O fundo para você que não quer sair do banco

Se você sua ao pensar em corretora ou prefere deixar uma parte do seu dinheiro dormir no banco, saiba que há uma discrepância significativa entre os melhores e piores produtos, mesmo no segmento de alta renda

O fundo para você que não quer sair do banco

Na primeira vez em que minha mãe me levou à roda-gigante, eu tinha uns cinco anos. Meu irmão jogava as mãos para cima, minha irmã se deliciava com um algodão doce e eu gritava desesperadamente a ponto de ser ouvida do outro lado da cidade (que ficava logo ali, como em qualquer interior mineiro). Minha mãe quase enfartou. Achou que eu ia saltar do colo dela.

Alguns anos depois eu encarava uma montanha-russa, na Disney – década de 90, um real virava um dólar, aquela alegria transformada em pânico ao primeiro looping. Saí branca. Aquele equipamento poderia perfeitamente integrar a coleção de um museu de tortura medieval.

Aceitei meu medo. Ainda tento desafiá-lo quando o objetivo justifica – topo subir um teleférico para ver as maravilhas do Rio, por exemplo. De olhos fechados, obviamente. Montanha-russa, roda-gigante, bungee jumping e instrumentos do tipo, não, muito obrigada.

Assim como gosto que respeitem meu medo, quero respeitar o seu também. Se você sua frio ao pensar em sair do banco, não tem problema. Quero, entretanto, que você esteja bem lá também, pagando a menor taxa de administração possível e obtendo, assim, o melhor retorno.

O mesmo vale para você que tem investimentos sofisticados para além da porta giratória. Para o dinheiro que acaba dormindo no banco, pode haver um destino melhor. Há uma discrepância significativa entre os melhores e piores produtos, mesmo no segmento de alta renda.

E se no mundo só houvesse bancos? Qual seria o melhor fundo para eu investir meu dinheiro? – foi o desafio sobre o qual me debrucei.

Começamos por um pente fino nos fundos DI. O próximo passo será avaliar os multimercados e fundos de ações (já temos um exemplar em análise logo abaixo). Quer ter acesso a esse conteúdo? Clique no banco em que seu dinheiro está: Banco do Brasil, Bradesco, Caixa, Itaú ou Santander.

Está tudo bem, você não precisa subir na roda-gigante.

Cresce dentro da Kinea, gestora que tem o Itaú como sócio, um simpático multimercado que atende pelo nome de Chronos. Está sob as lupas de nossa análise.

Agora, sim, o potencial da gestora, sob Marco Freire, tem sido aproveitado. Não há dúvida de que a Kinea tem uma excelente equipe. O problema, até então, era a cultura de evitar oferecer ao investidor de varejo produtos que pudessem sacudir no curto prazo, no indesejável estilo trancar a criança em casa em vez de ensiná-la a atravessar a rua.

Como diria Nassim Taleb, seja tão hiperconservador e tão hiperagressivo quanto puder. Na parcela em que pagamos taxa de 2 por cento ao ano mais 20 por cento de performance, o único caminho é ser hiperagressivo. Ou ficar de fora.

No Chronos, nutrido sem muito alarde pela Kinea desde 2015, a volatilidade fica por volta de 5 por cento ao ano. Já é um belo passeio na praça ao fim da tarde. Desde sua criação, o fundo rende 145,7 por cento do CDI, referencial para aplicações conservadoras. Sacode sim, e assim dá retorno.

O fundo ganhou com o ciclo de corte dos juros, mas também obteve boa parte dos rendimentos – o que é raro nos multimercados brasileiros – com uma seleção de 70 ações. Dentre os acertos recentes está Magazine Luiza, que Marco diz ser “a Amazon brasileira”.

Taleb aprovaria não somente o fato de a Kinea ter cedido ao risco, como também a preocupação do gestor com proteções. Agora, por exemplo, uma posição importante do Chronos é comprada em volatilidade, com o entendimento de que os mercados internacionais não devem durar tanto tempo na pasmaceira atual.

Vivemos um momento de baixa volatilidade global. Dúvida: o que vai acontecer quando a impressão de dinheiro a rodo dos anos que se seguiram à crise internacional mudar de sinal? Há quem preveja um estresse. Há quem ache que tudo ficará bem. Na dúvida, é melhor se proteger.

O fato é que o filhote cresceu, e a Kinea prepara-se para distribuí-lo não somente no Itaú – no private banking e sob a placa Personnalité – mas também em distribuidores online. O Chronos está entre os fundos oferecidos pelos bancos que já está em nossa análise. Tenha acesso a esse estudo no relatório Os Melhores Fundos de Investimento.

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Aviso do dia

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Um abraço,
Luciana Seabra

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