Blinde-se!

É hora de você saber mais sobre isso

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Blinde-se!

Caro leitor,

Sentimos um aumento do número de perguntas relacionadas com endividamento em nossas redes sociais, o que nos pareceu perfeitamente normal, já que apenas confirma o que os jornais já vêm mostrando. É parte do trágico retrato do momento econômico do nosso país, infelizmente.

Enquanto grandes empresários, políticos e seus amigos se ajudam, a maior parte da população brasileira continua suando para pagar seus impostos e suas contas. E faz isso em um ambiente nada acolhedor. Pelo contrário, o ambiente é inóspito, com inflação superior a 10% ao ano, o que torna a tarefa do trabalhador honesto ainda mais árdua.

Nosso trabalho aqui na Empiricus (lembrando que o Criando Riqueza é a área de finanças pessoais da empresa) não poderia ser mais importante neste momento. Por que estou dizendo isso? Vou falar exatamente o que eu digo aos meus amigos que perguntam “o que vocês fazem, exatamente”?

Orientamos as pessoas a cuidarem de suas finanças e construírem um patrimônio, com segurança, sem se tornar refém do banco ou de qualquer outra instituição.

Fazemos relatórios, newsletters, cursos e o que mais julgamos ser útil. De tempos em tempos, convidamos os leitores a participar de um projeto especial, liderado pelo Felipe Miranda, nosso estrategista-chefe. E agora é a hora de você saber mais sobre isso. Hoje é o último dia para que nossos leitores manifestem seu interesse em saber detalhes do projeto, batizado de Legado Empiricus (clique aqui).

Apenas quem clicar para entrar na lista receberá informações sobre o projeto. Não enviaremos a todos para não ocuparmos a caixa de e-mail de quem não tem interesse.

No fundo, o que queremos que nossos leitores sejam financeiramente independentes e bem resolvidos, para que tenham tranquilidade em qualquer momento da economia. Não só quando tudo vai bem, mas principalmente quando o momento exige um cuidado maior.

Vejo a situação brasileira hoje e muitas vezes acabo comparando com o momento que vivemos há 6 anos. Não sei se você também tem esse costume…. Mas você se lembra de 2010?

A Economist tinha soltado aquela capa “Brazil takes off”, com o Cristo Redentor decolando, em novembro do ano anterior, e o mundo inteiro olhava para nós. Eu trabalhava como repórter de economia e me lembro bem de ir a pelo menos um evento por semana, em São Paulo, sobre oportunidades de investimento no Brasil. A plateia sempre cheia de gringos, dos mais diversos países. As previsões para o Brasil em 2016 eram as melhores possíveis.

E cá estamos: aquelas projeções de seis anos atrás estão muito mais distantes do que eu poderia imaginar do que temos hoje como realidade. Parte dessa realidade, entre tantas jabuticabas financeiras, inclui justamente o aumento do nível de endividamento das famílias.

Aqui no escritório, comentamos bastante sobre as últimas notícias de aumentos dos saques da poupança, por exemplo… Por um lado, pensamos: que bom que as pessoas estão cuidando melhor de seu dinheiro e investindo em opções melhores. Talvez muitas dessas pessoas sejam os nossos leitores, que seguem as nossas orientações.

Por outro lado, ficamos preocupados, sabendo que parte do dinheiro sacado não tem como destino os investimentos, mas sim as dívidas. Quero dizer, ainda pior: os altíssimos juros de muitas dessas dívidas. Esse é o pior fim que alguém pode dar ao seu dinheiro.

Podemos gastar, investir ou pagar dívidas. Quando investimos, estamos deixando de comprar. Mas nosso dinheiro vai trabalhar por nós, ao nosso lado, crescendo rapidamente com rentabilidade da aplicação. Quem sabe fazer as melhores escolhas de investimentos certamente conseguirá um resultado muito melhor.

E quando compramos, estamos deixando de investir. Ou seja, vamos trabalhar sozinhos para aumentar nosso dinheiro, sem a ajuda do retorno dos investimentos. Quando nos endividamos, vamos trabalhar, sozinhos, apenas para tentar compensar as perdas que temos com os juros das dívidas.
A conclusão mais imediata e óbvia é: não façamos dívidas ruins. “Ok, mas agora já é tarde”, você poderia me dizer. Se esse é o seu caso, peço que leia o texto da Bruna Bessi, um pouco mais abaixo. Convidei nossa editora de redes sociais para escrever hoje sobre esse tema.

