Do que você não abre mão?

Não defendo fórmulas prontas, mas proponho a você estabelecer prioridades e analisar como sua organização financeira tem contribuído para que os planos deixem o mundo da fantasia

Do que você não abre mão?

Almoço no japonês com direito a brinde de saquê? 130 reais.

Gastos com Uber e táxi no fim de semana? 60 reais.

Cinema (com pipoca!)? Uns 50 reais.

Café na padaria? Melhor adicionar uns 20 reais.

Presente para a amiga? Não menos que 40 reais.

Ida ao bar com direito a pelo menos dois drinks de gin tônica, preferencialmente? 70 reais.

Sim, Mastercard. Para essas e todas as outras coisas que amo fazer há um preço. E ele não é nada trivial…

Sábio Paulinho da Viola quando lançou a premonitória “Pecado Capital”.

Dinheiro na mão é mesmo vendaval!

Vivendo-se numa cidade como São Paulo, é ridiculamente fácil perder a conta dos gastos num fim de semana.

Colocando no papel algumas de minhas despesas mais frequentes, percebo como tenho uma “notória habilidade” para gastar além da conta com pequenas saídas pontuais, voltadas para o lazer.

O valor pode aumentar consideravelmente quando viajo, quando o fim de semana conta com uma programação mais intensa, ou ainda quando algum amigo de fora está na cidade, enfim, quando há zero controle.

Porque, no fundo, todo mundo tem uma noção de quanto gasta. Mas não necessariamente quer saber, não é mesmo?

Para meu consolo, recentemente recebi dois e-mails que, confesso, me animaram.

O primeiro partiu do Gilmar A., que me contou que, desde janeiro, começou a preencher religiosamente uma planilha financeira disponível na assinatura do Você Investidor. E o que ele descobriu?

“Eu ganhava mais do que pensava, mas estava gastando com despesas supérfluas e não sobrava para as despesas essenciais. Então, nos últimos cinco meses, fui o mais disciplinado que pude, cortei despesas, e, HOJE, finalmente quitei a dívida e ainda sobrou um dinheirinho. Me sinto aliviado, será a primeira vez em muito tempo que não fecharei o mês no vermelho!”

Palavras do Gilmar, não minhas!

O Michel V. me contou que, a partir da planilha, constatou que seu carro estava gastando mais combustível que o normal. Não sei bem em que momento a planilha se fez notar nesse caso, mas fiquei feliz por ajudar.

Esses exemplos são apenas… exemplos. Nada além disso.

Não quero impor regras para dizer a você qual é a melhor forma de gerenciar seus gastos para fazer sobrar mais dinheiro no fim do mês.

Mas quero chamar sua atenção para uma reflexão sobre prioridades. Certamente as do Gilmar e do Michel englobam um controle maior do dinheiro do que as de muitas pessoas que estão lendo este artigo.

De verdade, não acredito em fórmulas, e a planilha, assim como outras ferramentas que oferecemos no Você Investidor, trata-se apenas de uma ajuda básica. O importante mesmo é que você descubra o que funciona na sua vida (ou não). E eleja suas próprias prioridades, sem necessidade de chororô no final do mês por não ter sobrado dinheiro para aplicar e colocar em prática alguns planos.

Como uma das minhas prioridades da vida é ter dinheiro para realizar, se não todos, a maior parte dos meus sonhos, e ganhar na Mega-Sena não me parece uma realidade próxima, tento fazer minha parte me planejando e me organizando.

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Diminuo as idas ao cinema, com prioridade para o Netflix; reduzo as saídas durante a semana, para não abrir mão da programação de sábado e domingo; seleciono melhor os shows do mês, num ano em que a programação de São Paulo está enlouquecendo os fãs de grandes eventos; postergo a troca do carro para garantir as contas em dia.

Não tem jeito, preciso estabelecer prioridades. E é essa seleção que me permite pensar num futuro com a palavra da moda: sustentável.

E você, como tem feito para poupar? Me escreva contando!

Um abraço,
Beatriz

PS: Amanhã chegamos à quinta e última aula do curso Você Investidor, na qual desmistificamos algumas lendas do mercado financeiro. Quais são os fatos e quais são as falácias do mundo dos investimentos? Confira!

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