O caminho mais curto

Desconhecimento do mercado financeiro e de economia como um todo foi apontado como a principal razão para não se investir. Está esperando o que para mudar?

O caminho mais curto

Economia não é o primeiro tema de interesse na vida de nenhuma pessoa (sã) no mundo. Convenhamos, quando você se tornou um “ser pensante” e passou a se interessar por informações do mundo dos esportes, da política, da cultura, de cidades e de economia, qual era o primeiro assunto procurado?

A minha preferência sempre esteve no mundo cultural, depois passava para política, em seguida para cidades, mais tarde dava uma folheada (sim, ainda sou do tempo do impresso) em esportes e, quando tinha tempo, o que era bem raro, dava aquela espiadela em economia — não, eu não aprendi sobre finanças lendo só jornal, mesmo sendo uma jornalista.

Exceções existem? Claro que sim! Mas os fanáticos econômicos de carteirinha certamente têm uma representatividade pequena num país de 200 milhões de pessoas que ainda lutam para ter acesso a uma educação básica de qualidade.

Economia e finanças pessoais passam bem longe das salas de aula, e digo isso com a segurança de uma pessoa privilegiada que teve a oportunidade de estudar em escola particular a vida toda sem nunca ter aprendido sobre esses temas com os professores.

E como você se interessou por economia, você me pergunta?

Por necessidade!

Queria passar em uma prova e trabalhar em um grande jornal e, para isso, precisava saber o que era a tal da taxa Selic, quem era o presidente do Banco Central, o que fazia o ministro da Fazenda e tantas outras questões que pareciam tão distantes do meu dia a dia.

No desespero, comecei a ler tudo sobre esse assunto e, com uma aula particular de um amigo, deixei de ser uma analfabeta econômica para virar uma semianalfabeta.

Ah, sim, porque de nada adiantava saber o que era a tal taxa Selic se eu não conseguia relacionar sua trajetória com a minha vida real.

 

Mas segui no meu caminho de aprender na raça. Com muito exemplo em casa, também fui entendendo mais de gestão financeira e, mais tarde, ao cair de um dia para o outro numa redação de um jornal econômico, tive que correr atrás do aprendizado que me faltava para escrever diariamente sobre macro e microeconomia.

Foi fácil? Nada fácil. Tanto que me enfiei em diversos cursos econômicos e num MBA para entender o tema em maior profundidade.

E sigo aprendendo todos os dias, mas cada vez mais segura sobre um universo que no passado me parecia tão chato (sim, admito) e complicado.

Sofri, perdi dinheiro, falei bobagem, agi exatamente da mesma forma como grande parte das pessoas que estão lendo essa newsletter.

E é por isso que entendo a resposta ganhadora do quiz da semana passada.

Com um quarto dos votos, a opção “Desconhecimento do mercado financeiro e de economia como um todo” foi eleita a principal razão para as pessoas nunca terem aplicado no mercado financeiro.

Eu entendo você. Eu sei exatamente o que você sente e convivo com amigos e familiares que me respondem exatamente a mesma coisa para justificar a inércia de não sair da poupança, de não abrir conta numa corretora independente e de não mexer naquela velha previdência que foi enfiada goela abaixo.

A minha caminhada foi muito mais longa do que eu gostaria. Se pudesse voltar no passado, teria parado de implicar com economia e aprendido mais cedo. Teria investido antes, ajudado mais pessoas lá atrás e evitado uma série de erros.

Eu poderia recomendar a você o mesmo caminho e, a duras penas, aprender sozinho, se virar para desvendar o tal universo econômico. Não tem jeito, você tem que querer aprender para sair dessa zona de (des)conforto.

Mas acho que sua história pode ser diferente.

Pensando em pessoas como eu lá atrás e você no presente, criamos um curso para ajudar qualquer um que se considere leigo ou que tenha pouco conhecimento de economia. Sim, com aulas curtas sobre Selic, inflação, PIB e câmbio. Mas de nada adianta entender os conceitos macroeconômicos e não perceber qual sua relação com os investimentos.

Por isso também decidi explicar as diferenças entre os principais produtos do mercado, como CDBs, LCIs, LCAs, fundos de investimento e imobiliários, debêntures e poupança, e tratar do Tesouro Direto. Para falar especificamente de ações, o Rodolfo entrou em ação para me ajudar.

Está gostando desse artigo?Insira seu e-mail e comece já a receber nossos conteúdos gratuitos

Não vou ser hipócrita aqui. Praticamente legislei em causa própria. Pensei exatamente no que gostaria que tivessem me ensinado quando eu não sabia absolutamente nada de economia. E como não tenho paciência com pessoas prolixas, tentei ser a mais objetiva do mundo.

É como ir ao cinema? Não.

É gostoso como tomar sorvete? Certamente não.

Mas é simples, fácil e prático? Sim, pelo menos essa é a ideia.

Minha modesta pretensão foi fazer você cortar o caminho e evitar todo o processo pelo qual levei anos para aprender. E que, espero, mude seu jeito de encarar economia daqui para frente.

Quer conhecer melhor a proposta? Então acesse aqui.

E aí me conte o que achou e quais são suas novas dúvidas. Espero sanar grande parte delas já no próximo módulo do curso.

Um abraço,
Beatriz

PS: Com quase 2 mil respostas, a segunda opção mais votada da enquete da semana passada foi “Não saber por onde começar”, seguida por quase um empate entre “Não conseguir poupar dinheiro de forma periódica” e “Medo de perder todo o patrimônio”. A alternativa “Receio de precisar do dinheiro de uma hora para outra” recebeu cerca de 11 por cento dos votos, “Investir é muito caro”, sete por cento, e, ainda bem, a razão “Preguiça. Investir dá trabalho!”, ficou em último lugar, com menos de 6 por cento das escolhas.

Pelo visto, teremos muito sobre o que conversar nas próximas semanas…

Conteúdo relacionado