Como dominar o dragão da inflação

Aprenda a analisar o retorno de seus investimentos de olho na trajetória da inflação e saiba quais aplicações oferecem proteção

Como dominar o dragão da inflação

Caro leitor,

Muito tem se falado sobre indexação. Superação do teto da meta. Cesta de preços. Prévias, estimativas, projeções oficiais, não oficiais. Reajustes. Proteção. Inflação!

Não tem jeito, a discussão sobre INFLAÇÃO — e suas consequências na economia — não deixa o noticiário brasileiro, principalmente com o País às voltas com uma crise econômica de graves (e não inteiramente conhecidas) proporções.

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Mesmo sentindo a inflação pesando no bolso e forçando você a poupar mais e a pesquisar muito antes de fazer qualquer compra, você sabe o que está por trás desse conceito? Sabe como a inflação é calculada? Por que é importante investir em ativos que protejam seu patrimônio do aumento dos preços?

Sabemos que as dúvidas vão longe, e tratamos de parte delas no curso Investimentos para Leigos – Começando do Zero.

Mas vamos aproveitar esta newsletter para mostrar de uma vez por todas que é preciso unir o conhecimento sobre inflação aos investimentos.

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Back to Basics

A taxa de inflação é a variação percentual de custo em um período em relação a outro.

De maneira simplificada, a existência de inflação mostra a diminuição do poder de compra do seu dinheiro. Se há inflação, seu dinheiro vale menos.

No ano passado, a inflação medida pelo IPCA, o índice oficial do Brasil, chegou aos “assustadores” dois dígitos, ao ficar em 10,67%.

Se seu salário teve um reajuste de apenas 8%, por exemplo, você perdeu dinheiro, isto é, seu aumento não foi suficiente para acompanhar a alta dos preços dos produtos e serviços.

E a mesma lógica vale para os investimentos. Não adianta pensar que sua alocação de recursos foi boa simplesmente porque você conseguiu aumentar o patrimônio. É preciso, antes de tudo, superar a inflação.

Muitos leitores nos perguntam por que dizemos que deixar o dinheiro na poupança tem significado perder dinheiro nos últimos tempos. Ora, se a inflação sobe mais do que o rendimento da poupança — o de 2015 —, você não teve um ganho real. Ganho real?

Nominal x real

Para analisar sua carteira de investimentos, é fundamental analisar sempre os rendimentos nominal e real de suas aplicações.

O rendimento nominal é o resultado bruto de uma aplicação em determinado período, sem levar em conta a inflação.

Já o rendimento real desconta as perdas com a inflação, ou seja, ele mostra o resultado efetivo de seu investimento, se de fato houve lucro na aplicação.

E como calcular o retorno real?

Sei que este é o instinto natural, mas aviso: não adianta simplesmente subtrair a inflação do rendimento da aplicação, ou seja: 8,07% (variação da poupança em 2015) – 10,67% (variação do IPCA em 2015).

Mas fique calmo, o cálculo para descobrir a taxa de juro real é simples.

Apliquemos a fórmula para descobrir o rendimento real da poupança no ano passado.

Rentabilidade real da poupança em 2015 = [(0,0807 + 1) / (0,1067 + 1)] – 1

Rentabilidade real da poupança em 2015 = [1,0807/1,1067] – 1

Rentabilidade real da poupança em 2015 = -0,023, ou -2,3%

Logo, a poupança registrou perda real de 2,3% no ano passado, o que ilustra o motivo de nossa recomendação para buscar aplicações mais vantajosas.

Em busca de proteção

Não adianta ficar resmungando que a inflação está alta e prejudicando suas aplicações. Há investimentos que garantem a reposição dos custos, ou seja, nos quais você consegue garantir a correção pela inflação.

Existem, no mercado brasileiro, algumas opções de investimentos cujos rendimentos acompanham parcialmente a variação de índices de inflação, como alguns CDBs, LCIs, fundos de investimento, debêntures e títulos públicos.

