Corretora morde?

Confira cinco diferenças essenciais entre bancos e corretoras independentes para deixar de adiar o inevitável

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Corretora morde?

Eu realmente não acho que a missão da Empiricus seja a de transformar não-investidores em investidores. Falamos principalmente com as pessoas que já tomaram a decisão de investir, e agora querem investir de uma forma diferente, mais inteligente e eficaz, menos refém dos bancos.

Você precisa viver a experiência, permitir-se, de fato, sentir aquilo, em vez de pensar em como se sentiria — as coisas são muito diferentes. Nada de backtesting, exercícios de simulação, Folhainvest. Nada de achar que “bolsa, fundos imobiliários, opções, ações no exterior, criptomoedas não são pra mim”, antes de verificar, na prática, se são ou não para você.

Passei a semana passada inteira pensando nos trechos acima, escritos pelo Rodolfo, no Grana Preta, e pelo Felipe, no Day One. As palavras dos dois mexeram comigo e me fizeram refletir (ainda mais) sobre meu papel aqui na Empiricus.

Será que você tem lido o que escrevo e aplicado no seu dia a dia? Será que você tem procurado repensar sua relação com as finanças e com os investimentos? Afinal, quem é você e o que espera da gente?

Admito que até gostaria de manter certa ingenuidade e pensar que sempre escrevo para um público para lá de diversificado, repleto de homens e mulheres ávidos para investir, meramente desinformados.

Mas reconheço que o Rodolfo escolheu as palavras certas para mostrar que nosso diálogo se dá muito mais com quem já investe do que com quem diz querer investir um dia, talvez.

Pensando nesses leitores, que já romperam a linha da inércia, acredito que ainda há MUITO trabalho a ser feito. E que é preciso melhorar.

Por isso, quero aproveitar a deixa para discutir uma questão embrionária na vida de qualquer investidor, mas que, ainda hoje, é um problema: a escolha de uma boa instituição financeira por onde investir.

Experiências ruins, aconselhamentos lamentáveis, sistemas operacionais complexos e custos ultrassalgados estão entre as razões que levam muita gente a desistir da Bolsa e de produtos que vão além do CDB na renda fixa. Uma má experiência pode gerar resultados praticamente irreversíveis para o investidor.

A seleção de uma boa corretora é fundamental para você investir bem. E incorporar essa experiência à sua rotina, sem qualquer tipo de trauma nem dificuldade.

Como sou paga para dar minha opinião, vou direto ao ponto: está mais do que na hora de deixar de investir por meio de seu banco e procurar uma boa corretora independente.

Estou absolutamente ciente de que, em pleno 2017, essa mudança ainda é um tabu para muita gente. Vocês mesmos me relataram, por e-mail ou via Twitter, o que tanto continua a pesar contra as corretoras — embora eu considere as explicações pouco convincentes…

Medo, comodidade/praticidade, desconhecimento, preguiça, falta de transparência, acesso restrito ao mundo virtual, cultura, pouca informação, apego à figura de um gerente. Escolha o seu motivo.

O fato é que muita gente já investe, mas investe mal, seja por uma dessas razões ou por outra desculpa qualquer.

Um seguidor no Twitter me escreveu:

Como alguém se sente seguro em investir em uma instituição da qual pouco ou nunca ouviu falar? É o dinheiro poupado, suado, não pode ser colocado num lugar do qual nunca se ouviu falar.

Minha resposta a ele e a quem mais interessar é: vamos conhecer as instituições, então, para deixar de adiar o inevitável.

Como o tema é extenso, hoje quero tratar da essência do negócio.

Afinal, quais são as grandes diferenças entre as corretoras de bancos e as independentes?

Diversidade, quem tem? Corretoras independentes contam com maior quantidade e diversidade de produtos, já que os bancos querem vender os seus próprios ativos, e não promover os de terceiros. Numa corretora, quanto melhor a oferta disponível em sua plataforma, mais interessante ela será para seus clientes;

Quer pagar quanto? Os custos são bastante divergentes. Alguns bancos cobram taxa mensal de 30 reais pela custódia de suas ações, por exemplo, o que contrasta com o custo zero de certas corretoras. Os valores referentes à corretagem também destoam MUITO, e podem chegar a 20 reais em alguns bancos e a menos de 3 reais nas corretoras. Acho que nem preciso comentar as diferenças de preços também no Tesouro Direto, certo?

Time is money Bancos (ainda) têm as agências físicas, enquanto corretoras independentes contam com um modelo de negócio à base de um atendimento virtual ou telefônico, o que vale inclusive para a abertura de contas. Responda sinceramente: quantas vezes ao ano você vai a uma agência bancária? E em quantas dessas visitas você foi bem orientado com relação aos seus investimentos? Faz mesmo tanta diferença olhar nos olhos do gerente e vale a pena pagar por isso?

Investir, investir e investir – Corretoras não funcionam como banco! O dinheiro que você transfere deve ser sempre investido na mesma hora, para evitar qualquer tipo de risco. Sim, riscos existem, mas tanto em bancos quanto em corretoras. No segundo caso, você pode se proteger evitando deixar o dinheiro parado na conta. Simples assim.

Acesso vip? Não há nenhum custo para ter uma conta e investir por meio de corretoras, e seu acesso a determinados produtos depende exclusivamente do tamanho do seu patrimônio (sendo investidor qualificado ou profissional, você tem a oportunidade de investir em produtos exclusivos e mais sofisticados). No caso do banco, seu acesso varia conforme seu relacionamento e/ou seu patrimônio investido na própria instituição. Justo?

Cinco diferenças básicas para você começar a repensar sua relação com seu banco e a pesar o que efetivamente faz diferença no seu bolso.

Semana que vem a gente continua essa conversa, esclarecendo alguns velhos mitos que tanto rondam o mercado. Spoiler: vai ter discussão sobre portabilidade e sobre quebra de corretoras.

Se já quiser me enviar dúvidas, fique à vontade para mandar um e-mail.

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