É hora de investir em ações?

Chegou a hora de saber sobre investimentos. Explicamos tudo o que você precisa saber para começar a investir na Bolsa

É hora de investir em ações?

Caro leitor,

O investimento em ações é arriscado. Você não precisaria de mim para chegar a essa conclusão.

Qualquer pessoa que tenha um mínimo de informação poderia deduzir isso. E não é para isso que estou aqui.

Hoje vou falar para você a minha visão sobre o investimento em ações. E vou dizer por que você precisa conhecer esse mercado.

Você poderia me dizer: “Mas hoje sou endividado. Mal consigo guardar dinheiro para investir em renda fixa, quanto menos em ações”.

Mas eu garanto que é importante entender de ações mesmo se você ainda está no grupo dos 54 milhões de brasileiros endividados.

Esse conhecimento vai ajudá-lo a conseguir motivação para para cuidar de sua vida financeira.

Digo isso com convicção. Não apenas a minha convicção, mas também a de uma especialista em “superendividados” com quem conversei há duas semanas.

O trabalho dela é orientar pessoas que estão com diversas dívidas e precisam se organizar e renegociar com os credores.

Falei com ela porque estou preparando alguns materiais sobre esse assunto para os leitores do Criando Riqueza. De tudo o que ela me disse o que mais marcou tinha relação com os investimentos. E aí entram as ações.

Ela afirmou que as pessoas que têm mais sucesso em se livrar das dívidas de forma definitiva têm UMA a postura em comum: elas se imaginam como investidoras.

Ou seja, não se veem como “perdedoras”, “endividadas”, “sufocadas”, “eternamente pobres”. Mas vislumbram um futuro diferente.

Quando essas pessoas fazem uma ligação entre o universo das dívidas e o universo dos investimentos, elas têm mais capacidade de deixar para trás a situação ruim atual. Ou seja, é bom saber que uma coisa é continuidade da outra.

Dou mais duas razões:

Você precisa saber sobre ações para avaliar se esse mercado serve para você. E, se servir, precisa saber como aproveitar as oportunidades.

Você precisa saber sobre ações para que você saiba argumentar quando seu gerente de banco oferecer um produto financeiro que invista em renda variável.

 

Simplificando

De forma simples, aqui está um resumo de minha percepção sobre mercado de ações:

Investir em ações é arriscado, mas é uma possibilidade de caminho a seguir.

É um caminho cruel? Sim, pois há o risco de se perder dinheiro.

Mas é um caminho que pode levar o investidor a ganhar mais.

Na prática, para investir em ações é preciso ter acesso a uma plataforma eletrônica, por onde você fará as “ordens de compra” e “ordens de venda”.

Estou falando dos home brokers que podem ser dos próprios bancos (das corretoras dos bancos, na verdade) ou de corretoras de valores, como Rico, Easynvest, XP Investimentos, Guide, entre tantas outras.

No caso dos bancos é preciso entrar no “internet banking” e procurar o home broker. Em geral os bancos cobram taxas mais altas do que as corretoras para ser o intermediário da sua compra de ações.

Digo intermediário porque é preciso ter uma instituição para fazer a ponte entre o investidor e a bolsa de valores.

No Brasil a BM&FBovespa é a bolsa que concentra toda a negociação de ações. E é também uma empresa assim como todas as outras.

A própria BM&FBovespa tem “capital aberto”, o que significa que tem suas ações negociadas no mercado.

Ao comprar uma ação da BM&FBovespa, por exemplo, o investidor passa a ser dono de uma pequena fatia da empresa. Se a empresa tem lucro, distribui uma parte desse ganho aos acionistas por meio dos chamados “dividendos”.

O detentor da ação também é beneficiado pelo aumento do preço da ação, obviamente, pois pode vender por um valor maior do que o que comprou.

O contrário é doloroso. Quando o preço da ação cai, o acionista perde dinheiro.

É por isso que os consultores financeiros não sugerem colocar mais de 20% de seu dinheiro em ações mesmo que você tenha um perfil mais agressivo em seus investimentos. Para os conservadores eles costumam sugerir de 0% a 10%.

E quando a economia vai mal… o Ibovespa vai mal também.

