Um dia de cão

Qualquer movimento rumo ao impeachment gera uma corrida aos ativos de risco.

Um dia de cão

00:08 - Finja de morto

Jamais subestime o apelo da Lava-Jato sobre nosso mercado, que se faz de morto até que acorde.

Em que se pese a influência externa, a segunda-feira comemora eventos tipicamente internos.

Delcídio Amaral parece ter acertado delação com a Procuradoria-Geral da República.

E João Santana só não foi preso ainda pois está marquetando na República Dominicana.

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01:09 - Deita e rola

Ambos – Delcídio ou Santana – podem atestar o financiamento ilegal da campanha de Dilma em 2014.

E logo voltaria à tona o impeachment.

Não sou cientista político, nem investigador de polícia.

Sou analista financeiro.

Nesta condição singela, limito-me a apontar o óbvio.

Qualquer mínimo reforço à tese de impeachment promove enorme impacto sobre os ativos de risco nacionais.

Os gringos estão ansiosos por um motivo legítimo para comprar Brasil.

Gimme something to believe.

02:28 - Toma um biscoito

Em entrevista ao Valor, Nelson Barbosa reconheceu que “é importante colocar mais foco sobre o gasto”.

Por definição, a palavra “foco” demanda um trade-off.

Não dá para ter foco em todas as coisas.

Se formos colocar mais foco em um lugar (gasto), devemos tirar de outro (arrecadação).

Assim se compreende melhor a frase do ministro.

Discretamente, Barbosa agora defende – sem necessidade de foco – que o estoque de precatórios depositados no BB e na Caixa seja registrado como resultado primário de 2016.

03:23 - Dá a patinha

Difícil de acreditar…

Este mesmo Governo – pedalando com os precatórios – estaria disposto a congelar salário mínimo para conter gastos?

Estaria disposto a brigar por reforma da previdência?

Parlamentares do PT deixam claro que não vão apoiar uma nova previdência.

E quanto à reforma da presidência?

O upside risk do impeachment de repente aumentou.

Mas calma lá: o downside risk do não-impeachment também aumentou.

04:25 - Vá para a casinha

O medo de Calote volta ao imaginário popular, ao mesmo tempo em que a Virada de Mão se fortalece.

Essas duas teses são contraditórias ou conciliáveis?

Felipe hoje escreveu um texto bastante elucidativo, relacionando a tese da Virada de Mão com o Calote.

Com direito a citar Clarice Lispector:

“Sou como você me vê. Posso ser leve como uma brisa ou forte como uma ventania. Depende de quando e como você me vê passar.”

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