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O quinto pilar

Agora, se este não é o seu caso, comece a aproveitar as oportunidades – indicadas por nossa equipe – para conseguir multiplicar seu patrimônio e cadastre-se agora na lista do projeto do Felipe (caso ainda não tenha feito isso).

Estou falando do quinto pilar do Método CR para uma vida financeira saudável: oportunidades financeiras. Os quatro primeiros, dos quais temos falado nos últimos meses, são: disciplina financeira, rotina financeira, endividamento saudável e colchão de liquidez.

No conteúdo exclusivo de assinantes de hoje falamos um pouco mais sobre uma oportunidade. A Beatriz Cutait, nova editora do Criando Riqueza, esclarece as principais dúvidas que recebemos por e-mail sobre o investimento no Tesouro Direto. Clique aqui para ter acesso imediato.

Entre as boas alternativas de investimento em renda fixa, hoje podemos ter retornos líquidos superiores a 14% ao ano com os títulos IPCA+. Atualmente, nossos analistas sugerem que os investidores se posicionem nos títulos com vencimentos mais próximos (“curtos”, no jargão do mercado).

Em ações, há algumas poucas e boas empresas negociadas a preço de banana, como explica melhor o analista Bruce Barbosa neste texto.

E, para citar um outro exemplo, ainda é possível ganhar dinheiro com o dólar. No relatório mensal “Você Investidor” de fevereiro, que publicaremos na semana que vem, nossos analistas ensinam como aliar uma estratégia de investimento em dólares e ações. Clique aqui para ter acesso aos relatórios da série.

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Como pagar minhas dívidas, se não tenho dinheiro?

Aqui é a Bruna Bessi, editora responsável pelas redes sociais do Criando Riqueza (Facebook, Twitter e Youtube). Começo esta texto falando sobre um problema sobre o qual muitos comentam em nossas redes: como posso sair das dívidas se não tenho dinheiro para pagá-las?

O desespero com a situação financeira é tanto que a maioria dos endividados não vê saída alguma para o problema. Mas calma, definitivamente tenha calma.

Conversei com especialistas e eles foram unânimes em afirmar que o primeiro passo de um endividado deve ser compreender o tamanho do problema. Por isso, é importante escrever os débitos em uma lista (e não estamos falamos somente dos mais representativos, ok?) e identificar o que precisa ser pago com mais urgência.

Lembre-se de que a necessidade do pagamento deve ser medida conforme a incidência de juros. Isso significa que as dívidas com o cheque especial e o cartão de crédito provavelmente estarão no começo da fila.

Mas como pagar se não tenho dinheiro? Essa é uma questão difícil, mas não impossível de ser respondida. O recomendado pelos especialistas é renegociar ou até mesmo trocar um débito por outro com juros menores. Outra possibilidade é pensar em conseguir renda extra, afinal, muitas atividades que gostamos podem ser rentabilizadas, certo?

Você viu algumas opções de viabilizar atividades de renda extra na newsletter do André Zara que enviamos na sexta-feira: Criando negócios com pouca grana.

Renegociando

Quando renegociamos uma dívida, congelamos os juros e parcelamos o restante. À princípio é um alívio, no entanto, se o acordo não estiver dentro do seu orçamento, de nada vai adiantar.

Afirmo isso porque muita gente quer apenas limpar o nome e os bancos fazem os acordos simplesmente para movimentar as filas de renegociação e conseguir a receita dos primeiros pagamentos.

O problema é que o índice de inadimplência das renegociações chega a ser três vezes maior do que o do contrato original. Desse modo, é essencial estudar bem o acordo.

Mas qual é o momento certo para renegociar? Essa é outra pergunta frequente dos leitores. E os especialistas afirmam que o importante não é ter pressa, mas acertar na negociação.

Vasculhamos as entranhas da Bolsa e identificamos 11 oportunidades raras para você ganhar dinheiro em 2016

Mas atenção: não mais que 11! Não nos responsabilizamos pela escolha de outros papéis neste momento.