Mesmo na renda variável é possível procurar certa correlação entre o retorno das aplicações e a inflação. Ainda que os preços das ações estejam sujeitos a uma série de fatores e que não haja garantia de determinado retorno, há empresas com modelos de negócio que capturam o efeito da trajetória da inflação em suas receitas. É o caso de companhias reguladas e de concessionárias de serviços públicos, com cláusulas de reajustes anuais das tarifas em seus contratos.

A situação também se aplica aos fundos imobiliários, por conta do reajuste dos preços dos aluguéis de imóveis por índices de inflação, mas, novamente, esses são ativos sujeitos a diversos fatores que, assim, como ocorre com as ações, influenciam os preços das cotas negociadas em bolsa.

Nem mesmo a Renda Fixa está protegida.

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A referência

Mesmo com esse leque amplo de opções, são os títulos públicos, mais especificamente o Tesouro IPCA+ (NTN-B Principal) e o Tesouro IPCA+ com Juros Semestrais (NTN-B), as principais referências no Brasil para se proteger da inflação.

A rentabilidade desses papéis funciona da seguinte forma: uma parte é composta por uma taxa predefinida no momento da compra do título, e a outra fatia corresponde à variação do IPCA. Isso significa dizer que, se você carregar o título público até o vencimento, vai acompanhar a variação dos preços ao longo do período. Não fará diferença para seu portfólio se o IPCA disparar, porque você terá travado esse acompanhamento da inflação.

Melhora recente

Nos últimos dois meses, a inflação surpreendeu positivamente os economistas, ao desacelerar e ficar abaixo do previsto. Em fevereiro, o IPCA subiu 0,90% e, em março, a alta foi de 0,43%. Mas o que muda no cenário em termos de oportunidades?

Conversamos com o estrategista-chefe da Empiricus, Felipe Miranda, para saber sua avaliação.

O IPCA ficou abaixo do esperado em fevereiro e em março. Como fica sua perspectiva para os juros agora, e o que isso deve mudar em termos de alocação de recursos na Carteira Empiricus?

Felipe: Eu entendo que seja uma sinalização a mais em prol da possibilidade de cortes da Selic — não instantaneamente, pois a inflação segue pressionada, sobretudo por uma política fiscal reconhecidamente expansionista, e o próprio Banco Central descarta afrouxamento monetário iminente. Ainda assim, parece estar clara a direção futura do juro básico, que é para baixo. Estimo um aperto monetário entre 150 e 200 pontos-base neste ano, começando no início do segundo semestre. Ninguém consegue — além de em um mero chute — precisar exatamente quando e quanto. Estamos dependentes da evolução do cenário. O futuro é e sempre será opaco.

A Carteira Empiricus já está muito posicionada para a queda do juro e, portanto, não muda muita coisa, pois já vínhamos antecipando esse diagnóstico. Seguimos identificando espaço para valorização dos títulos prefixados e, principalmente, dos atrelados à inflação.

Qual a sua expectativa para a inflação?

Felipe: Eu não faço previsões. Acho que a inflação começa a cair mais fortemente agora, mas está muito dependente do dólar, que, por sua vez, está muito dependente do impeachment. De todo modo, acho que a inflação será persistentemente alta, enquanto não endereçarmos a questão fiscal. A inflação, antes mesmo de ser um fenômeno monetário — conforme dizia Friedman —, é um fenômeno fiscal, como definiu Sargent.

Qual seria o impacto de um início de ciclo de queda dos juros sobre o câmbio e, consequentemente, sobre as aplicações atreladas ao dólar?

Felipe: Pode ter algum impacto, mas marginal. Neste momento, quem guia o dólar é o impeachment e as discussões em torno do timing da retomada do processo de aperto monetário nos EUA.

A renda fixa continua de longe com a preferência da Empiricus, com peso de 65,5% em sua Carteira. E os títulos indexados à inflação detêm a maior participação nessa categoria (renda fixa), com representação total de 60%.

Mas, com toda volatilidade que a atual movimentação política está gerando nos preços dos ativos, fique atento a novas oportunidades e a eventuais mudanças em seu portfólio.

Boa sorte!

 

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Um abraço,

Beatriz Cutait

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