Responda-me se for capaz

Conheça as seis perguntas fundamentais para se fazer antes de começar a investir.

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Responda-me se for capaz

Um dos primeiros aprendizados que todo aspirante a jornalista tem na faculdade responde pelo nome de lide, do inglês lead (que significa conduzir). O lide é uma técnica para se estabelecer um primeiro contato com o leitor, sintetizando as principais informações de um texto logo nos primeiros parágrafos.

A ideia é responder a perguntas básicas — o quê, quem, quando, como, onde e por quê — para garantir a introdução do leitor na notícia em questão e prender sua atenção logo na abertura de uma reportagem.

Simples e objetivo, mas extremamente burocrático em parte dos casos.

É claro que aqui na Empiricus também queremos capturar seu interesse em todos os conteúdos produzidos, mas não somos uma empresa jornalística e não temos uma estrutura de lide a seguir. Pensamos o texto de uma forma diferente. E a jornalista aqui agradece!

Cada analista tem um estilo próprio de escrever e conduzir seus assinantes até as recomendações, nossa “joia da coroa”.

Nosso principal objetivo é dar excelentes indicações de investimento, que possam ser compreendidas por todos. Ponto. A ideia é não dar espaço para o “financês” tão comum do mercado financeiro, com uma sofisticação que só afasta os pequenos investidores desse universo.

Por isso, toda vez que indicamos a compra ou a venda de determinado ativo, tão importante quanto o produto em si é a explicação da nossa tese de investimento, com as razões da escolha, o potencial de ganho e os riscos associados.

Sei que há quem se irrite com textos longos, mas temos a tecnologia a nosso favor até nessa hora. Cansou de ler? Arraste o mouse e vá diretamente para as indicações, por sua conta e risco.

Felizmente, a grande maioria dos assinantes quer entender as justificativas por trás de cada “call” e nos faz perguntas para lá de pertinentes nas monitorias.

Mesmo não utilizando mais a estrutura do lide para escrever meus textos, reconheço que as tais seis perguntinhas sempre me ajudaram a pensar no que meu leitor precisava saber toda vez que escrevia uma nova reportagem.

Por isso, gostaria de te mostrar hoje como essas mesmas perguntas podem servir de ponto de partida para suas decisões na hora de investir. Explico.

Embora as nossas publicações sejam voltadas para o público pessoa física, isto é, para gente como você e eu, nem todas as recomendações se encaixam em seu perfil ou cabem no seu bolso. Já falei uma vez sobre isso na newsletter Querer é poder? e sempre bato nesta tecla: selecione aplicações que se alinhem aos seus objetivos.

Dessa forma, a partir de agora, quero que você preste atenção em uma regra fundamental para tomar decisões: o lide do investidor.

Toda vez que estiver em dúvida sobre se deve ou não comprar determinado ativo, lembre-se das seis perguntinhas mencionadas. A diferença está apenas na ordem das questões.

Comece questionando sua finalidade.
Por que você quer investir? Qual é o seu objetivo com o retorno da aplicação? Obter uma renda extra para a aposentadoria? Juntar dinheiro para viajar no ano que vem? Ou comprar uma casa em dez anos?

Não há razão para comprar um papel do tipo Tesouro IPCA+ com vencimento em 2035 se você vai precisar do dinheiro em cerca de três anos, por exemplo. Case os investimentos com suas necessidades.

Em seguida, analise se o ativo é realmente indicado para você.
Como investir? Qual é a aplicação mínima? Ela cabe no seu bolso?

Quem pode comprar o ativo: qualquer investidor, apenas aqueles qualificados (com mais de 1 milhão de reais em aplicações financeiras) ou só os chamados profissionais (com mais de 10 milhões de reais investidos)?

De que adianta ficar desesperado atrás de fundos que exigem aplicações mínimas altas, tendo ao seu alcance tantas recomendações boas e acessíveis da nossa equipe de análise de fundos?

Da mesma forma, em meio à popularidade das moedas digitais, tem muita gente achando que o momento de investir já passou e que ficou caro demais para entrar. Mas você sabia que dá para comprar as moedas em frações?

Dessa forma, ainda que um bitcoin custe 17 mil reais, por exemplo, você poderia investir apenas 170 reais, como me contou o pessoal do Exponential Coins. A equipe acompanha o desempenho das moedas, com recomendações que compõem uma parte do portfólio voltada a risco.

O terceiro passo é medir seu nível de paciência. Quanto maior for seu colchão de liquidez, menos líquido poderá ser o ativo em questão.

Quando você poderá resgatar o dinheiro aplicado? Qual é a liquidez do ativo (um dia, 30 dias, dois meses…)? Ela está adequada ao objetivo estabelecido na primeira pergunta?

Estamos quase lá… Está faltando definir a via do investimento. De que adianta escolher uma corretora barata se ela tiver pouquíssimos produtos interessantes?

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Onde comprar o ativo? O produto está disponível em sua corretora ou em seu banco? Cabe aqui analisar as possíveis diferenças de custos.

Por fim, no último lugar desse checklist, está a verdadeira indicação. Ela é menos importante que as demais prioridades? Lógico que não! Mas não basta saber o que comprar. É preciso ter um perfil 100% adequado ao produto antes da decisão em si.

O que comprar? Finalmente chegamos à seleção do investimento. Vai de renda fixa ou de renda variável?

Chega de perguntas. Está na hora de investir!

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