Saiba mais

 

Trocando a dívida

Outra saída para os endividados é trocar uma dívida com muitos juros por outra menos agressiva. E o crédito consignado é, muitas vezes, a opção mais procurada.

Os juros dessa modalidade, na qual o empréstimo é descontado diretamente na folha de pagamento, costumam ser mais baixos do que os do cartão de crédito, por exemplo, ao variar entre 2,20% a 3% ao mês. As taxas são ainda menores para aposentados e funcionários públicos.

O problema é que os bancos tiram vantagens do consignado com as renovações, oferecendo inclusive um dinheiro extra na hora do acordo. E aí que está o perigo. O novo empréstimo será usado para amortizar a dívida anterior, e apenas o que restar irá para a conta. Mas muita gente não percebe a jogada e aumenta o nível de endividamento. Por isso, cuidado! Leia atentamente o contrato antes de assinar o novo empréstimo.

E lembre-se sempre que o crédito consignado não deve ser visto como uma forma de obter dinheiro extra para consumir mais e, assim, assumir novas dívidas. Se você não tem dinheiro para fazer uma compra, você não deve pegar dinheiro emprestado para isso.

Reflita e mude

Sair das dívidas é também uma questão psicológica e isso deve ser levado em conta. “De nada adianta acabar com as dívidas se você não mudar os seus hábitos. Continuar com a mesma postura significa voltar às dívidas alguns meses depois”, diz José Vignoli, que é educador financeiro do SPC Brasil (Serviço de Proteção ao Crédito).

Então, o melhor é refletir: Por que estou endividado? Por que uso o rotativo do cartão com tanta frequência? Será mesmo que preciso de tudo o que compro?

Ele nos lembra que, muitas vezes, o problema de quem se endivida é não suportar a ideia de ficar sem dinheiro. E o limite do cheque especial acaba sendo o mais usado.

Deixar as dívidas significa mudar de postura e adequar o estilo de vida para o que é possível bancar.

De nada adianta ter vários cartões se não houver recursos disponíveis para pagá-los. Lembre-se que os juros do cartão de crédito – que podem superar os 300% ao ano – são os principais vilões do endividamento, como nos diz Mark Ford em suas orientações para endividados no programa “Dívidas e Crédito” do WBC Brasil.

Planejamento já!

Quem está endividado deve mais do que nunca atualizar a planilha de controle de gastos. E sei que muita gente foge desse passo, mas acredite, é fundamental. Essa é a regra número 1 do segundo pilar do Método CR para uma financeira saudável.

Trago aqui como inspiração a história da leitora Eliana Rosa Sanches, que passou por um período de descontrole financeiro, mas conseguiu virar o jogo.

“Antes do casamento sempre fui uma pessoa extremamente controlada. Monitorava os gastos e fazia diversos investimentos no banco. Mas após casar e ter minha primeira filha, parece que desaprendi tudo. Gastava todo o salário no cartão de crédito e perdi o controle das finanças”, contou-nos a analista de sistemas.

Quando a situação ficou insustentável, resolveu mudar de vida. Eliana percebeu que estava endividada por que comprava itens desnecessários e roupas em excesso para as filhas.

Olhando a planilha com atenção viu ainda que as compras parceladas, feitas para aproveitar “boas oportunidades”, acabavam se transformando em um montante representativo no final do mês.

A decisão foi frear bruscamente o consumo, pagar as dívidas e reorganizar os investimentos. Usou parte do dinheiro da previdência para quitar os débitos e aplicou o restante no Tesouro Direto, além de manter outras aplicações e o CDB que já tinha.

A história do Mark Ford, que talvez você já conheça, é parecida. Aos trinta e poucos anos, ele estava endividado e tinha dois filhos para criar. Aos 35 chegou ao seu primeiro milhão. Hoje, tem mais de US$ 80 milhões.

Por hoje é só. Caso queira ler os textos anteriores do Mark, colocamos alguns em nosso site.

 

Espero que tenham gostado do texto da Bruna! Se tiverem mais dúvidas sobre o tema, enviem para ela: bruna.bessi@criandoriqueza.com.br

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Um abraço,

Olivia Alonso

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