Passos 4, 5 e 6

Acompanhe a segunda etapa para deixar de ser um admirador do mercado para se transformar em um efetivo investidor

Passos 4, 5 e 6

Direto ao ponto. Sem enrolação. Não sei lidar com gente prolixa. Pessoas objetivas, que passam a mensagem de forma imediata, didática e clara já ganham meu amor de cara assim que as conheço.

Tenho amigos que demoram uns 10 minutos para desembuchar a novidade. Que nervoso que dá!

Admito que esse deve ser um mal de jornalistas, especialmente os de economia, invariavelmente impacientes, em busca da principal novidade em uma conversa logo no início do bate-papo. Queremos o “pisca” rapidamente e, na sequência, a cobertura completa do evento.

Mudei de área, passei para o lado da análise, mas continuo com essa “mania”: tento sempre ser bastante franca e objetiva com os meus leitores. Estou longe de ter todas as respostas, mas a meta é sempre tentar dar alguma luz no seu caminho.

Chega, já enrolei bastante para chegar ao assunto principal de hoje. Afinal, já sei o que você espera: os próximos passos para quem está começando a investir. Prometi não ser prolixa, então vamos ao que interessa: como transformar a teoria em prática.

Na semana passada, abordei as três etapas iniciais na vida de qualquer investidor: poupar, abrir uma conta e preparar-se para imprevistos.

Hoje, vamos avançar nessa trajetória financeira.

4º passo: Definir seus objetivos

Vai casar? Quer comprar um carro daqui a um ano? Pretende poupar para dar entrada naquele apartamento dos sonhos? Já está bem de vida e quer aplicar de olho na aposentadoria? Cada um tem um plano diferente e, portanto, cabe apenas a você escolher investimentos que se encaixem (leia-se, que sejam coerentes) nesse horizonte.

De que adianta investir dinheiro em um bom fundo multimercado se você vai precisar resgatar os recursos no máximo em um ano?

Ou então aplicar em ações se você não pode, de nenhuma maneira, perder o dinheiro?

Reflita com cuidado e case seus objetivos com investimentos adequados a eles. É a única maneira de não se arrepender depois, quando precisar resgatar as aplicações antes de seu tempo de “maturação”.

5º passo: Diversificar a carteira

Quer minimizar os riscos de sua carteira e aproveitar oportunidades em diferentes searas? Diversifique, então, seu portfólio. Quanto maior a carteira, mais diversificada ela deve estar.

Sei que a pergunta seguinte será: quais percentuais deve-se dedicar às rendas fixa e variável?

Não existe uma resposta certa, já que depende das suas possibilidades financeiras (qual parcela do seu patrimônio você pode colocar em risco?) e de sua própria disposição (quão confortável você está com a possibilidade de ter perdas ou de demorar muito tempo para resgatar o dinheiro aplicado, por exemplo).

Tem muita gente com um patrimônio financeiro expressivo que não se sente confortável em se expor à Bolsa, nem por meio de fundos de investimento. Nesses casos, o melhor a fazer é diversificar as aplicações na renda fixa, afinal, por que não distribuir seu dinheiro em títulos públicos, debêntures, fundos, produtos isentos de Imposto de Renda e assim por diante, em vez de concentrá-las em um único tipo de produto?

6º passo: Acompanhar o retorno dos investimentos sem ficar bitolado!

Aqui, o lema deveria ser: “Keep calm and keep investing”.

Tente lembrar o tempo todo de suas prioridades financeiras e aonde você espera chegar com suas aplicações antes de tomar qualquer decisão.

Pode parecer clichê dar esse recado final, mas o pregão do dia 18 de maio deixou claro o quanto os nervos dos investidores estão longe de ser de aço. Conheço muito marmanjo experiente do mercado que, a qualquer sinal de turbulência, se desespera e perde completamente o foco.

Portanto, reflita com cuidado antes de aplicar e de resgatar seu dinheiro em meio a qualquer susto e busque casar seus objetivos com investimentos que poderão de fato transformar seus planos em realidade.

É hora de transformar a teoria em prática!

Espero que tenha recebido o impulso necessário para sair da inércia.

Se ainda estiver inseguro, me escreva para contar o que tanto lhe aflige.

Um abraço,

Beatriz

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