Será que vai dar cídio?

00:08 - Modelo binomial

Felizmente, o primeiro pregão do ano não diz nada, nem traz augúrio algum.

A habilidade do primeiro pregão de prever a performance da Bolsa no ano se equipara à de jogarmos uma moeda.

Prefiro então jogar uma moeda, pois é mais divertido.

Se der cara, tudo fica como está.

Se der barata, tem impeachment.

01:13 - Efeito Samarco

Por enquanto, a moeda brasileira está nas mãos de um apostador chinês.

Bolsas asiáticas fecharam em leve queda após o susto de ontem.

Trata-se, mais uma vez, de uma performance disfarçada.

Shanghai chegou a recuar -3%, e só se recuperou mediante um amplo programa de socorro do Governo chinês.

O Banco Central, por exemplo, injetou US$ 20 bi em fundos.

E reguladores prometeram estender o banimento a operações vendidas.

Quanto mais represamos o problema agora, maiores as chances de romper a barragem num futuro incógnito.

02:25 - Uma boa surpresa

Se o futuro é mesmo incógnito, pode ser para o bem ou para o mal.

Ontem tivemos uma boa surpresa vinda do comércio exterior: saldo comercial de quase US$ 20 bi em 2015 (mercado esperava US$ 15 bi).

O último Focus indica US$ 35 bi para 2016.

Com câmbio entre R$ 4,00 e R$ 5,00, achamos que vem mais. Principalmente pela coragem que as importações exigem a partir de agora.

Mas acalmem-se os ânimos.

Temos saldo positivo em balança comercial, mas a conta corrente brasileira ainda insistirá em sangrar.

03:20 - Investicídio

Nelson Barbosa está feliz com o novo câmbio (certamente, mais feliz do que o Tombini).

Dilma também procura suas felicidades.

A presidente quer anunciar, ainda em janeiro, diversas medidas para que o crescimento seja retomado, mas – veja bem – sem abandonar o ajuste fiscal.

Fico intrigado quando ouço que a solução para o País em 2016 é investimento, investimento, investimento…

O sujeito está com cartão bloqueado, mulher fugiu de casa, dez mensalidades do carro pra pagar, financiamento imobiliário infinito e perdeu o fiado do boteco da esquina… mas está louco para investir.

04:26 - Expandicídio

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lan Goldfajn, do Itaú, definiu perfeitamente o que seria o abandono do ajuste fiscal: “um verdadeiro expandicídio”.

É engraçado, pois a vontade de fazer estímulos à la Terceiro Mandato só vem aumentando.

Em compensação, a capacidade de fazer esses estímulos tornou-se negativa.

Ou seja, expandicídio.

Ao expandir os gastos públicos num contexto como o atual, Dilma decretará seu próprio fim – hipótese devidamente contemplada nas alocações de investimento da Carteira Empiricus.

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