O que você faria diferente financeiramente se pudesse voltar ao passado?


Poupança, previdência ruim, dinheiro parado na conta, investimentos fora do perfil e falta de atenção aos custos estão entre os nossos erros.

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O que você faria diferente financeiramente se pudesse voltar ao passado?


UMA CARTA PARA A PEQUENA BIA

Oi, Bia.

Quem te escreve em pleno ano de 2017 é você mesma, um pouco mais velha.

Parece confuso, eu sei, mas deixe sua racionalidade de lado e, por favor, leia atentamente a carta a seguir.

Estou aqui para falar de um assunto sério: o nosso futuro.

Bia, sou 33 anos mais velha que você e ando refletindo sobre o rumo que nossa vida tomou, pensando especialmente em quais dos nossos sonhos saíram do papel e nos que naufragaram ao longo do percurso.

Fui buscar explicação nos nossos principais acertos e grandes erros financeiros, determinantes para as realizações e frustrações da vida. Não estou querendo acertar contas nem te cobrar nada. Mas acho que chegamos a uma idade em que um balanço da vida vem a calhar…

ACERTOS

– Reserva financeira — Tenho orgulho em dizer que sempre tivemos como hábito poupar. Essa reserva trouxe segurança, nos proporcionou ter dinheiro em momentos decisivos e garantiu maior poder de negociação em nossos maiores investimentos. Comprar um carro à vista e se livrar das altas taxas de juros foi um deles, lembra?

– Controle de gastos — Anotar suas despesas e suas receitas rotineiramente sempre facilitou seu controle, e até hoje você pode recorrer a esses dados para tomar decisões;

– Não ao endividamento — Resistindo às tentações, você nunca foi daquelas que se endividava loucamente para cair nas compras. Até na adolescência o sangue-frio imperou. Ufa!

– Foco no longo prazo — Desde cedo planejamos nosso futuro, sempre de olho na aposentadoria. Devo dizer que fomos até um pouco precoces nesse aspecto, mas melhor prevenir do que remediar, né?

Agora surge a parte negativa. O problema, Bia, é que nossos acertos podem ser igualmente interpretados como grandes erros.

ERROS

– A cilada da poupança — Formar uma poupança é louvável, todos sabemos. Mas ter deixado o dinheiro literalmente parado por vezes na caderneta esteve bem longe de ser uma decisão inteligente. Com os juros enormes de outros tempos, teria sido muito mais vantajoso destinar esse recurso para outras aplicações, tão seguras quanto a poupança. Shame on us!

– Controle indisciplinado — Ter um controle das nossas despesas e receitas é mesmo ótimo, mas não fomos muito além de criar uma planilha bonitinha de Excel. O que exatamente fizemos de posse dessas informações? Desde quando cortamos gastos de olho num descompasso das despesas com lazer, por exemplo? Já passou da hora de enxergar além dos números…

– Futuro fragilizado — Pensar desde cedo no futuro é exemplar, admito sem modéstia, mas nem toda aplicação faz sentido para multiplicar seu patrimônio. Você deve se lembrar do plano de previdência horroroso que chegou a contratar em um grande banco, abandonado anos mais tarde por não conseguirmos seguir com as absurdas contribuições exigidas e por deixarmos de ver valor nele. Então…

E aproveito para chamar a atenção para um quarto erro: nosso conservadorismo.

Bia, quanto mais novas somos, mais exposição ao risco devemos ter. E preciso repetir isso em voz alta para você escutar ainda hoje esse lema. Ainda dá tempo!

Poupança, previdência ruim, dinheiro parado na conta, investimentos fora do perfil e falta de atenção aos custos estão entre os nossos erros, Bia. Mas aprendemos com eles. E hoje buscamos fazer diferente.

Leia mais – Poupança: vale a pena investir nela?

Mas, se pudesse voltar no passado, certamente teria pego alguns atalhos. Gostaria de ter cuidado melhor do dinheiro desde o início. Como não dá para voltar atrás, o que podemos fazer de bom, Bia, é mostrar para os outros que seus filhos podem começar a formar um bom patrimônio desde cedo.

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Escrevi as respostas a essas e outras perguntas neste relatório pensando na pequena Bia. E nas próximas que virão.

Espero que, neste Dia das Crianças, além de presentear seu filho ou sua filha, você escolha o que realmente fará a diferença no futuro financeiro dele(a). E sem nenhum estouro no orçamento, afinal, o Você Investidor custa menos do que uma assinatura do Netflix

Um abraço,

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