Dólar: quer comprar ou quer vender? Chame a mãe Dináh!

Abandone o fetiche de adivinhar o rumo da moeda americana para ganhar de imediato e pense a longo prazo

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Dólar: quer comprar ou quer vender? Chame a mãe Dináh!

Caro leitor,

Jogar búzios, tirar as cartas, ler as mãos, checar o horóscopo, ver a borra do café na xícara – qual é a melhor forma de saber o futuro?

Adoraria ter essa resposta, assim poderia sanar a minha dúvida e a de 10 em cada 10 leitores do Criando Riqueza: afinal, qual é a direção do dólar?

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Pense numa loteria. Quem não gostaria de saber quais seriam os números premiados no próximo sorteio para poder fazer aquela aposta certeira?

Mesmo ciente de que não existe uma fórmula mágica para prever o rumo da taxa de câmbio, toda vez que uma nova projeção surge com força nos mercados financeiros e é amplamente reproduzida nos jornais, pensamos se devemos comprar ou vender a moeda americana. E, agora, em meio às discussões sobre um novo piso do dólar a R$ 3,20, a história se repete…

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Matéria do jornal O Globo do último dia 9 tratou do tema e sinalizou que as equipes dos grandes bancos revisaram para baixo suas projeções para a moeda no fim deste ano.

“As previsões para o dólar a curto prazo despencaram nas últimas semanas já que o mercado agora vê tendência de queda da moeda americana nos próximos meses. Redução das incertezas no front político — que melhora o cenário para a entrada de investimentos estrangeiros —, taxa elevada de juros — com boa remuneração para o investidor em um ambiente mundial de juros baixos —, ajuste externo e expectativa de aprovação de reformas são alguns dos fatores que ajudam a explicar a perspectiva de um real mais forte a curto prazo.”

E por que ficamos tão ligados nessas revisões? De onde vem esse instinto de acompanhar tudo relacionado ao dólar? Às vezes, tenho a impressão de ainda estar nos idos da década de 1990, quando os mais velhos tinham o hábito de manter umas notas da terra do Tio Sam em casa. Os tempos difíceis de inflação não davam trégua para descuido e era em dólar que os valores de grandes compras eram acertados.

Eu me lembro até de ganhar de presente de aniversário alguns dólares e sempre pensava que deveria guardar para quando fosse à sonhada Disney. Aquele dinheiro poderia simplesmente ficar embaixo do colchão que não iria se desvalorizar. Mas não é – ou não deveria ser – mais assim…

O Brasil mudou, a relação entre as moedas brasileira e americana é outra, mas ainda seguimos apegados ao investimento em dólar. E deveria ser diferente? Não necessariamente, mas, se você não é um profissional do mercado, suas aplicações deveriam ser menos especulativas e mais estruturais. Explico.

Já conferiu o relatório Você Investidor de julho? Nele, tratamos de cinco temas imperdíveis:

1. Orientações sobre planos de previdência — Walter Poladian diz como avaliar seu PGBL e seu VGBL e dá sugestões para sua aposentadoria.

2. Recomendações para o investimento em fundos imobiliários — Ariane Gil diz se acredita que os FIIs vão subir e diz o que fazer nesse mercado.

3. Estratégias para tempos difíceis — André Zara aborda como empreendedores podem amenizar os efeitos da crise.

4. Investindo fora e dentro do Brasil — o advogado Ricardo Lacaz Martins esclarece as principais dúvidas sobre aplicações financeiras no exterior e investimentos de brasileiros que moram fora do País.

5. Um teste de seus conhecimentos — Olivia Alonso fala sobre as principais características das aplicações financeiras mais comuns.

Ainda não tem acesso ao relatório?

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O vaivém do dólar e você na montanha-russa

Toda vez é a mesma coisa. O dólar dispara e você se pergunta por que não comprou. O dólar despenca e você lamenta ter comprado na semana anterior. Todo mundo acha que pode adivinhar a trajetória da moeda americana.

Sim, você leu corretamente. ADIVINHAR. “A taxa de câmbio foi inventada por Deus para humilhar os economistas”, disse uma vez Edmar Bacha, ele mesmo economista e um dos formuladores dos planos Cruzado e Real.

Se o próprio Bacha escancarou a dificuldade de se prever o rumo do câmbio, por que nós, reles mortais, deveríamos acertar a melhor hora para comprar e vender o dólar?

