco sistêmico, caso não haja uma questão mais plural de defaults em série.

Por óbvio, não podemos dizer o mesmo do problema dos BCs.

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02:19 - Quem quer ser um milionário?

Em um mundo (não Brasil) de dinheiro fácil e barato, pergunto-lhe…

O que é melhor, como investidor: ter muuuuito dinheiro ou pouco dinheiro para comprar ações?

Imagino a sua resposta. Mas talvez não concorde com ela…

Explico.

Estamos em um momento histórico para comprar a Bolsa brasileira.

Mesmo após cinco (seis?) altas seguidas, o Ibovespa em dólares ainda está mais barato do que o piso atingido na crise de 2008.

Porém, mesmo em ações de maior liquidez os grandes investidores dificilmente conseguem se apropriar na veia de um fundo ou topo como o atual….

… isso pois grandes montantes têm de pagar prêmio na entrada (compra) e desconto na saída (venda) das posições. Caso contrário, eles dificilmente conseguem montar posições relevantes em um mercado em geral pouco líquido, como o brasileiro.

“Aaa, mas ele pode comprar poucas ações, daí o efeito é o mesmo do que para um investidor pequeno…”

… tá, mas o efeito é desprezível em seu patrimônio como um todo.

Portanto, se você ainda for um pequeno investidor, ao invés de reclamar dessa situação, sugiro tirar vantagem.

03:22 - O caixa é realmente rei?

E o que vale mais, controlar uma empresa rentável ou ter caixa aplicado no CDI?

Olhando os preços de muito ativos na bolsa hoje, a resposta é simples e direta: caixa.

Faz sentido?

Tudo bem que o CDI está em 14,25% ao ano, Mas existem muitas empresas que negociam a relações Preço/Lucro abaixo de 7x.

Ou seja: se os lucros ficarem estáveis, você tem um patamar equivalente ao CDI – grosso modo, precisaria do mesmo número de anos para “dobrar” o capital.

04:29 - Exemplo prático

Itaú negocia a 7,4x Preço/Lucro.

Mas o banco rentabiliza seu capital acima de 20% ao ano e cresce mais de 15% a.a. Crescimento assim você não terá em seu fundo DI.

Quer dizer, mesmo com a economia em frangalhos e custos de energia e trabalhistas em alta alguns bravos gladiadores ainda lutam contra as probabilidades e produzem companhias ou modelos de negócio fantásticos.

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