Isso acontece porque, no fundo, a atividade das empresas reflete e determina o comportamento da economia. Uma coisa puxa a outra.

E o desempenho da economia de forma geral é medido pelo PIB, sigla que você deve ter ouvido falar milhares de vezes nos jornais e que nada mais é do que a soma de toda a riqueza gerada no país – e é a sigla para Produto Interno Bruto.

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Mas, se a relação é assim tão simples, por que o cenário político afeta tanto a bolsa?

É porque essa relação entre empresas, economia e ações não é tão pura e trivial assim. O mercado de ações deve ser encarado como um mercado muito humano.

Tanto que há uma ciência (psicologia econômica /economia comportamental) estudando o comportamento do investidor.

Além disso, é importante que você saiba: o mercado de ações brasileiro tem muitos investidores estrangeiros. São 28% do total, para ser mais precisa.

Muitas vezes grandes fundos estrangeiros não podem investir em países considerados arriscados (que tenham altos riscos políticos, por exemplo).

Oportunidades

A minha opinião é que a bolsa de valores é um caminho muito interessante para tentar uma multiplicação mais rápida de uma parte do seu dinheiro. Faço questão de frisar: uma parte que você não vai querer se matar no caso de uma perda.

Outro dia estava conversando com o Carlos Herrera, um dos analistas de ações da Empiricus, sobre nossos investimentos pessoais. O assunto fluiu e ele me contou o seguinte:

“Minha mãe e minha irmã tinham o mesmo tanto de dinheiro. Minha irmã investiu em renda fixa. Minha mãe, em ações. Passados cinco anos, o patrimônio de minha mãe era muito maior do que o de minha irmã.”

A mãe do Carlos escolheu o caminho arriscado. Ele não entrou em detalhes, mas imagino que ela tenha sofrido muito com as oscilações da bolsa antes de sentir o gosto dos ganhos.

Por isso costuma-se dizer que é preciso ter sangue frio para suportar os momentos ruins do mercado. Mas quando a escolha é boa os lucros são expressivos.

Quando o momento da economia é ruim e o momento político é ruim, espera-se um desempenho ruim da bolsa. É o que vemos hoje no Brasil.

Mas é também nesses momentos que começam a surgir as oportunidades.

É muito difícil saber o momento certo de “entrar” na bolsa. Ou seja, adivinhar quando os preços caíram tanto que vão começar a subir.

Ontem, o Felipe Miranda, da Empiricus, disse aos seus leitores o que ele pensa sobre o momento de investir na bolsa. Eu o admiro como profissional e respeito sua opinião por acreditar que ele é um dos economistas mais geniais do nosso país. Sugiro que você leia para saber o que ele está falando.

Mas reforço aos que pretendem acompanhá-lo que o investimento em ações exige paciência.

E enfatizo o que nossos consultores financeiros sempre dizem: “não recomendamos, nem mesmo ao investir mais agressivo, que coloque mais de 20% de seu investimento em ações”.

Hoje o Brasil tem diversas opções de bons investimentos com ótimas remunerações.

Quem acompanha o Criando Riqueza já teve contato com nossas recomendações de investimentos em renda fixa. Essas aplicações continuarão a ser o foco de nossas newsletters. Continue acompanhando nossos conteúdos.

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Gostaria de explicar que o Criando Riqueza é a área de finanças pessoais da Empiricus.

Alguns conheceram a Empiricus antes de me conhecer. Sei que muitas pessoas estão aqui por seguirem o convite dos próprios analistas e sócios da empresa.

Se esse é o caso, você já sabe que somos independentes, que não temos produtos financeiros e que não participamos de operações financeiras.

Por isso, podemos dar nossa opinião sobre qualquer produto de investimento do mercado.

Nosso compromisso é apenas com você.

Para ter acesso ao relatório mensal deste mês, clique aqui. Você também poderá ler os relatórios:

1) Por que deixar para o banco o que você pode fazer sozinho?

2) As melhores corretoras para investir no Tesouro

3) O retorno do CDB: Vale a pena comprar CDB de banco “desconhecido”?

4) Não se engane: saiba o que é realmente vantajoso comprar no free shop

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Um abraço

Olivia Alonso

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