Este ano, a moeda americana acumula queda da ordem de 16% em relação ao real, cotada próximo a R$ 3,30. Quem poderia imaginar? O mercado financeiro é que não!

As projeções dos analistas “Top 5” do Banco Central, que formam o grupo mais assertivo do levantamento, indicavam no início deste ano que o dólar fecharia 2016 cotado a R$ 4,19, projeção que chegou a R$ 4,30 em seu ápice. Mas, hoje, depois de tantos acontecimentos no Brasil e no mundo, esse mesmo grupo projeta a cotação do dólar em R$ 3,30 em dezembro, uma diferença de 30% para aqueles R$ 4,30 do fim de janeiro.

Fonte: Banco Central

 

Não é pouca coisa! Nem os caras da Faria Lima sabem o que vem pela frente. E é natural que seja assim. Não se trata de um erro. As perspectivas vão se ajustando conforme o rumo da economia e da política, e não se trata apenas de analisar a situação brasileira – que já renderia trabalho mais do que suficiente! É preciso acompanhar o rumo do mundo e as decisões dos governos e dos bancos centrais.

Desta forma, é preciso que fique claro para você que há situações particulares que exigem maior aproximação do mercado cambial, como viagens internacionais, planos de estudar/morar fora do Brasil, compras (com valores relevantes) no exterior e investimentos internacionais.

Ciente de que você vai precisar de dólares no curto ou no médio prazo, é importante travar o que chamamos de “câmbio médio”. Isso significa dizer que você deve comprar uma pequena fatia do total necessário para a realização do seu plano a cada semana, mês, trimestre ou semestre.

Em um período, você vai conseguir comprar dólar a R$ 3,40, por exemplo. Em outro momento, o preço estará mais salgado, de R$ 3,60. Na última leva, talvez você consiga travar a moeda a R$ 3,30.

Supondo que você gastou R$ 10 mil em cada período, significa dizer que você conseguiu adquirir cerca de US$ 8.750,00 a um preço médio de R$ 3,43. No melhor dos mundos, você conseguiria a melhor cotação para investir os R$ 30 mil. Mas quem é que sabe qual é o melhor preço? Você está disposto a correr esse risco?

Pesquise

Se você quer fazer um bom negócio, precisa pechinchar. Cada casa de câmbio vai lhe oferecer um preço para comprar dólar e cabe a você barganhar e pesquisar. Além de ligar para as corretoras – por telefone ou por e-mail você descobre as cotações –, há hoje sites como www.melhorcambio.com e exchangemoney.com.br para checar os melhores preços.

Dá trabalho pesquisar? Sim, dá. Não tem jeito. Mas se você quer “sair no lucro”, vai ter de arregaçar as mangas e pechinchar!

Invista fora do colchão

Pode parecer óbvio para alguns, mas investir em dólar comprando a moeda em espécie e deixando em casa, além de inviável e inseguro, não é rentável. Além do IOF de 1,1% para aquisição do dólar, dependendo do valor adquirido, lembre-se de que você terá de comprovar a origem de sua renda para justificar o investimento. E o principal: seu dinheiro não rende em casa. Nada!

Portanto deixe de preguiça e, se realmente estiver interessado em atrelar uma parte das aplicações à moeda americana, faça de maneira estrutural.

A Carteira Empiricus chegou a sugerir uma alocação de 20% em dólar neste ano, mas atualmente recomenda um peso de apenas 8%. O Felipe Miranda, estrategista-chefe da Empiricus, ressalta que a maneira mais simples para ter essa exposição se dá via fundos cambiais no Brasil, mas frisa que, para aqueles com mais de US$ 100 mil, vale a pena pensar num portfólio de investimentos no exterior.

E é importante ter em mente: o fato de o Felipe recomendar alguma exposição em dólar não significa a perspectiva de alta da moeda — o cenário vai até no sentido oposto. Mas faz sentido ter um pouco de dólar como composição de portfólio.

Espero que a newsletter lhe ajude a pensar sobre o tema, mas fico aguardando seu e-mail com mais perguntas sobre o envolvente universo cambial!

Um abraço,

Beatriz

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:. FUNDOS IMOBILIÁRIOS:  O FCFL11B só tem enchido a Empiricus de alegria. A vacância zerada, a excelente localização, a atipicidade dos contratos e a solidez de sua principal inquilina falam por si só.

No relatório de hoje, você vai entender os motivos de ele fazer parte do portfólio de longo prazo da casa. Afinal, esse é o FII favorito da Empiricus no setor de educação.

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