Como podem ficar os impostos para renda fixa

MP 694, que propõe o aumento de tributos, deve ser votada no primeiro trimestre

Como podem ficar os impostos para renda fixa

Caro leitor,

Estamos rodeados de más notícias no país, é verdade. Principalmente nestes momentos precisamos estar atentos às nossas finanças pessoais. Tanto para evitar perdas, como para identificar oportunidades.

Uma notícia ruim recente foi a Medida Provisória 694, que propõe o aumento de impostos para renda fixa.

Mesmo com a mudança da tributação, nossos analistas e consultores continuam vendo os títulos do Tesouro Direto como uma boa opção para começar a poupar.

Logo abaixo, você pode ver como poderá ficar a tributação dos diferentes tipos de aplicação caso seja aprovado o último texto da  MP 694, que deve ser votada neste ano.

Como podem ficar os impostos para renda fixa

Para os investimentos pós-fixados atrasados ao CDI ou à Selic, a tabela atualmente vigente é:

Caso a MP 694 seja aprovada, ficará assim:

Essa seria a tabela válida para os CDBs que pagam um percentual do CDI e também para os títulos Tesouro Selic.

Se o resgate for feito antes do vencimento da aplicação, a princípio a ideia é que o imposto seja de 25% independentemente do período aplicado.

Veja mais detalhes nesta matéria de O Financista:

Renda fixa: MP eleva para até 25% alíquota de imposto de renda

Para os investimentos atrelados ao IPCA e prefixados, a tabela atualmente vigente é a mesma atualmente vigente no caso acima, variando de 22,5% ao ano a 15% ao ano.

Caso a MP 694 seja aprovada, ficará assim:

Como ficam as LCIs e LCAs?

Hoje as LCIs e LCAs são isentas de imposto de renda. O texto da MP propõe que as LCAs tenham sempre imposto de 10%, independentemente do indexador e do prazo.

Para as LCI, a proposta é de que a tabela seja a mesma dos pós-fixados atrelados à Selic e ao CDI sempre que a LCI tiver sua remuneração atrelada ao CDI:

Quando a remuneração tiver outro indexador ou for prefixada, a tabela proposta é:

No caso das aplicações que atualmente são isentas de imposto, o texto diz que os rendimentos dos ativos emitidos nos anos de 2016 e 2017 seriam taxados em apenas 50% das taxas propostas.

Ou seja, os impostos vão variar de 11,25% a 7,5% no caso das LCIs indexadas à Selic e de 8,75% a 5% no caso das que tiverem outro tipo de indexador ou forem prefixadas.

Para as LCAs, o imposto será de 5% sobre os ganhos para os ativos emitidos em 2016 ou 2017.

Um abraço,

Olivia Alonso

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